| Matosinhos
encomenda 50 obras a compositores
A
Câmara de Matosinhos encomendou nos últimos
15 anos cerca de 50 obras a compositores portugueses e estrangeiros,
um investimento que faz com que a programação
musical não seja apenas uma sucessão de concertos.
Em
declarações à agência Lusa, o
vereador do pelouro da Cultura, Voluntariado e Juventude
daquela autarquia, Fernando Rocha, afirmou que a continuada
encomenda de obras a compositores visa, não só
apostar na promoção da criação
de musica erudita em Portugal, como também «ter
uma programação que não seja uma sucessão
de concertos».
«Todos
os anos a autarquia faz encomendas de obras», disse
o autarca, salientando a estreia, esta noite, no Centro
Cultural de Belém, em Lisboa, de obras de Carlos
Azevedo e
IN
Diário Digital / Lusa
Portugal
condenado por demora em julgamento
Tribunal
Europeu dos Direitos do Homem ordenou que o Estado Português
indemnizasse uma firma de Matosinhos por demorar mais de
12 anos a resolver um caso
O Tribunal Europeu dos Direitos do Homem condenou, esta
terça-feira, o Estado português a indemnizar
uma firma de Matosinhos em 8900 euros por demorar mais de
12 anos a decidir um processo intentado na justiça
doméstica.
Em
acórdão irrecorrível da 2.ª Secção,
citado pela Lusa, o tribunal de Estrasburgo condenou o Estado
a pagar à Anticor - Sociedade de Anti-Corrosão,
Lda, 6400 euros, a título de compensação
por danos morais, acrescidos de 2500 euros, para compensar
a firma pelas despesas judiciais.
O
processo iniciou-se a 07 de Fevereiro de 2004 no tribunal
de Matosinhos, tendo chegado ao Supremo Tribunal Administrativo
a 12 de Julho de 2006. Particularmente criticado pelos juízes
de Estrasburgo é o tribunal de Matosinhos, que «levou
quase quatro anos» para concluir um processo que considera
marcado pela «simplicidade».
In
Diario IOL - 23/02/2010
Casos
urgentes esperam até oito horas no Pedro Hispano
No
Hospital Pedro Hispano, em Matosinhos, é recorrente
que doentes urgentes esperem entre cinco a oito horas para
serem vistos por um médico. O director do serviço
quer acabar com a situação. Por isso, as Urgências
vão ser reorganizadas e alvo de obras.
"Uma
situação de urgência é toda a
situação clínica em que o atraso no
diagnóstico, ou tratamento, pode trazer graves riscos
para o doente". A descrição é
do Ministério da Saúde. Daí que esses
casos sejam, pelo menos, classificados com a cor amarela,
cujo tempo de atendimento aconselhável é de
uma hora. Na Urgência do Hospital Pedro Hispano, porém,
são muitos os doentes que, após serem considerados
urgentes na triagem, acabam por esperar entre cinco a oito
horas para serem vistos por um médico.
Foi
o que aconteceu, anteontem, em que o tempo médio
de atendimento dos casos urgentes foi de cinco horas, apesar
de estarem cinco médicos de serviço, o que
provocou o desespero nos utentes. "Isto ultrapassa
todos os limites", considerou, ao JN, Teresa Franco,
que acompanhava uma amiga que, apesar de ter dado entrada
nas Urgências às 18 horas, só foi atendida
depois das 23 horas. "Tem anemia e esteve esse tempo
todo sem comer", denuncia, revoltada: "Isto é
o fim do mundo!".
"Parece
que estavam a fazer pouco das pessoas", concorda Paulo
Paiva, que fora direccionado do Centro de Saúde de
Matosinhos para fazer uma radiografia. Ricardo Rocha, por
sua vez, garante que desde que entrou nas Urgências,
às 19 horas, até às 22.45 horas, só
foi atendido um doente com a pulseira amarela. "Fui
ao hospital por uma coisa simples, uma infecção
urinária. São cinco minutos de atendimento
e estive mais de quatro horas a olhar para o tecto",
refere, revelando que houve o caso de um doente que deu
entrada às 17 horas e só foi chamado quase
seis horas depois. "Nessa altura, já tinha desistido
e tinha ido para casa", acrescenta.
