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Desporto

 
Trofense-Leixões, 1-2
 

Num palco de reduzidas dimensões, Trofense e Leixões foram intensos do princípio ao fim. Muita luta, muita bola pelo ar, inúmeros lances de perigo para as duas balizas e triunfo para os homens de Matosinhos, mais concentrados em grande parte do encontro. Três pontos de capital importância para a equipa de José Mota, quando a espada da impaciência ameaçava ferir de morte o técnico dos bebés do Mar.

Atormentadas pelo torpor de derrotas recentes, as equipas olharam-se com respeito e cautelas. António Conceição tentou, desta vez, explorar os flancos com um 4x3x3 bem aberto, ao passo que José Mota optou por concentrar mais unidades no meio-campo, deixando somente Jorge Gonçalves e Zé Manel na frente.

E perante as dimensões reduzidas do relvado, não se podia esperar outra coisa que não muita luta, marcações apertadas e pressão contínua. Nestas condições, adaptou-se melhor ao jogo a formação matosinhense, mercê do bom trabalho de Bruno China, bem acompanhado pelos incansáveis Paulo Tavares e Hugo Morais.

Em campo estavam dois dos mais talentoso jogadores do nosso campeonato: Ricardo Nascimento e Wesley. Mas também eles foram absorvidos pela espiral de combate, aparecendo apenas de forma residual no jogo.

De qualquer forma, Wesley beneficiou muito do trabalho de sapa dos três homens que estavam nas suas costas e até inaugurou o marcador aos 22 minutos, no seguimento de um lance de bola parada.

Afinal, uma partida deste tipo teria quase obrigatoriamente de ser fortemente influenciada por estes lances tão específicos. Na primeira parte, o Leixões foi mais forte nesta vertente e saiu a vencer ao intervalo.

Mexeu bem na equipa António Conceição. Ao intervalo, Pinheiro e David Caiado em campo, com o Trofense a jogar apenas numa linha de três defensores e a arriscar tudo. Caiado agitou a partida, os homens da casa carregaram muito através do inevitável futebol directo, mas seria o Leixões a aproveitar este balanceamento ofensivo.

Em lance de puro contra-ataque, Zé Manel imitou o recente chapéu do benfiquista Di María nos Jogos Olímpicos e obteve um golo de belo efeito. O Leixões passava a respirar melhor, mas por pouco tempo, já que Ricardo Nascimento iria reduzir diferenças a 24 minutos do fim. Na marcação de um livre, pois claro.

Pouco depois, a pressão do Trofense acentuar-se-ia com a expulsão de Paulo Tavares. Rui Borges rematou à barra da baliza de Beto, Pinheiro obrigou o guardião a uma extraordinária defesa, mas não passou disto. O Leixões aguentou-se bem, numa partida intensa e disputada de forma leal. Mesmo sem ter sido tecnicamente bem jogada.

In Mais Futebol - 31 de Agosto de 2008


 
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Ultima actualização a 2 de Setembro de 2008
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