Ilustres Leceiros
- Fernando Bento
- José Henrique
- Jorge Bento
- Padre Alcino
- F. Pinto Oliveira
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Ilustres Leceiros...
Ordem Aleatória

Fernando Bento

(1921-1999)

Uma vida dedicada ao teatro amador

Fernando Bento nasceu em Leça da Palmeira e diz não trocar por nada a sua cidade de Matosinhos. Considera que as alterações verificadas ao longo dos tempos tornaram a cidade mais bonita, o que o faz sentir-se envaidecido. "Orgulhoso até", diz com o olhar humedecido.
Ao longo da sua vida de dedicação às colectividades, fez teatro juvenil no corpo cénico do Rancho Infantil de Matosinhos/Leça, quando tinha 16 anos. Acredita que terá sido essa participação que o terá conduzido à Associação Recreativa Aurora da Liberdade, onde se viria a estrear em 1941. Foi sócio fundador, em 1978, do Grupo Paroquial de Teatro de Leça da Palmeira.
Independentemente do tempo que dedicou ao teatro, Fernando Bento cantou 33 anos no coro sacro "Capela de S. Miguel" 4 2 no Orfeão de Matosinhos.
No seguimento da sua paixão pelas colectividades, Fernando Bento faz parte, desde 1961, dos corpos directivos da Associação Humanitária dos Bombeiros de Matosinhos/Leça.
Em 1961, foi convidado pela RTP do Porto, como um dos mais antigos amadores da Aurora da Liberdade, para participar em alguns sketchs. Em Maio de 1994, participou em seis episódios da série "Clube Paraíso". Em virtude desta actuação, foi convidado a participar nos filmes de Manuel de Oliveira "Vale Abraão", "Viagem ao Princípio do Mundo" e "Inquietude".
A recordação que guarda com maior carinho foi quando o grupo ARAL participou no Teatro da Trindade, em Lisboa, nas finais do concurso de teatro amador. "Ainda tenho comigo programas e recortes de jornais alusivos a estas participações".
Actualmente, Fernando Bento está reformado. Não canta, pois já não tem o fôlego de outrora e as saídas para os ensaios nocturnos são complicadas. Todavia, ainda hoje colabora na realização de maquetas para as peças de teatro levadas a cabo na Aurora da Liberdade, associação onde existem 22 maquetas da sua autoria. "Tenho muito tempo livre e aproveito para continuar ligado ao teatro, incentivando os mais novos para esta arte", sublinha Fernando Bento.

- Entrevista concedida à revista: "Matosinhos Revista", N.º 20, Dezembro - 1998
- Fernando Bento viria a falecer a 20 de Fevereiro de 1999.

José

Henrique

(1938)

Jorge Bento

(1915 - 2004)

