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COMUNIDADE DE MONTE ESPINHO APJ
Plano de Reuniões e Baptismos para 2006
MÊS
REUNIÕES BAPTISMOS
Marcação Preparação 1.º Domingo 3.º Domingo
JANEIRO
DIA 11
DIA 25
DIA 01 DIA 15
FEVEREIRO DIA 08 DIA 22 DIA 05 DIA 19
MARÇO DIA 08 DIA 22 DIA 05 DIA 19
ABRIL DIA 12 DIA 26 DIA 02 DIA 16
MAIO DIA 10 DIA 24 DIA 07 DIA 21
JUNHO DIA 14 DIA 28 DIA 04 DIA 18
JULHO DIA 12 DIA 26 DIA 02 DIA 16
AGOSTO DIA 09 DIA 23 DIA 06 DIA 20
SETEMBRO DIA 13 DIA 27 DIA 03 DIA 17
OUTUBRO DIA 11 DIA 25 DIA 01 DIA 15
NOVEMBRO DIA 08 DIA 22 DIA 05 DIA 19
DEZEMBRO DIA 13 DIA 27 DIA 03 DIA 17

OBS: As reuniões realizar-se-ão nas segundas quartas-feiras e quartas quartas-feiras de cada mês, na sala 1 do Salão Paroquial, às 21.30h.

Os baptismos celebram-se nos primeiros e terceiros Domingos de cada mês, na Igreja Paroquial, às 13.00h, excepto nos meses de Julho, Agosto e Setembro, que se realizam às 12.00h. Eventualmente, também se poderão realizar baptismos, nas cerimónias da Vigília Pascal (15 de Abril, às 21,30h) e na Missa do Galo (25 de Dezembro, às 00.00h).

As reuniões devem entender-se para baptismos a celebrar no mês seguinte.

Notícias
       

Casal Sequeira:
Vinte anos de dedicação à “Voz de Leça”

A Voz de Leça comemora este mês 53 anos de existência. Embora sendo um Jornal Paroquial, é de realçar o empenho que ao longo dos anos, as dezenas de redactores e colaboradores têm emprestado ao “nosso” Jornal. Projecto iniciado pelo saudoso Rev. Padre Alcino e que teve continuidade com o Rev. Padre Lemos, mas que nos últimos vinte anos se tem realçado pela dedicação dos seus editores e principais redactores do Jornal. Estou obviamente a falar do Dr. Jorge Sequeira e da Dra. Marina Sequeira que assumiram a responsabilidade de liderar o Jornal até aos dias de hoje. É importante nesta altura em que se comemora mais este aniversário, salientar essa dedicação de tão ilustres Paroquianos, pelas palavras da actual Editora e principal redactora do Jornal, Dra. Marina Sequeira. É sobre o passado, o presente, mas sobretudo o futuro de um Jornal, mas também de uma Paróquia, de uma Comunidade que precisa cada vez mais de alguém que fale, que opine, mas sobretudo que intervenha nas defesa dos verdadeiros valores cristãos.

1 – Como surgiu o convite para liderar a Voz de Leça?

Surgiu quase como uma “contra-proposta” a uma pergunta que eu e o Jorge fizemos ao Padre Lemos, em Agosto de 1985, cerca de um mês depois de termos casado, sobre quando sairia A Voz de Leça. O jornal passava por um período menos bom em que, por falta de colaboradores, não era publicado, e nós queríamos saber quando é que a referência ao nosso casamento sairia no Movimento Demográfico. Fomos repetindo a pergunta ao longo dos meses seguintes, até que em Janeiro de 1986, o Sr. Abade, que já devia estar “cheio” de nos ouvir, fez-nos a tal “contra-proposta”: nós os dois fazíamos o jornal e assim já cumpríamos o tal desejo. Não contávamos com aquele desafio, mas ficamos de pensar nele e rapidamente o aceitamos.

2 – Como encontraram o Jornal na altura? Quais foram as maiores dificuldades?

Não é fácil responder a esta pergunta, porque, não tendo experiência alguma na área, tudo foi novidade e não fizemos qualquer avaliação da situação. Lembro-me que, na altura, quisemos ter uma panorâmica do que fora A Voz de Leça até ali e andamos algum tempo a fazer “browsing” * por um arquivo imenso. Disso resultou o termos noção de que “pegarmos” no jornal, ainda por cima sozinhos, implicava a responsabilidade de honrar os objectivos que presidiram à sua fundação, 33 anos antes, pelo Padre Alcino Vieira. Acho que foi esta a nossa principal dificuldade, acho até que continua a ser, apesar de terem passado 20 anos e de sermos, já há alguns anos, uma equipa mais alargada. Claro que surgiram outras dificuldades mais concretas, que tiveram a ver com o facto de, por razões profissionais, termos de viver fora de Leça: éramos os dois professores sem lugar no Quadro de Nomeação Definitiva, ao contrário do que agora acontece, e andávamos um pouco a “saltar” de terra em terra, tendo sido eu colocada em Fafe e o Jorge em Lousada, depois de dois anos em Vieira do Minho (Gerês) e de um em Matosinhos. Só cá estávamos aos fins-de-semana, já tínhamos um filhote e A Voz de Leça era aquilo que conseguíamos fazer os dois, mais as Palavras Cruzadas do Sr. José Soares e uma colaboração temporária, muito interessante, sobre temas da saúde, do então jovem médico Leceiro, Dr. Andrade Ferreira.

3 – O que foi preciso mudar, quer na estrutura do jornal, quer na sua composição gráfica?

Acho que naquela altura não se nos colocou a questão. O que efectivamente mudou foi que o jornal já não saía há algum tempo e passou a sair. O que quero dizer é que acho que naquela altura o que podíamos fazer era tão pouco que sentíamos que apenas mantínhamos o Jornal “vivo”, dado que não era no que tínhamos disponível nos dois dias de cada fim-de-semana que aqui passávamos que conseguíamos recolher, por exemplo, notícias da paróquia ou outras de interesse para a comunidade, que tornassem o Jornal apetecível. Os artigos eram passados à mão, o que publicávamos de Encíclicas e outros documentos da Igreja eram compostos em montagens com fotocópias, fazíamos o “desenho” da 1ª página também à mão, incluíamos um roteiro com o que saía nas outras páginas e, normalmente, ao domingo à noite, antes do regresso a Fafe, deixávamos tudo num envelope na caixa de correio da gráfica, no Porto. Durante alguns anos A Voz de Leça foi pouco “voz” de Leça da Palmeira, mas foi o que conseguimos que fosse, a mais de 70 km de distância. Repetimos apelos a outras colaborações, que só foram respondidos anos depois. Houve momentos de desânimo, mas o Padre Lemos nunca nos “deixou” desistir. Nunca lhe chegamos a verbalizar esse desânimo, mas as palavras de incentivo que espontaneamente nos oferecia sempre “desarmaram” alguma falta de entusiasmo que nos assaltou não raras vezes. Hoje, olhando para trás, percebemos que foi sempre por ele que continuamos.


4 – O que mudou desde então?

As mudanças aconteceram em dois aspectos importantes: por um lado a equipa alargou-se de forma efectiva com o Alcino Glória, o Sr. Filipe Pacheco, primeiro, depois o Sr. Padre João Santos, o Sr. Luís Barra, que há algum tempo cessou funções na Paróquia e por essa razão deixou também o jornal, o Manuel Jorge Bento e o Manuel José Carneiro; seguiu-se a nossa filha mais nova, Mariana, esporadicamente o nosso filho mais velho, Jorge Nuno, o jovem Paulo Nova e, mais recentemente, o nosso entrevistador “de serviço”, o José Eduardo Sousa; por outro lado, o envelope, que se deixava na Gráfica ao domingo à noite, passou a conter apenas uma disquete, quando surgiu o computador pessoal. Hoje, a disquete ainda “anda por aí” com o Movimento Demográfico, cuja recolha é feita pelo Paulo e, às vezes, quando a Internet tem o tráfego muito congestionado, também serve de “meio de transporte” até à ‘Perícia’, do Manel Zé, onde se faz o tratamento gráfico e envio para a impressão.

