Metro
do Porto pode parar por falta de dinheiro
Marco
António Costa responsabiliza o Governo
pela crise no Metro do Porto
O
social-democrata Marco António Costa, vice-presidente
da Câmara de Gaia e membro do conselho de administração
da Metro do Porto, acusa o Governo de provocar graves constrangimentos
financeiros ao metro do Porto. “O nível de
endividamento do Metro do Porto é irrisório
comparado com o que se vive com a Refer, com a TAP e outras
empresas. Por isso, é um bocado incompreensível
toda esta situação quando se descarregam para
as outras empresas milhões e milhões de euros
do orçamento de Estado e, para a empresa Metro do
Porto, há sempre estes constrangimentos. Houve sempre
uma má vontade”, argumenta Marco António
Costa.
O
social-democrata diz que a "má vontade"
revela-se desde 2004, altura em que deixou de haver dinheiro
do Governo para a empresa: “Desde 2004 para cá,
o Orçamento do Estado não tem feito transferências
para a Metro do Porto, o que me leva a pensar que há
uma dicotomia política e uma diferenciação
política do Governo relativamente a investimentos
públicos. Sempre que é preciso cortar investimentos
públicos, a primeira vítima é o Norte;
sempre que é preciso travar a despesa pública,
a primeira vítima é o Norte. Isto levanta
as maiores dúvidas sobre a linha de conduta do Governo
actual.”
Segundo
a edição de hoje do "Jornal de Notícias",
o presidente do conselho de administração
da Metro do Porto, Ricardo Fonseca, escreveu uma carta endereçada
ao Ministério das Obras Públicas e na qual
alerta para a possibilidade da empresa correr o risco de
parar por falta de dinheiro. A este propósito, Marco
António Costa afirma que já tinha sido escrita
e endereçada outra carta ao Governo, que ficou sem
resposta.
“Aquilo
que me preocupa é não haver resposta ao presidente
da empresa ao fim de tantas semanas e ele vê-se obrigado
a escrever uma segunda carta, que é quase um apelo,
e institucionalmente é um apelo lancinante relativamente
à situação em que está o Metro
do Porto. E não está por incapacidade de gestão
- está porque o Governo não tem cumprido com
as suas obrigações”, diz Marco António
Costa.
Autarca
de Matosinhos solidário
Já o socialista Guilherme Pinto, presidente da Câmara
de Matosinhos, mostra-se solidário com as preocupações
do presidente da Metro e diz à Renascença
que é necessário um esclarecimento da situação
por parte do principal accionista da empresa, o ministério
das Obras Públicas.
“Que
se esclareça entre o Governo e a administração
do Metro, para que a região tenha melhor serviço
de transportes. É essencial que as obras avancem
e eu próprio vou entrar em contacto com o Ministério
para saber qual é a sua opinião sobre o assunto”,
considera o autarca de Matosinhos.
Fonte
do Ministério das Obras Públicas garante à
Renascença que não irá comentar o conteúdo
da carta enviada na passada terça-feira pelo presidente
do Conselho de Administração da Metro do Porto.
Até ao momento, Rui Rio, presidente da Câmara
do Porto e da Junta Metropolitana, ainda não respondeu
ao pedido da Renascença para comentar toda esta situação.
in Radio Renascença - 29/07/2010
Atraíram
"gays" na net para os roubar
Travavam
conhecimento, através da Internet, com indivíduos
que procuravam convívios sexuais, e combinavam encontros
em locais isolados que acabaram sempre em assaltos violentos.
Dois de três suspeitos destes crimes foram detidos
pela PJ do Porto.
Os
encontros iniciais das pelo menos cinco vítimas com
um dos assaltantes ocorreram entre Dezembro e Janeiro passados,
no centro comercial “NorteShopping”, em Matosinhos.
Depois, o encontro acabava em sítios como um descampado
próximo da Igreja de Leça da Palmeira, ou
outras zonas, no concelho da Maia.
Nestes
locais, quando os ofendidos pensavam que o convívio
iria decorrer em intimidade, eis que aparecem dois outros
indivíduos que os agrediam até que revelassem
os códigos dos cartões multibanco.