Bom Samaritano Leceiro

José Henrique nasceu há 61 anos, no dia 9 de Julho, em Leça da Palmeira. Casou em 1962 e tem dois filhos: o Fernando, de trinta e cinco anos, e o António, de vinte e oito. Fez a quarta classe na escola da praia e depois foi trabalhar para a Sapataria Atlas (na rua Brito Capelo) durante o dia, completando a sua formação estudando de noite e conseguindo ainda chegar ao 2° ano.
Aos quinze anos, deixou a sapataria e foi trabalhar para a secretaria do Sindicato dos Estivadores, o que foi considerado como uma grande vitória porque, "na época, havia uma grande dificuldade em erranjar trabalho". E ainda hoje em dia há, porque, como diz o nosso entrevistado, "o homem inventa a máquina e a seguir, a máquina substitui o homem".
Da sua infância, recorda o tempo em que jogar ao pião era considerada uma brincadeira engraçada, mas que não substituía o jogo da bola, que o viria a entusiasmar e ser o seu futuro. Teve, como ele próprio diz, "uma infância engraçada, uma infância boa".
Profissionalmente, começou como funcionário na secretaria do Sindicato e nunca lhe passaria pela cabeça até que cargo poderia chegar, mas o certo é que mais tarde passou a conferente, encarregado, depois chefe e chegou a superintendente.
No desporto, começou a jogar futebol aos dezoito anos e, em competição oficial até aos 36, tendo no entanto, continuando a jogar até aos 44 anos. Dos tempos em que foi guarda-redes no Leça F. C., guarda boas recordações. Uma ficou bem guardada: quando ele entrou para a equipa, o clube havia sido campeão de juniores no ano anterior (1955/56) e, na época em que jogou pela primeira vez, o Leça ganhou pela segunda vez. Jogaram a final do título nacional, mas o Benfica derrotou-os em Leiria por 6-0. "Para conseguirmos equipamentos e o material minimamente necessário era difícil. Lembro-me que nós tínhamos só uma bola de futebol que só era usada para os jogos de domingo mas, mesmo assim, nós tentámos sempre escolher a bola do adversário para não gastar a nossa!"
Quando o José Henrique passou a sénior, o treinador era José Maria Lacerda. Começou na primeira categoria e na época de 1961/62 o Clube subiu à segunda divisão da zona norte, onde jogavam também o Boavista e o Beira-Mar e onde o Leça se manteve durante oito anos.
Quanto ao dinheiro que ganhavam, "enquanto estávamos na 2a divisão, ganhávamos 2500$ no inicio da época e outro tanto no fim, recebendo um prémio de 250$ por cada vitória em cada e 400$ em casa do adversário. Mas estes valores eram utilizados para os que jogavam melhor, porque havia outros que não recebiam tanto".
Na altura, se o Leça gastasse quinhentos contos com vinte jogadores durante uma época inteira, era muito.
Quando tinha 24 anos, o Sporting C. P. esteve interessado nele, envolvendo essa transferência oitocentos contos; escusado será dizer que o Leça não podia suportar tal quantia.
Reformado à onze anos, depois de uma carreira brilhante no Sindicato, surgiu o convite para ser voluntário no Hospital Pedro Hispano. Foi experimentar, fez uma entrevista, um estágio, viram que ele tinha condições para exercer o cargo e foi admitido. Por norma, trabalha à terça e à quinta-feira das nove da manhã à uma tarde e, quando sai de lá, sente uma sensação estupenda. "Saio de lá com a sensação de que fiz algo de bom e de que fui útil para cuidar da vida das pessoas que, muitas vezes, por pouco não a perdem." E fá-lo sem receber qualquer remuneração.
Um dos seus passatempos preferidos é andar a pé. Contou-nos que uma vez chegou a ir a pé até à Póvoa de Varzim com um amigo. Almoçaram, vieram pela praia, apanharam o comboio até Crestins e depois vieram até Leça novamente a pé. Outra vez, foi a Espinho, almoçou lá, apanhou o comboio até S. Bento e veio a pé para casa. "Eu gosto muito de andar a pé porque tenho um contacto mais directo com as coisas. Não gosto muito de estar metido num café, perdido na conversa de sempre. Gosto muito de ir ao parque da cidade, que é encantador, ou até à Quinta da Conceição..."
Trabalhou para defender os direitos dos trabalhadores, foi uma estrela do futebol local e, hoje em dia, ajuda quem precisa e defende os direitos da sua terra natal.

- Entrevista concedida a: "A Voz de Leça", N.º 5, Setembro 1999

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Guardião da Memória Leceira

Jorge Armando Oliveira dos Santos Bento, nasceu nesta sua amada Leça da Palmeira, na antiga Rua 5 de Outubro em 11 de Setembro de 1915, e onde podemos considerar que viveu toda a sua vida. Casou com D. Palmira, em Setembro de 1941 e tiveram quatro filhos: a Cecília, o Miguel, o Manuel e o António, vivendo na Rua Direita numa casa que, como dizia “era a única da rua que tinha apenas uma porta e uma janela”.

Esta casinha corresponde à descrição que Antero de Figueiredo faz das casas de Leça da Palmeira no seu livro “Jornadas em Portugal” e onde diz “Esta gente prática e elegante, foi-se às velhas casas, baixas, de miúdas janelas e caiaram-nas muito bem caiadas, como a Ripolin; pintaram-lhes a branco os caixilhos, de vermelho os beirais puseram “brises-bises” de rendas nas vidraças, cortinados de cambraia com folhos, de lavar por detrás das sacadas, e persianas verdes nas janelas”.