Projecto
pronto ainda este ano
O
director do serviço de Urgência do Pedro Hispano
reconhece que são frequentes situações
de doentes classificados de urgentes que só são
atendidos por um médico cinco horas, e até
oito horas, depois de terem passado pela triagem. João
Pina garante, no entanto, que isso só acontece em
alturas de picos de atendimento.
"É
verdade que as pessoas esperam muito nas urgências",
reconhece o médico, explicando que isso se deve essencialmente
a dois factores: aos picos de afluência e à
deslocação de muitos doentes que podiam ser
tratados nos centros de saúde.
Apesar
disso e das Urgências tratarem cerca de 300 doentes
por dia, João Pina admite que é preciso "acabar
com as listas de espera" no sector que dirige desde
7 de Dezembro. "Já colocamos um corpo médico
fixo na triagem", adianta, garantindo que, "em
breve", todo o serviço vai ser reestruturado,
através da reorganização das equipas
médicas e de enfermagem, e que o espaço será
alvo de obras. Um projecto que estará concluído
até ao final do ano.
In
JN - 22/02/2010
Gangue
ameaçou esperar por Domingos para abrir o cofre
Arguidos
dizem que foram "obrigados" a assaltar casas,
após falsas promessas de emprego
"Disseram que não saíam da casa sem abrir
o cofre, que se fosse preciso esperavam pelo meu marido".
A mulher do treinador Domingos Paciência descreveu,
ontem, segunda-feira, o pesadelo vivido por ela e os três
filhos às mãos do gangue que os assaltou,
em Matosinhos.
Isabel
Oliveira prestou depoimento, no Tribunal de Matosinhos,
como uma das vítimas do grupo de cinco brasileiros
que começou a ser julgado por sete assaltos armados
(seis residências e um restaurante), entre os dias
9 e 28 de Janeiro do ano passado. Um dos alvos foi, na manhã
do dia 22, a residência do actual treinador do Braga,
Domingos Paciência, em Lavra (Matosinhos), que não
estava em casa na altura no crime.
A
mulher do técnico não teve dúvidas
em identificar, ontem, dois dos arguidos (Rodrigo C. e Elton
F.) como os assaltantes que mantiveram a família
sequestrada durante uma hora e meia. Para entrarem na vivenda,
aproveitaram a chegada da empregada doméstica, cerca
das 7,30 horas, e ameaçaram-na com uma pistola.
"Eles
diziam para estarmos calmos, que se fizéssemos o
que eles mandavam não nos acontecia nada", contou
Isabel Oliveira, sublinhando que a sua preocupação
imediata foi a integridade dos três filhos, na altura
de oito, 14 e 17 anos. Na maior parte do tempo, tiveram
todos de permanecer num dos quartos, vigiados por um dos
ladrões.
A
dupla pretendia, sobretudo, dinheiro e exigiu insistentemente
a abertura do cofre, mas as tentativas revelaram-se infrutíferas,
dada a "aflição" das vítimas.
Os brasileiros apressaram-se, então, em recolher
os artigos de valor e o dinheiro dos rapazes, num total
de 140 euros. Entre o material roubado, contam-se playstations,
relógios, um máquina de filmar, um computador
portátil e serviços de prata. "Os meus
filhos ficaram muito perturbados. O mais velho começou
a sentir-se muito mal e o mais novo a choramingar",
recordou Isabel, acrescentando que, antes da fuga, os assaltantes
fecharam os quatro na casa de banho.
Recebiam
"para comer"
Os
dois filhos mais velhos também testemunharam ontem,
assim como Domingos Paciência, que se limitou a confirmar
o valor dos bens roubados, entre os quais o Mercedes Classe
R que o gangue acabaria por abandonar no Porto. O treinador
do Braga revelou que já recebeu da seguradora 16
mil euros de indemnização.
