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Origens do nome:

A primeira referência histórica a Leça da Palmeira, remonta ao ano de 1081: villa Foce de Leza (Foz do Leça?)

Em 1122 há já a inclusão do nome do Orago: S. Miguel: foze de leza [...] termino de sancto michael [...] mons quifiones.

Outras referências escritas provam que o nome de Leça da Palmeira não foi sempre assim: 1211 - Neste ano, segundo se crê, já existia a igreja paroquial e chamava-se Sanctus Michael de Moroza, obviamente Amorosa, lugar que ainda existe e que a esse tempo teria a importância que o associava à paróquia. Aldeia de Moroça é citada na Chancelaria de D. Dinis em 1311.
Sancti Michaelis de Moroza aparece em inúmeros textos e sam miguel de palmeira em 1331. Cerca de 1540 é mencionada num dos três roteiros de D.João de Castro.

Em 1570, no livro da Fazenda 7, encontra-se um relativo rigor no que diz respeito à localização: sam Miguel da palmeira que está no lugar de Leça.

Entre 1682 e 1694 é a igreja da palmeira de lesa de Matosinhos.
Nas memórias paroquiais de 1758 (Arquivo Nacional da Torre do Tombo), é definida a freguesia do seguinte modo:
Fica esta freguesia na extremidade da Província Interamnense (de entre Douro e Minho) à parte ocidental, confinante com o mar Oceano; é no Bispado e Termo do Porto, Comarca da Maia. [...] que compreende este lugar de Leça da Palmeira;
habitado com duzentos e vinte e quatro vizinhos, setecentas e setenta e sete pessoas, das quais, a maior parte vivem das soldadas de pilotos, mestres de navios e marinheiros em que se ocupam.


Aldeias:


Sardoal, com dois vizinhos lavradores, onze pessoas maiores, dois menores e um ausente.

São Clemente, três vizinhos, dois lavradores, caseiros ou enfiteutas da Mitra e um ermitão da ermida do mesmo Santo, vulgo, de Nossa Senhora da Boa Nova, que está junto do mar sobre um penhasco combatido de suas ondas, onde é o limite da freguesia que, pela parte setentrional, a divide da de S. Mamede de Perafita , pelo córrego do chamado rio de Samo, que ali desce da freguesia da Santa Cruz do Bispo que com esta confronta pelo Oriente, até à ponte de Guifões; e dali, pelo meio do álveo (leito) deste rio Leça, até que entra no mar, separa esta freguesia da do Salvador de Bouças, que lhe fica ao meridiano.

Rodão tem dez vizinhos lavradores, enfiteutas do dito balio e cinquenta e seis pessoas.

Gonçalves tem catorze vizinhos, quase todos lavradores, alguns de terras da Mitra, outros da dita baliagem; tem sessenta e duas pessoas.

Campozinhos tem cinco lavradores vizinhos, em casas do mesmo senhorio; pessoas, dezasete.

Amorosa tem oito vizinhos lavradores, em casas do dito Balio; pessoas, quarenta e oito que, com catorze mais que tem a dita de São Clemente, completam as ditas aldeias, o número de duzentas e onze pessoas.
Após a designação de São Miguel de Amorosa ter-lhe-á sido atribuído o de Palmeira, pela existência de uma palmeira de proporções invulgares que existia junto da igreja e que se acabou, em um quintal da rua Direita... além do elevado número dessas plantas que se cultivavam aqui.
 
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Ultima actualização a 2 de Setembro de 2008
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