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Desporto

 
Padroense, 0 - Leça FC, 0
 

Um resultado que se ajusta à produção das equipas, numa partida que se tornou faltosa (dez cartões amarelos!) sobretudo na segunda parte. O Padroense, depois da derrota em Paredes, averbou o primeiro ponto da época, e estreou Cacheira, avançado que assinou uma bela exibição, onde apenas faltou o golo. O Leça teve no guardião Casqueira a figura de proa, ao assinar defesas que seguraram o nulo.

O Leça, escalonado num falso 4x3x3, entrou melhor e controlou o ritmo da partida durante os primeiros 10 minutos, tendo criado uma boa oportunidade de golo através de Wesllem. A partir dos 10 minutos, os da casa assumiram as rédeas e, comandados por Cacheira, acercaram-se da área de Casqueira, tendo duas boas oportunidades de inaugurar o marcador: Cacheira isolou-se com perigo, mas Tiago Madalena “in-extremis” conseguiu o cor­te e, no minuto seguinte, Duarte, num cruzamento remate, fez a bola embater na barra do desamparado Casqueira. O Padroense já era a melhor equipa em campo, mas não conseguia penetrar na defesa leceira, muito por culpa das constantes faltas que quebravam o ritmo de jogo.

Embora o Padroense praticasse um futebol mais vistoso, de pé para pé, o Leça ia tendo as suas oportunidades, através de um jogo mais directo, quase sempre pelo flanco direito, onde Wesllem semeava o perigo, muito bem acompanhado por Domingos. Em contrapartida, os da casa voltaram a criar perigo através de um remate forte de Duarte a que Casqueira correspondeu com uma boa defesa. O Padroense carregava e Vitinha em jogada individual cria o caos na defesa leceira, mas acaba por se entusiasmar e perder nova oportunidade. Já perto do intervalo, Duarte (sempre ele!) cruza com conta, peso e medida para Sérgio tentar um golo acrobático, mas o experiente avançado, de 42 anos, acertou apenas nas “orelhas” da bola, acabando esta por sair sem perigo pela linha de fundo, Na resposta, Tiago Madalena intercepta uma bola no seu meio-campo e, depois de ultrapassar dois adversários, assiste Wesllem para este rematar cruzado, com Marco a defender com alguma dificuldade.

Colectivamente, as equipas não funcionaram e esse foi o motivo para o nulo. O Padroense, por vezes, tentava trocar a bola mas abusou do futebol directo e, nesse aspecto, a defesa leceira esteve intransponível, com os centrais Tiago Madalena e José Soares a fazerem um jogo muito positivo. O Leça apostava nas transições rápidas, mas sempre com os mesmos intervenientes, Wesllem foi sempre um quebra-cabeças para a defesa contrária e Domingos dinamizou o meio-campo leceiro. Ao intervalo, o técnico Jovanovic mexeu na equipa, retirando Cambey (talvez por ter visto um cartão amarelo) para colocar em campo André Leal, o que acabaria por ser fatal para as aspirações leceiras. Já Augusto Mata manteve o mesmo onze.

Os jogadores não ajudaram e, por isso, não foi de estranhar que, nos primeiros três minutos da segunda parte, o árbitro Ricardo Vigário tivesse ido ao bolso buscar mais duas cartolinas amarelas. Os jogadores acalmaram-se e voltaram a jogar futebol, o Leça com um futebol mais físico e o Padroense com um futebol mais directo.

O Leça continuava a privilegiar um jogo mais físico e não foi de estranhar que, aos 70 minutos, já toda a defesa leceira estivesse amarelada. E, poucos minutos depois, André Leal, que entrou ao intervalo, era expulso por acumulação de amarelos (primeiro amarelo muito duvidoso). A partir desse momento, o Padroense tomou conta do jogo e foi a única equipa que conseguiu criar situações de perigo. Augusto Mata mexeu na equipa, retirou Vitinha e refrescou a equipa, por outro lado Jovanovic reforçou a sua retaguarda, retirando Domingos, fisicamente desgastado pelo excelente jogo que protagonizou (so­­­- bretudo na primeira parte)

O Leça ainda jogava com 11 jogadores, quando teve a sua grande ocasião de golo, após cruzamento da esquerda, com Wesllem, solto no interior da área, a rematar forte, mas Marco fez uma grande defesa, negando o golo leceiro. Depois, foi a vez de Casqueira segurar o nulo, quando, ao minuto 80, Cacheira remata com violência, tendo o guardião do Leça desviado a bola com a mão direita para a barra da baliza.

O Padroense tentou tudo para aproveitar a superioridade numérica, mas não conseguiu criar grandes situações de perigo. Augusto Mata ainda colocou o central Armando nas funções de ponta-de-lança, mas o Leça fechou-se bem na defesa e o encontro terminou sem que houvesse a festa do golo. No final, os homens de Jovanovic fizeram a festa pelo quarto ponto conquistado no campeonato. Por outro lado, os adeptos e jogadores do Padroense estavam resignados com a perda de mais dois pontos.

O Estádio do Padroense foi, no último domingo, a capital do futebol matosinhense. O dérbi chamou ao Padrão da Légua centenas de adeptos de futebol e, com a paragem das Ligas profissionais, Padroense e Leça foram o centro das atracções, de tal forma que nem Guilherme Pinto, presidente da Câmara Municipal de Matosinhos, quis faltar ao espectáculo. Vítor Oliveira, director desportivo do Leixões, e Braga, antigo jogador do Leça, também assistiram à partida.

In Matosinhos Hoje - 09 de Setembro de 2008


 
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Ultima actualização a 2 de Setembro de 2008
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