O
início do julgamento ficou marcado, igualmente, pelas
declarações de quatro dos acusados, que confessaram
alguns dos assaltos e apontaram um quinto arguido (Cássio
S., que ontem esteve em silêncio) como o cabecilha
do grupo, responsável pelo fornecimento das armas
e escolha dos alvos e dos operacionais.
Elton,
Ésio, Marco e Rodrigo, oriundos de S. Paulo (Brasil),
justificaram a sua vinda para Portugal com as promessas
de Cássio em arranjar-lhes emprego numa "empresa
de electrónica". Ele pagou-lhes as viagens e
alojou-os em pensões no nosso país, mas retirou-lhes
o passaporte. E em vez do tal trabalho, acabaria por levá-los
a fazer reconhecimentos de várias casas para assaltar,
pedindo-lhes para "trazer tudo o que fosse de valor"
das residências.
Os
quatro alegaram que não queriam alinhar no esquema,
mas que não tiveram alternativa: "Ficámos
sem saída. Não tínhamos como comer".
Além disso, contaram que foram coagidos a fazer os
roubos, por ameaças feitas às suas famílias.
"Ele obrigou-nos", frisou Ésio. O grupo
garantiu que o proveito dos crimes era todo encaminhado
para Cássio e que este só lhes pagava, em
média, "10 euros" para alimentação
e estadia.
In
JN 22/02/2010
Colectivo
de juízes absolve roubo de amêndoas
O
furto de um pacote de amêndoas estava a ser julgado
como roubo, por alegada agressão a uma funcionária
do supermercado, que nunca ficou provada
Um colectivo de juízes absolveu, esta segunda-feira,
em Matosinhos, o jovem acusado de roubar um saco de amêndoas,
apesar de o arguido ter admitido o seu furto. De acordo
com o código penal, roubo e furto são crimes
distintos, residindo a diferença no facto de existir,
ou não, prática de violência, constrangimento
e ameaça.
«Ganita»,
como é conhecido o jovem, estava acusado de um crime
de roubo de um saco de amêndoas porque, e de acordo
com a acusação, além de subtrair o
respectivo artigo (avaliado em dois euros), teria agredido
a funcionária do supermercado. Mas a agressão
não ficou provada em julgamento.
O
arguido furtou, sim, o pacote de amêndoas, mas o supermercado
lesado nunca apresentou queixa do crime. A queixa foi apresentada
pela funcionária, alegada vítima de agressão,
tendo o Ministério Público sustentado esta
acusação no seu depoimento.
Em
declarações à Lusa o advogado de defesa
do arguido considerou que «apesar de tudo, o tribunal
fez justiça». «É pena é
que o Ministério Público e o tribunal tenham
gasto tanto dinheiro com isto, para no fim não se
descobrir nada e não haver nada do que se dizia»,
sublinhou Filipe Melo.
In
Diario IOL - 22/02/2010
Domingos
Paciência de cara com os assaltantes
Treinador
do Braga vai estar amanhã no tribunal para testemunhar
contra brasileiros que sequestraram a família para
roubo.
Domingos
Paciência é uma das testemunhas convocadas
para comparecer amanhã de manhã no Tribunal
de Matosinhos para o início do julgamento do grupo
de cidadãos brasileiros e de uma empresária
portuguesa acusados de, em pouco mais de um mês, realizarem
vários assaltos de extrema violência a moradias,
com os moradores no interior.
O
grupo é constituído por seis brasileiros,
liderado por um engenheiro electrotécnico, de 30
anos, natural de São Paulo, mas a residir em Gaia.
Todos contavam com a ajuda de uma empresária portuguesa.
Atacavam as casas com o moradores no interior, sequestravam
as vítimas e roubavam tudo o que podiam, sobretudo
dinheiro, jóias e electrodomésticos. São
acusados de pelo menos 20 assaltos, quase todos perpetrados
no litoral do concelho de Matosinhos.