Fez os primeiros estudos na desaparecida escola Pinto de Araújo e após ter aperfeiçoado o Português e o Francês no colégio da D. Cassildinha, Jorge Bento cedo começou uma intensa vida intelectual sempre com a sua Leça no coração.
Foi funcionário da Agência de Navegação e Comércio, durante quarenta e três anos, até por opção ter imigrado para Moçambique em 1973, onde trabalhou, em Nacala, num despachante até 1976. Foi com a divulgação de múltiplos aspectos culturais que preencheu a sua vida dando a conhecer através de uma imensa e rica bibliografia, tudo quanto é possível saber do acervo histórico, etnológico e musicólogo de Leça da Palmeira e de Matosinhos.

Em 1931, com a ajuda de familiares e amigos funda o grupo coral polifónico Capela de S. Miguel, com o qual percorre todo o país; sendo deveras interessante e edificante a origem deste agrupamento coral.
Jorge Bento e António Jorge Bento, eram dois rapazes que tinham o pai para o Brasil e, no intervalo dos estudos, gostavam de auxiliar a mãe nos trabalhos de casa. Os dois irmãos ajudavam à missa e a outras cerimónias, na Igreja Paroquial; e, como tinham excelente memória auditiva, chegados a casa e entregues ao trabalho, repetiam os cânticos ouvidos no templo, encarregando-se cada qual da sua parte, quando o trecho era a duas vozes. A mãe rejubilava com tamanhas qualidades dos filhos! O avô paterno, que ajudara a reorganizar a Confraria dos Passos do Senhor, esteve (em 1933) retido em casa com prolongada e grave enfermidade, e manifestou aos netos o desejo de ver desfilar, junto da sua porta, a sua querida Procissão dos Passos, que naquele ano não sairia por dificuldades financeiras.

Conhecedores deste desejo, Jorge Bento e António foram pedir a um tio, juiz da dita confraria, naquele ano, para que fizesse sair a procissão, pois eles com mais primos e alguns amigos, cantariam o “Miserere” e os cânticos próprios do momento, evitando assim essa despesa. Resolvidas algumas outras dificuldades naturais, assim se fez. E, no sábado, 1 de Abril de 1933, aquele punhado de rapazes cantava e encantava na Igreja Paroquial, nos exercícios preparatórios para a procissão do dia seguinte. Justifica-se desta forma a alegria e satisfação com que Jorge Bento dizia que o seu grupo coral nasceu das Chagas de Jesus e das Lágrimas de Maria. Porém, este agrupamento fora inicialmente de carácter ocasional, pois satisfeito o desejo do avô deveria normalmente dispersar. Mas não! Nessa altura aparece o sacerdote, P.de Manuel Francisco Grilo, que insiste com Jorge Bento para que o grupo continue e, com os seus primos cantores, restaure a Confraria de S. Miguel, padroeiro da freguesia e se realize a sua festa, que tinha desaparecido havia cerca de um século. Jorge Bento deixou-se persuadir e meteu mãos à obra, surgindo a confraria e com ela a festa. É pois, natural que um grupo tão eminentemente ligado a esses factos viesse a chamar-se “Capela de S. Miguel”.

Jorge Bento era olhado pelos seus cantores como um pai ou um irmão mais velho, pois não sendo fácil concitar em seu favor a simpatia, a confiança e a aquiescência de 25 a 30 homens e rapazes, recolhia a sua confiança e respeito, tanto mais que os cantores não recebiam qualquer gratificação pecuniária. Dirigiu também o Coro de Santo António na Capela de Ruas. E, até em Nacala fundou um grupo coral que com grande mágoa abandonou quando resolveu regressar à metrópole. Por curiosidade juntamos neste trabalho uma relação dos elementos que fizeram parte da “Capela de São Miguel de Leça da Palmeira” durante a sua existência.