De
seguida, as vítimas eram mantidas sob sequestro e
ameaçadas com arma de fogo até ao momento
em que um dos assaltantes tivesse levantado todas as quantias
possíveis. Os queixosos, homens com idades entre
30 e 40 anos, presumivelmente com preferências homossexuais,
ficaram também sem objectos pessoais, como relógios.
Num
dos casos, o encontro aconteceu na residência da vítima.
Os ladrões levaram um par de sapatilhas e um relógio,
no valor de 300 euros. Noutras ocasiões, os assaltantes
resolveram utilizar cartões multibanco alheios para
carregar cartões de telemóveis. O terceiro
elemento do grupo está identificado mas ainda a monte.
Ao
que soube o JN, os suspeitos, residentes na zona da Póvoa
de Varzim, foram detidos no mês passado por inspectores
do departamento de Braga da PJ, por roubos em residências
com ameaças e coacção psicológica.
Porém, levados a juiz, foram libertados.
in
JN - 29/07/2010
Detectadas
462 infracções no transporte de crianças
para as praias
Dos
cerca de 30 veículos de transporte colectivo de crianças
que hoje, quarta-feira, a PSP fiscalizou no âmbito
da operação Verão Seguro 2010, apenas
um cumpria todas as normas de segurança, tendo sido
registadas 462 infracções em duas horas.
No
âmbito da operação Verão Seguro
2010, a PSP do Porto tem levado a cabo acções
de fiscalização rodoviária do transporte
colectivo de crianças para as praias, tendo a de
hoje, quarta-feira, decorrido junto à praia de Leça
da Palmeira, em Matosinhos.
Durante
cerca de duas horas, os agentes da PSP --em parceria com
o Instituto da Mobilidade e dos Transportes Terrestres -
fiscalizaram os veículos pesados que transportavam
crianças, tendo encontrado, em cerca de 30 que foram
parados, apenas um, da Câmara de Penafiel, que cumpria
todos os requisitos de segurança, revelou à
Lusa o subintendente Pedro Moura.
Segundo
aquele oficial da PSP Porto, foram verificadas "462
infracções, sendo que 449 foram por falta
dos sistemas de retenção de crianças
-- cintos de segurança ou as cadeirinhas" de
transporte.
"O
que nos preocupa é a segurança das crianças
e esta muito deficitária. A esmagadora maioria do
transporte é feita em infracção",
avançou.
Pedro
Moura deixou ainda um apelo "aos pais ou às
instituições para que exigissem que o transporte
fosse feito nas devidas condições -- seguro,
inspecções, cadeiras, cintos".
O
subintendente da PSP disse ainda que o objectivo é
"sensibilizar os transportadores para que tenham estas
condições" de segurança no transporte
das crianças.
As
acções de fiscalização rodoviária
do transporte colectivo de crianças vão continuar
durante o verão, estando previstas para as praias
de Vila do Conde, Póvoa de Varzim, Gaia, Matosinhos
e Porto.
in
JN - 14/07/2010
Galp
conclui investimento de 500 milhões
Terminal
petrolífero de Leixões foi palco de um incêndio
de grandes dimensões no Verão de 2008
A Galp Energia assinalou esta segunda-feira a conclusão
de um investimento de 50 milhões de euros no terminal
petrolífero de Leixões, em Leça da
Palmeira, Matosinhos, onde no verão de 2004 ocorreu
um incêndio de grandes dimensões.
O
fim das obras foi assinalado com uma visita ao terminal
pelo administrador executivo da Galp Energia André
Ribeiro e pelo presidente da Câmara de Matosinhos,
Guilherme Pinto, nota a Lusa.
André
Ribeiro escusou-se a relacionar este investimento com o
incêndio de há seis anos, reconhecendo, contudo,
que «é inegável que desde então
tem havido um esforço grande» no reforço
da segurança e na formação do pessoal.
«Este
terminal está dotado dos mais altos níveis
europeus de segurança», salientou, acrescentando
que o investimento feito foi iniciativa da Galp Energia
e não o cumprimento de quaisquer directivas internacionais.
André
Ribeiro realçou que o investimento permitiu, nomeadamente,
ter uma praia com Bandeira Azul frente à refinaria
de Leça da Palmeira.
Guilherme
Pinto também destacou o facto de as praias junto
à refinaria terem Bandeira Azul em resultado do investimento
feito pela Galp na refinaria.
in TVI24 - 12-07-2010
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