O
antigo jogador do FC Porto e actual treinador do Braga foi
uma das vítimas mas, como os bens estavam em nome
da mulher, Domingos Paciência vai depor em tribunal
apenas como testemunha de acusação. O assalto
ocorreu no dia 21 de Janeiro do ano passado. Três
dos arguidos, Rodrigo Cordeiro, de 23 anos, Elton Fontes,
de 32, e Esio Verona, de 24 anos, vigiaram a casa do treinador,
em Lavra, durante horas esperando que a mulher e os filhos,
de oito, 14 e 17 anos, ficassem sozinhos. Quando Domingos
saiu, pelas 07.15, atacaram.
A
empregada da família foi a primeira vítima.
"Mal ela meteu a chave na porta, apontaram-lhe a pistola
e entraram", contou na altura o treinador que entretanto
soube que os mesmos indivíduos tinham rondado a zona
alguns dias antes, sob o pretexto da entrega de uns quadros.
A empregada foi obrigada a prender os cães e a chamar
a mulher de Domingos Paciência. Isabel foi ameaçada
e obrigada a entrar no quarto de um dos filhos onde os assaltantes
revistaram tudo, acabando por levar relógios e playstations.
Dois
dos indivíduos, um ficou no exterior a vigiar a rua,
tentaram ainda abrir o cofre do treinador, mas como não
conseguiram vingar-se na família, sequestrando a
mulher e os filhos na casa de banho. Depois fugiram no carro
do treinador, um Mercedes Classe R que abandonariam na cidade
do Porto. No total, a família foi lesada em 39 mil
euros. Os assaltantes levaram sobretudo relógios,
um computador, as playstations, serviços em prata
e todos os troféus do antigo jogador. Os filhos foram
obrigados a entregar também o dinheiro que tinham
nas mochilas, cerca de 175 euros.
O
líder do grupo é Cassio de Souza, o engenheiro
que recrutava os restantes assaltantes no Brasil, tendo
pago a viagem aos restantes cinco brasileiros, todos eles
com cadastro por furto no seu país de origem. O objectivo
era, depois de realizarem o maior número de assaltos
possíveis, reencaminhar esses elementos para o Brasil.
Em Portugal tinham alimentação e alojamento
pagos por Souza.
Numa
grande operação, a Polícia Judiciária
acabou por deter o grupo, a 30 de Janeiro de 2009. Três
quando seguiam numa viatura, na Rua Gonçalo Cristóvão,
tendo a polícia para tal cortado o trânsito
da artéria, e outros três no Hotel Ibis, em
Santa Maria da Feira, onde estavam hospedados. Tinham na
sua posse várias armas e objectos roubados nas várias
moradias de Lavra e Leça da Palmeira.
in
DN 21/02/2010
"Nunca
tivemos uma única pista"
Pais
de Rita Monteiro processaram o Estado português e
lamentam a falta de preocupação das autoridades
Rita Slof Monteiro desapareceu faz amanhã quatro
anos. Tinha 18 anos e foi vista, pela última vez,
a entrar num autocarro da STCP junto ao Mercado de Matosinhos
quando se preparava para ir a uma visita de estudo à
Fundação de Serralves, no Porto.
O
seu telemóvel manteve-se ligado até ao dia
seguinte, sem nunca terem sido retribuídas as dezenas
de chamadas da família.
Sem pistas
Desde
então, conforme recorda o pai com revolta, "não
houve uma única pista, o mínimo indício
do paradeiro da Rita".
Luís
Monteiro não poupa críticas às autoridades
portuguesas, que "foram ineficazes e agiram com incúria".
"Por isso, em Dezembro do ano passado movi um processo
contra o Estado português. Sei que não vai
ajudar a Rita, mas o dinheiro da indemnização
é importante para o Estado perceber que agiu errado",
referiu.
Segundo
Luís Monteiro, a Polícia Judiciária
reabriu o processo há cerca de um ano. "Estão
a recolher o ADN da Rita, a investigar pessoas suspeitas,
etc. Só não se entende que não o tenham
feito logo no início. Havia imagens da Rita a entrar
num autocarro acompanhada de uma pessoa. Ninguém
fez nada e agora, quatro anos depois, todas as gravações
que pudessem existir com a minha filha já foram destruídas",
disse.
"Estado é uma bandalheira"
Luís
Monteiro recorda que as autoridades consideraram, na altura,
que Rita, tinha desaparecido voluntariamente e "nada
fizeram".
