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Cantinho da Escrita
 
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Tudo o que faço e medito
Fica sempre na metade.
Querendo, quero o infinito.
Fazendo, nada é verdade.

Que nojo de mim me fica
Ao olhar para o que faço!
Minha alma é lúcida e rica,
E eu sou um mar de sargaço.

Um mar onde bóiam lentos
Fragmentos de um mar de além...
Vontades ou pensamentos?
Não o sei e sei-o bem.

Sara Beatriz
9 Anos

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Dia de Festa

A floresta
acordada
pela madrugada
de um dia
de festa
abria
a saia rodada
e a madrugada
da festa

A alegria
estava lá,
a poesia
estava lá,
mas onde estava a alegria
mas onde estava a poesia
só sabia
o sabiá.

Só o sabiá
sabia
sabia
o que havia

- era um sábio o sabiá.

Dono
do dia
da festa
e dono
da madrugada
só por ele a floresta
despertada
do seu sono
abria
a saia rodada.

E tudo o que lá
havia,
e tudo o que havia
lá,
que se chamasse alegria
que se chamasse poesia
só sabia
o sabiá.

Ouçam como ele assobia,
assobia
o sabiá.


Sara Beatriz
9 Anos


 

Produtos Perigosos


Um dia Ricardo, Marco, Vasco e João Henrique estavam a ler o jornal como habitualmente e ficaram intrigados com uma notícia que dizia o seguinte:

- "Resíduos tóxicos aparecem na praia da Figueira da Foz, provocando queimaduras de 3° grau a quem estava na água. Assim por motivos de segurança a praia não deve ser frequentada por nenhum banhista".

Ricardo ficou ainda mais preocupado ao lembrar-se que quando foi passar férias à Figueira da Foz viu dois individos num barco com uns bidões que tinham desenhado o símbolo de perigo.

Eles decidiram investigar...

Aproveitando o facto de João ir passar férias à Figueira da Foz, Ricardo, Marco e Vasco pediram aos seus pais se poderiam ir passar férias com o João para melhor poderem investigar.

A resposta dos seus pais foi sim.

Assim os quatro foram para a Figueira da Foz gozar quinze dias de férias.
Logo ao primeiro dia foram à doca espreitar, procurando pistas de dia e noite.
Mas não encontravam nada. Assim passou uma semana e eles sem encontrarem nada. Então o Ricardo disse:

- Já estamos aqui à procura há uma semana e não encontramos nada!!!
Proponho irmos procurar na cidade...

- Eu concordo com o Ricardo. Disse o Marco.

- Eu também. Respondeu o João.

Nesse mesmo dia os quatro amigos foram à cidade procurar pistas. Encontraram um armazém com o mesmo símbolo que tinham os bidões e decidiram espreitar a uma janela e ouviram isto:

- Este crime está a ser perfeito ninguém desconfia que somos nós que andamos a despejar os resíduos tóxicos para o mar.

- Pois, assim livramo-nos daquilo e ao mesmo tempo recebemos uma pipa de massa.

- Sim, mas não se esqueçam que a próxima despeja é daqui a dois dias na doca à meia noite.

Passaram-se esses dois dias e as crianças estavam muito nervosas, ás onze horas estavam na doca e o João disse:

- Eu estou ansioso.

- Nós também. - Responderam as restantes crianças ao mesmo tempo.

Esperaram, esperaram até que a hora chegou, e os criminosos também.
Os bandidos entraram no barco, as crianças também mas de forma clandestina.
Passado uma hora o barco parou, as crianças aproveitaram esse momento para telefonar à policia e dizer que eles tinham descoberto os bandidos que andavam a despejar os resíduos tóxicos para o mar e para eles irem para a doca da Figueira da Foz, porque os bandidos iam para lá.
Quando os bandidos chegaram à doca tiveram uma grande surpresa. A policia prendeu os bandidos todos, mas quando chegaram à esquadra um dos bandidos começou a rir assustadoramente e disse:

- Vocês só prenderam três membros da quadrilha os outros membros, aliás, os mais perigosos estão à solta.

No primeiro dia não encontraram nada.
Só no segundo dia é que quatro agentes os encontraram numa casa abandonada.
Houve uma luta de tiros e os policias conseguiram apanha-los e prendê-los.
Assim os quatro amigos puderam ir outra vez para a praia e gozar o resto de umas férias felizes.

Ricardo Campos - Escola da Amorosa


 
 
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