Em 1935 é convidado para ensaiar o actual Rancho Típico da Amorosa, função que mantém até 1940.
Nas várias composições musicais não podemos deixar de referir o Hino do Leça F.C..
Além do canto, Jorge Bento foi uma espécie de assessor do pároco, de uma dedicação enorme à paróquia, onde foi um exímio colaborador nas obras da igreja, nomeadamente das casas dos pobres de Gonçalves e de Rodão, do Salão Paroquial e nas iniciativas pastorais. Foi o grande “empresário” do cinema paroquial sendo o responsável pela primeira sessão de cinema na localidade gerindo durante muitos anos a respectiva sala.

Foi fundador e redactor de “A Voz de Leça” e até o autor do título que encabeça o jornal. Deixou também o cunho do seu talento artístico na cenografia das memoráveis noites do Clube de Leça, no Teatro Constantino Nery, na Salão Paroquial de Leça da Palmeira e na Associação Recreativa Aurora da Liberdade. Legou à Paróquia uma obra riquíssima em cenários de teatro, os quais infelizmente se deterioraram no sotão do Salão Paroquial.
Ainda na área da pintura devemos referir uma outra faceta do seu génio multifacetado referindo a sua paixão pela iluminura que pode ser apreciada no Livro de Ouro da Sociedade Humanitária de Matosinhos – Leça e no Livro de Honra do Lions Clube de Leça da Palmeira, e simultaneamente pintou vários quadros a guache ou a nanquim, bem como muitas outras iluminuras.

Também em Moçambique no campo da pintura deixou a sua marca num quadro representando Samora Machel com as dimensões de 7,5 x 5,5 metros, para as comemorações da independência. Escreveu vários artigos na “A Voz de Leça” e foi um artigo publicado neste jornal relativo à imagem com cinco séculos que está na Igreja Matriz, como sendo a Senhora do Leite, quando ele tinha a certeza que a mesma se tratava de Nossa Senhora da Conceição, que o leva a investigar em documentos e a reunir os elementos necessários para provar a sua tese. Nasceu assim o primeiro livro, “História da Imagem da Senhora da Conceição” (1983) e nunca mais parou.
Os seus livros são de imprescindível consulta para o conhecimento de Leça da Palmeira de hoje e de ontem, constituindo sem qualquer exagero a “Bíblia de Leça da Palmeira”.

De facto desde a “História da Imagem da Senhora da Conceição” em 1983 até ao “Chilro Após a Muda” em 2004 foram vinte e nove livros escritos num estilo fluente de características singulares e muito próprias, no bom e já saudoso português de outro tempo, onde encontrámos uma enorme diversidade de temas, abordando factos e figuras ilustres que fizeram parte da história da nossa terra, muitas delas felizmente ainda entre nós. Os seus livros marcam a historiografia matosinhense, assumindo-se como o mais extenso, profundo e acabado estudo monográfico sobre uma freguesia do concelho. Apetece-nos perguntar, que terra de Portugal tem ou teve um filho que tantos livros escreveu sobre ela? O nome de Jorge Bento alcançou já uma notoriedade neste campo que permite torná-lo numa referência obrigatória, como o de um Guilherme Felgueiras ou a de um Joaquim Neves dos Santos. E porque na minha opinião a qualidade de vida de uma população passa necessariamente pela sua identificação com uma memória e património colectivos, bem assim como pela sua divulgação e salvaguarda, actualmente a promoção da qualidade de vida em Leça da Palmeira passa forçosamente por Jorge Bento. Ele que era a modéstia em pessoa com toda a sua obra nas mais variadas vertentes revelou um talento nato, e foi-lhe assim retirado o anonimato, pois os seus livros, alguns com edições já esgotadas, chegaram a vários pontos do País, como por exemplo o “Cancioneiro de Leça” (1985) muito procurado pelos estudiosos.
Biografias como as dos livros “O mais Sublime Leceiro” (1994) dedicado ao Dr. José Domingues de Oliveira ou “Ecos Duma Vida” (1997) sobre o P.dre Alcino Vieira marcam a sua escrita, não esquecendo todos os outros registos de usos, costumes e tradições, que relembramos ao percorrer a sua obra são de um valor incalculável e onde ficam referenciadas as histórias como a da Igreja de Leça, as suas Capelas, a construção do Salão Paroquial, o Convento da Quinta da Conceição e muitas outras referências.