"O
Estado é uma bandalheira. Mobilizam meios para megaprocessos
e não procuram uma pessoa desaparecida. Esperança?
Há muitos casos de crianças desaparecidas
que são encontradas 10 ou 15 anos depois. Nunca se
sabe. Mas eu só quero saber o que aconteceu com a
minha filha", concluiu Luís Monteiro.
O
apelo mantém-se: quem possuir informações
sobre o paradeiro da Rita deve contactar o pai (939721692),
o irmão (938773012) ou as autoridades policiais.
in
JN 15/02/2010
Colectivo
julga roubo de pacote de amêndoas
Dois
jovens incorrem numa pena até oito anos de cadeia
Um colectivo de três juízes começou,
esta segunda-feira, a julgar, em Matosinhos, dois jovens
por, alegadamente, roubarem um saco de amêndoas e
uma garrafa de whisky num supermercado. De acordo com o
Código de Processo Penal, compete ao tribunal colectivo
(por oposição a um tribunal singular) julgar
processos que digam respeito a crimes cuja pena máxima
seja superior a cinco anos.
Os
dois arguidos, conhecidos como «Ganita» e «Pistolas»
estão acusados de um crime de roubo, punível
com pena de prisão até oito anos. De acordo
com a acusação do Ministério Público,
a que a Lusa teve acesso, a 15 de Março de 2009,
um dos arguidos foi visto num supermercado a esconder na
roupa um saco de amêndoas e uma garrafa de whisky
(que não chegou a ser apreendida). Uma funcionária
do supermercado ter-se-á apercebido da situação,
solicitando ao arguido a devolução dos produtos.
O arguido terá negado a posse das amêndoas
e da garrafa e atirado «violentamente» a responsável
contra os expositores, enquanto o segundo arguido a ameaçava.
Na
sessão desta segunda-feira, a funcionária
contou ter visto «Ganita» a esconder os dois
produtos, após o que o interpelou, mas admitiu que
possa ter devolvido a garrafa antes de sair da loja.
Durante
as alegações finais, o próprio procurador
do Ministério Público considerou terem ficado
dúvidas quanto ao roubo da garrafa, «mas das
amêndoas temos a certeza que foram no bolso».
Filipe
Melo, advogado do arguido, salientou o «exagero»
da acusação e do próprio julgamento.
«Parece que estamos a julgar um homicídio,
com colectivo de juízes, quando se trata do furto
de um pacote de amêndoas», disse.
Sobre
o segundo arguido não houve testemunhos da sua implicação
nos factos, pelo que o advogado de defesa pediu a sua absolvição.
in
IOL - 15/02/2010
Tribunais
esquecem preso na cadeia durante 7 meses
Um indivíduo,
de 40 anos, esteve indevidamente preso durante sete meses
em Custóias por esquecimento dos tribunais. Cumpriu
uma pena de oito anos de prisão (por furtos) que
terminou em Junho do ano passado, mas só foi libertado
na semana passada.
A
libertação do condenado aconteceu após
o caso ter sido apresentado ao Supremo Tribunal de Justiça.
Porém, esta instância de recurso não
chegou a tomar qualquer decisão em termos formais,
porque entretanto o Tribunal de Execução de
Penas do Porto deu conta da falha. Que perdurava desde 26
de Junho do ano passado.
Desde
Agosto do ano passado, após ter sido detectada a
situação, a advogada do condenado apresentou
três requerimentos ao juiz responsável pela
execução da pena, pedindo a libertação
imediata.
O
argumento centrava-se no facto de terem sido atingidos cinco
sextos (83%) da pena (oito anos), momento que a lei institui
como obrigatório para concessão de liberdade
condicional. Em Junho do ano passado também já
tinham sido cumpridos 12 meses de prisão referentes
a um outro processo em que fora condenado.
Só
que os três pedidos de libertação não
tiveram qualquer resposta por parte dos juízes. E
o arguido foi permanecendo na cadeia de Custóias,
em Matosinhos. À espera e a desesperar. Esperava
ter sido solto pelo menos em 26 de Junho do ano passado.
"Habeas corpus" de urgência
O agora lesado, de 40 anos e com passado ligado à
toxicodependência, havia sido condenado pelo Tribunal
de Matosinhos a oito anos de prisão, por vários
crimes de furto. Foi ainda alvo de outra condenação,
a um ano de cadeia, por ilícito de tráfico
de droga de menor gravidade.
A
paciência do recluso, família e advogados esgotou-se
há uma semana, quando foi apresentada uma providência
urgente de "habeas corpus", junto do Supremo Tribunal
de Justiça. Concretamente, o pedido estava sustentado
no facto de terem sido excedidos os prazos legais de prisão.
O
pedido de libertação imediata foi acompanhado
de pedido de certidão de peças processuais
nos tribunais de primeira instância que condenaram
o indivíduo. Foi nesta fase foi detectado o problema,
pelos serviços dos tribunais. Seguiu de imediato
um pedido de libertação para a cadeia de Custóias,
em Matosinhos. E assim os juízes-conselheiros do
Supremo Tribunal de Justiça não tiveram de
intervir para ordenar a soltura do arguido.
O
homem afectado neste caso teve um passado por crimes contra
o património e tráfico de droga. Crimes que
cometia num quadro de dependência de estupefacientes.
Logo
após ter sido libertado, na terça-feira passada,
teve quem lhe oferecesse trabalho numa frutaria.
in JN 14/02/2010
Polícia
entrega carro para desmontar cheio de droga
Foi com enorme surpresa que os funcionários de uma
empresa que desmonta automóveis abandonados na via
pública para depois serem reciclados, em Gandra,
Esposende, encontraram no interior de um veículo
8875 doses de haxixe.
O
carro tinha chegado dias antes para ser desmontado e era
proveniente de Matosinhos, onde se encontrava abandonado
na via pública. Quando os funcionários iniciaram
os preparativos para a desmontagem fizeram a estranha descoberta.
O caso foi, de imediato, comunicado à GNR de Esposende,
que confirmou a existência de droga, mas entregou
a investigação à Polícia Judiciária
(PJ) que vai agora realizar peritagens no veículo
no sentido de descobrir a proveniência do estupefaciente.
O
certo é que o veículo foi entregue na empresa
pelas autoridades. "A viatura encontrava-se à
guarda da Polícia Municipal de Matosinhos e estava
prestes a ser desmontada. Trata-se de uma viatura que tinha
sido abandonada na via pública", esclarece o
major Vaz Lopes, relações públicas
do comando distrital de Braga da GNR.
As
autoridades estão convencidas de que o estupefaciente
não pertencerá ao antigo proprietário
do automóvel mas a terceiros que terão utilizado
o veículo abandonado em plena rua para aí
guardar a droga, não levantando suspeita da polícia
para um possível tráfico de estupefacientes.
Entretanto, a GNR já participou o caso à Polícia
Municipal de Matosinhos.
in
DN 14/02/2010
Filipe
é o grande vencedor do Ídolos
Foi
uma final fascinante!
Depois de duas semanas cheias de ansiedade, finalmente foi
apurado o grande vencedor da edição 2009 do
Ídolos!
Aos 21 anos, Filipe Pinto, de S. Mamede de Infesta (Matosinhos)
conseguiu conquistar o coração dos portugueses
com a sua voz, coincidência ou não, no dia
de São Valentim.
As suas prestações Gala após Gala e
a sua clara evolução em palco, encantaram
o público português e isso traduziu-se em votos,
tendo ultrapassado a Diana na votação final.
O vídeo do Filipe a cantar "Lithium" dos
Nirvana, foi o mais visto de todos os vídeos do Ídolos.
Em três dias ultrapassou o vídeo da Catarina
a interpretar "Sweet Dreams" da Beyonce que até
à data tinha 54.000 visualizações.
Neste momento o vídeo do Filipe tem quase 75.000
visualizações, o vídeo mais visto do
site oficial do Ídolos.
Leroy
Merlin abriu nova loja em Leça
A Leroy
Merlin, multinacional francesa especializada em bricolage,
construção, decoração e jardim,
abriu, em Matosinhos, junto ao Ikea, a segunda loja no norte
do país e a sétima no território nacional.
A empresa espera servir os mais de 170 mil habitantes do
concelho e freguesias envolventes. Com uma área total
de 11 mil metros quadrados, a nova unidade comercial de
Matosinhos conta com 160 colaboradores e representa um investimento
de 28 milhões de euros. O espaço apresenta
cerca de 40.000 produtos diferentes, seguindo o conceito
do grupo de ‘Tudo para a casa no mesmo lugar’.
De destacar, ainda, a realização de cursos
de bricolage para clientes, aos sábados, num espaço
próprio para o efeito.
A
Leroy Merlin Matosinhos aposta na área da decoração
e da criação de ambientes para, mais do que
vender produtos, apresentar aos seus clientes projectos
e soluções. “Estamos permanentemente
focados em inovar. Os novos espaços correspondem
a uma nova geração de lojas. Temos à
disposição do cliente uma oferta multi-especialista
para que, debaixo do mesmo teto, o cliente possa encontrar
tudo o que é necessário para reformar, decorar,
ou construir a casa dos seus sonhos”, explica o director-geral
da Leroy Merlin, Olivier Jonvel.
in
PressPoint 15/02/2010
Seis
anos de prisão por assalto à hora do jantar
Assaltante
condenado por roubo e posse de arma proibida
Ângelo Marques foi condenado esta quinta-feira, pelo
tribunal de Matosinhos, a seis anos de prisão efectiva
pelo assalto ao restaurante «Brasinha», que
ocorreu em Março de 2009, à hora do jantar,
e de onde levou 4.500 euros.
No
assalto estiveram implicados três homens, mas só
Ângelo Alves foi condenado porque não foi possível
provar factos relativos à acção dos
outros dois.
Eram
22:00 da noite, quando os três homens chegaram ao
restaurante «Brasinha», em Leça da Palmeira.
Um ficou no carro, onde manteve o motor a trabalhar, enquanto
os outros dois, encapuzados e munidos de armas de fogo,
entraram no restaurante onde estavam cerca de 50 pessoas
e ameaçaram os presentes, em particular, o gerente
e um empregado que temendo pela vida «colocou os 3.000
euros que existiam na máquina registadora num saco
plástico», juntando-lhes os 1.500 euros que
tinha no bolso, o ordenado dele.
Uma
das armas utilizadas no crime foi, mais tarde, encontrada
em casa de Ângelo Alves, e foram encontradas impressões
digitais do arguido no veículo usado para o assalto.
In
TVI24 - 11/02/2010
Leroy
Merlin investe 28 milhões em nova loja em Matosinhos
A Leroy
Merlin vai abrir esta sexta-feira a sua sétima loja
no país. O novo espaço de bricolage, construção,
decoração e jardim, situado em Matosinhos
junto à loja do Ikea, implicou um investimento de
28 milhões de euros.
Olivier
Jonvel, director-geral da Leroy Merlin, frisou que no último
ano a empresa quase duplicou o número de lojas em
Portugal. Este ano, a empresa vai ainda abrir lojas na Maia
e em Coimbra.
A
loja de Matosinhos, que inaugura esta sexta-feira, tem 11
mil m2, disponibiliza 40 mil artigos e implica a criação
de 160 postos de trabalho.
Leroy
Merlin prevê um investimento de 150 milhões
de euros até 2013. A multinacional francesa especializada
em bricolage, construção, decoração
e jardim, segue assim o seu plano de expansão e crescimento
ao abrir mais uma loja em Matosinhos.
Depois
da abertura das lojas da Amadora e Alfragide, no final do
ano passado, a Leroy Merlin inicia 2010 com a inauguração
de um novo espaço comercial no norte do país.
Esta nova loja vai possibilitar a criação
de 160 novos postos de trabalho.
Segundo
o director-geral da Leroy Merlin, Olivier Jonvel, "conquistar
novos clientes é o nosso principal objectivo".
E acrescenta que "a nossa prioridade tem sido a de
construir gamas e seleccionar produtos perfeitamente adaptados
às necessidades dos nossos clientes e à realidade
local".
A
multinacional francesa conta já com 8 lojas em todo
o país e pretende abrir mais uma na Maia e em Coimbra,
em 2011.
10/02/2010
Hotel
mais alto que Clérigos junto ao estádio do
Mar
Será
um dos edifícios mais altos da Área Metropolitana
do Porto. Em Matosinhos, vai nascer uma torre com 24 pisos
acima do solo, a implantar num dos campos de treinos do
Leixões. entre o Estádio do Mar e a A28. Acolherá
um hotel, comércio e serviços.
O
arranha-céus, que ultrapassará em altura a
Torre dos Clérigos, no Porto, que tem 75 metros,
está em fase de projecto e deverá ser construído
nos próximos três anos. Acima do solo serão
ocupados 16 mil metros quadrados de área bruta -
oito mil para o hotel, seis mil para serviços e dois
mil para comércio. Abaixo do solo, serão criados
seis mil metros quadrados para estacionamento.
A
opção de construir em altura foi tomada com
o acordo da Câmara de Matosinhos. "Desta forma
a implantação do edifício dá-se
em cerca de um terço do terreno e liberta espaço
para uma grande praça de acesso ao topo nascente
do estádio", defende Guilherme Pinto, presidente
da Autarquia.
O
projecto surgiu na sequência de uma permuta com o
proprietário de um lote junto ao Estádio do
Mar, onde actualmente está o parque de estacionamento.
"O promotor adquiriu o terreno ao Leixões para
ali construir habitação, mas entendemos que
os prédios iriam atrofiar o local de acesso do público
às bancadas do estádio", explica Guilherme
Pinto.
A
Autarquia propôs então trocar aquele terreno
(com nove mil metros quadrados) por uma parcela com cinco
mil metros quadrados, mas com uma capacidade construtiva
de 16 mil metros quadrados. A permuta foi aprovada na Câmara
pela maioria socialista em Julho do ano passado, com os
votos contra do PSD e da CDU.
Nova
escola primária
O
edifício, da autoria do arquitecto Vítor Seabra,
vai ser erigido no terreno de um dos campos pelados do Leixões,
que apesar de não ter as medidas oficiais ainda serve
os atletas infantis, iniciados e juvenis do clube. O outro
pelado do Leixões, entre o Centro de Desportos e
Congressos e os depósitos de água de Matosinhos,
também será desactivado. Parte do terreno
vai acolher a futura escola primária da Cruz de Pau.
Os
atletas das camadas jovens terão de passar a treinar
em recintos alternativos. Um deles deverá ser o futuro
complexo desportivo do Campo de Santana, cujo projecto e
abertura de concurso público foi aprovado pelo Executivo
em Setembro do ano passado. Outra solução
poderá ser o futuro pólo desportivo da antiga
Pedreira de S. Gens, que a APDL doou recentemente ao Município.
Paralelamente
às construções que se avizinham nas
imediações do estádio do Leixões,
serão feitas reformulações viárias
para resolver alguns constrangimentos na zona da Cruz de
Pau.
Uma
das obras mais significativas será a criação
de um viaduto sobre a A28 que fará a ligação
entre o estádio e a feira da Senhora da Hora. A ponte,
"com perfil de avenida", substituirá o
actual túnel pouco apetecível para os peões.
"Permitirá que as pessoas circulem com mais
conforto", assegura o presidente da Câmara.
Nova
rua vai mexer na bancada
Para
nascente, o viaduto ligará a uma rotunda a construir
no cruzamento das ruas Calouste Gulbenkian e da Barranha.
Para poente, o viaduto será prolongado por um novo
arruamento que vai passar entre o Estádio do Mar
e o Centro de Desportos e Congressos. A nova via obrigará
a transformar as traseiras deste último equipamento,
de forma a que não fique de costas voltas para a
rua e implicara mudanças na bancada do estádio,
explicou Guilherme Pinto. Para a concretização
desta obra viária, a Câmara terá de
expropriar três lotes de terreno.
in
JN - 08/02/2010 |