Os sócios do Leixões aprovaram a redução do capital do clube na SAD. A proposta, defendida pelo presidente Carlos Oliveira, foi ratificada por mais de uma centena de associados presentes numa assembleia geral que entrou pela madrugada de ontem.
Após o aumento de capital - de seis para sete milhões de euros -, encarado pela administração da como vital para o futuro do futebol leixonense, o clube deixará de ter posição privilegiada na sociedade desportiva, passando a deter 15% das acções, contra os actuais 40%.
"A partir de agora, a administração pode criar mecanismos que possibilitem encontrar investidores e parceiros para renovar em definitivo todo o Leixões", comentou Carlos Oliveira, em declarações ao site do clube, mostrando-se satisfeito com a anuência dos leixonenses às suas ideias.
O próximo passo será, então, o aumento de capital. Na reunião magna de quinta-feira, um encontro vedado à presença de jornalistas, Carlos Oliveira informou os sócios que os restantes accionistas de referência, o empresário Manuel Carvalho (39,5 %) e a Câmara de Matosinhos (20 %) estão dispostos a acompanhar o aumento de capital, ao contrário do clube, que verá a sua posição na sociedade reduzida em 25%.
No primeiro ponto da AG, os associados aprovaram um aumento das cotas, o que não acontecia há mais de uma década. O tema mereceu várias intervenções, o período de discussão foi longo, mas o consenso acabou por surgir. Os sócios de Bancada passarão a pagar 8,5 euros, enquanto os de Superior liquidarão, mensalmente, 7,5 euros.
A proposta da direcção, que apontava, inicialmente, para 12 e 10 euros, respectivamente, foi, portanto, revista, dando origem à solução aprovada pelos associados presentes.
In Jornal de Notícias - 01 de Agosto de 2008