Em 7 de Novembro de 1992 foi galardoado com a Medalha de Prata de Cidadão Honorário da freguesia de Leça da Palmeira e com a Medalha de Ouro de Mérito dos Bombeiros Voluntários de Matosinhos – Leça; e a 6 de Dezembro de 1992 foi-lhe concedida a Medalha de Honra do Forum Matosinhense. Este homem de rara sensibilidade artística, profundo investigador, inexcedível na delicadeza de trato, granjeou a estima de todos quantos, com ele, alguma vez tiveram o privilégio de privar; porém, a morte veio interromper o “Índice Remissivo de Toda a Obra”, que estava a elaborar com o cuidado que lhe era peculiar.

Jorge Bento, sendo uma alma grande e bela, sabia ser humilde como o são todos os que têm e praticam verdadeiramente os valores humanos, intelectuais e morais, e embora não fosse subestimado, não terá tido talvez o reconhecimento que merecia; pois não era visto como um escritor, um músico ou um pintor. Muitos eram os que acreditavam conhecerem-no bem, mas nem todos o leram ou viram as suas intervenções no domínio das Artes Plásticas. Jorge Bento, livre da influência cultural dos modernismos, acenava-nos com a alternativa da sua personalidade, contrapondo a essas mesmas influências a autenticidade da tradição colocando-a útil e sabiamente ao serviço das suas gentes, ou seja da sua querida Leça da Palmeira.

O longo percurso da sua vida, 89 anos, revelou uma evolução que diferencia os mais dotados. Com a sua capacidade natural Jorge Bento tornou a vida num espectáculo de valores da arte: a Literatura, a Música e a Pintura, conferindo a todas elas uma dedicação por igual e uma entrega tão autentica que não incomoda dizer que provoca em alguns uma sensação de desconforto e em muitos até uma ponta de inveja, pela diversidade dos seus talentos.A sua entrega à cultura tem o efeito ilusionstico de um cenário.
Em Jorge Bento o que se situava ao fundo do “palco da vida” era uma aparente ilusão. A sua modéstia ocultava o verdadeiro valor que em si encerrava tornando-o pólo gerador de uma criatividade que só nos cabe agradecer.
Foi assim, com grande tristeza, que no dia 18 de Outubro de 2004 recebemos a noticia que JORGE BENTO havia sido chamado por Deus. Tinha falecido o “Guardião da Memória Leceira”. Por tudo quanto aqui fica dito esperamos que esteja no lugar a que tem direito, junto ao Senhor.

Engº Fernando Rocha dos Santos – A Voz de Leça – N.8 – Outubro de 2006


BIBLIOGRAFIA
Bento, Jorge (1983). História da Imagem da Senhora da Conceição a (2004) Chilro Após a Muda (29 volumes) Leça da Palmeira - Edições do Autor; Coutinho, A.P.; Coutinho, J.P. (2000) Matosinhos – Monografia do Concelho, 9.Matosinhos: C.M. Matosinhos; Coutinho, J.P. (1994). O livro de Jorge, Jornal de Matosinhos, n.º 720, Matosinhos; Gomes, A.J. /1992). Jorge Bento: Com Leça no coração, Jornal de Matosinhos, n.º 625, Matosinhos; Pacheco, F. (2004). Recordando Jorge Bento, A Voz de Leça, n.º 9 (NOV2004), Leça da Palmeira; Rodrigues, M. (1994). Jorge Bento: A boa nova de Leça da Palmeira, Matosinhos Hoje, n.º 21, Matosinhos; Santos, C.P. (2000). A história de Leça quase só por amor, O Comércio do Porto (suplemento 14.05.2000), Porto; Vieira, A. et al (1991). Homenagem a Jorge Bento. Leça da Palmeira: Junta de Freguesia de Leça da Palmeira