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Orla marítima renovada em Matosinhos de lés-a-lés


Ainda há obras em curso, mas já é possível caminhar no passadiço ou pedalar nas marginais ao longo de cerca de 12 quilómetros de costa.

O casaco branco fechado até ao pescoço vem insuflado pela ventania. A “nortada” levantou-se cedo, mas Maria José Leão não se intimidou:já deu duas voltas no novo passadiço, uma para lá, outra para cá. Só a chuva pára esta brasileira, do Rio de Janeiro, que cruzou o Atlântico há 40 anos e ancorou em Leça da Palmeira. “Nossa senhora!Esse vento não pára nunca?”, graceja.

Desde que os passadiços foram colocados ao longo de 12 quilómetros da costa de Matosinhos, Maria José mudou de rota “para melhor”. