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Orago: S. Miguel Arcanjo
Concelho: Matosinhos
Área: 5,97 km²
População: 17 215 habitantes (2001)
Actividades económicas: Indústria e serviços
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Em 1260 a rainha D. Mafalda, filha de D. Sancho I fez a doação dos proventos de algumas igrejas de que era patrona ao Mosteiro de S. Pedro de Arouca. Em 1542, D. João IV concede o padroado de S. Miguel da Palmeira, bem como o de Matosinhos e Guifões à Universidade de Coimbra, que passa a zelar por elas e delas passa a receber rendas anuais.
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Em 1758, o lugar de Leça da Palmeira, propriedade do Marquês de Fontes e Abrantes, era habitado por 707 pessoas, das quais a maior parte vivia das soldadas de pilotos, mestres de navios e marinheiros; da terra tirava-se milho, feijão, algum centeio e cevada.
Em 20 de Abril de 1853, por Alvará da rainha D. Maria II, era criada a Vila de Matosinhos, constituída pela freguesia de Leça da Palmeira, determinando-se que, para a nova vila se transferisse a sede do concelho, que até então pertencia à Vila de Bouças (Senhora da Hora ), desde 1836. Englobava o então concelho de Bouças doze freguesias; Matosinhos, Leça da Palmeira, Ramalde. Nevolgide, Aldoar, Lavra. Perafita, Santa Cruz do Bispo, Guifões, Leça do Balio, Custóias e S. Mamade de Infesta.
Por decreto de 6 de Maio de 1909. era definitivamente criado o actual concelho de Matosinhos, deixando de se manter a designação de Bouças. A partir dai, Matosinhos foi sempre sede do julgado e, depois, do concelho.
A lei n.º 10/84 de 28 de Junho de 1984, conferiu a Matosinhos - Leça a categoria de cidade.
Hoje os seus cerca de 18 mil habitantes vivem sobretudo da indústria, serviços e comércio.
Do passado, marcado por um profundo sentimento religioso, acentuado sem dúvida pela existência do Convento de Nossa Senhora da Conceição, falam os diferentes monumentos que aqui se podem encontrar, entre os quais se destacam a igreja matriz erigida no início do séc. XIII e hoje completamente remodelada; a Ermida da Boa-Nova, várias vezes reconstruída ao longo dos séculos sendo o último testemunho da presença do antigo Mosteiro; a Capela de Santana, reedificada em 1768 e o Forte de Nossa Senhora das Neves, antigamente responsável, com a sua bateria e guarnição, da defesa das águas e do território em seu redor.
Lado a lado, passado e presente são visíveis; um pela riqueza dos monumentos, outro pelo grande crescimento do parque industrial.
Além das indústrias conserveiras, metalomecânicas e transformadoras de madeira, há que referir três dos principais factores de desenvolvimento económico da região:
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- O Porto de Leixões, construído em 1884, tem vindo a registar melhoramentos constantes, encontrando-se modernamente apetrechado para todo o tipo de cargas e descargas. Trata-se do segundo porto mais importante do país, movimentando milhões de toneladas de mercadorias. |
Os navios que aí aportam podem ser guiados pelo Farol da Boa Nova, construído em 1927, com um alcance luminoso médio de 39 milhas.
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- A Petrogal, indústria transformadora petroquímica, fazendo parte de um grupo de três grandes unidades distribuídas pelo país, sendo de louvar o esforço desenvolvido nos últimos anos no sentido de reduzir em larga percentagem os problemas de poluição, de que já se notam resultados positivos.
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- A Exponor, vasto parque de exposições com um grande movimento de promoção industrial e comercial internacional. Inaugurada em 1987, a sua construção na freguesia é fruto do empenhamento dos autarcas locais. Nela se realizam anualmente cerca de trinta feiras nacionais e internacionais de âmbito |
profissional trazendo à região muitos milhares de visitantes.
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Leça da Palmeira é a freguesia mais antiga do concelho de Matosinhos.
A mais antiga grafia toponímica desta vila é Leça (do Latim Laecia) e não Lessa. Segundo a opinião do abade Mondego, o nome de Leça da Palmeira vem de Leça dos Palmeiros, peregrinos que vinham da Terra Santa hospedar-se no Baliado e que desembarcavam na foz do rio Leça.
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