As mudanças mais profundas passaram, pois, a ser visíveis no próprio jornal: maior actualidade e variedade de assuntos a par de um aspecto gráfico de muita qualidade. Trabalha-se muito melhor agora. Há rubricas definidas, como a Nota de Abertura, que, durante anos alternou com Editorial, a Mariana criou o Cantinho da Música, o Sr. Padre João tem a Reflexão, o Alcino faz a recolha e compilação para A Igreja em Notícia, o Sr. José Soares mantém o passatempo Palavras Cruzadas, o Sr. Filipe criou grandes Figuras da Igreja, o Jorge vai escrevendo, muitas vezes quase de forma anónima por razões administrativas, que se prendem com as suas funções de presidente do Agrupamento de Escolas, o mesmo acontecendo com o Alcino, também por razões profissionais, o José Eduardo começou a colaborar regularmente enquanto responsável pela A.P.J., e desde que integra a equipa redactorial tem sido responsável pelas entrevistas, para além de tudo o que se relaciona com a Equipa Vicarial de Jovens. Depois há o Manuel Jorge Bento, que é o nosso jornalista “encartado”, e que apesar de ter passado a integrar esta equipa ainda adolescente, (foi meu aluno no 10º ano na Escola Secundária da Boa Nova e, ao saber da sua vontade de ser jornalista, desafiei-o para se começar a “treinar” n’A Voz de Leça), e de se ter formado não deixa nunca de dar um pouquinho do muito que sabe a este jornal, apesar da agenda apertada que tem.


5 – Após estes 20 anos que balanço faz do Jornal e da sua responsabilidade como principal editora do Jornal?

A Voz de Leça está hoje um jornal mais “vivo” e mais presente. É, hoje, realmente Voz desta comunidade cristã. Este caminho nunca foi fácil. Houve momentos menos bons, especialmente quando éramos apenas eu, o Jorge e o Sr. Soares. Mas hoje, olhando para trás, o balanço é esmagadoramente positivo, sobretudo quando conseguimos apreciar a evolução que teve. Há uma coisa de que tenho a certeza: é de que, quando éramos três apenas, fazíamos o melhor que podíamos e hoje, que somos onze, esse continua a ser o lema de todos nós.

6 – Na sua opinião, quais os aspectos a melhorar (se acha que há alguma coisa a melhorar), quer na elaboração do Jornal, quer na equipa que neste momento compõe o corpo redactorial do Jornal?

Apesar de em nada na vida nos devermos acomodar, apetece-me dizer que a equipa redactorial está óptima, que estamos já rotinados a trabalhar em conjunto, apesar dos hábitos diferentes, como por exemplo, uns gostam de escrever os seus trabalhos com muito tempo de antecedência e outros, como é o meu caso, trabalham melhor em contra-relógio; troca-se ideias e define-se o trabalho na reunião preparatória de cada edição, faz-se reajustamentos por telefone, por e-mail… enfim, acho que estamos uma verdadeira equipa. Isto não quer dizer que não seja necessário que mais gente esteja disponível e tenha vontade de colaborar n’A Voz de Leça, entre o vasto número de pessoas que trabalha na Paróquia, distribuído por cerca de vinte e quatro Grupos. Pretendendo-se que A Voz de Leça seja o elemento de comunicação de toda a Paróquia era necessário que cada Grupo Paroquial responsabilizasse um seu elemento para fazer chegar a este Jornal os artigos sobre as actividades do seu Grupo. É isto que nos falta.

7 – Neste momento de balanço de 20 anos de trabalho, que mensagem gostaria de mandar a todos os assinantes e leitores da Voz de Leça?

Nestes últimos anos, em especial desde que vivemos e trabalhamos cá (desde 1996), temos tido um “feedback” muito positivo de muitos que lêem A Voz de Leça, assinantes ou leitores ocasionais. Como já disse, a equipa que faz o jornal actualmente dá o seu melhor, e vai continuar a fazê-lo para honrar os princípios e objectivos que presidiram à sua fundação, em 1953. No entanto, para que este Jornal seja cada vez mais a Voz desta terra é necessário que todos dêem um pouco de si a esta publicação, quer de forma regular quer de forma ocasional. Leça tem uma riqueza humana enorme que pode contribuir para a melhoria do nosso Jornal Paroquial. Ficamos à espera de novas colaborações, em especial, dos vários Grupos Paroquiais.

Em forma de conclusão, a redacção da Voz de Leça e todos os seus colaboradores agradecem a disponibilidade da Dra. Marina Sequeira e do Dr. Jorge Sequeira e felicitam-nos por 20 anos de dedicação ao Jornal e à Comunidade Paroquial de Leça da Palmeira.

José Eduardo in “A Voz de Leça” – Março/06

 
       
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Nos meses de Julho, Agosto e Setembro, aos domingos, as missas são às 11h00 e 19h00.
A missa das 10h45 passa a ser às 11h00 e a das 12h00 é suprimida.
 
 
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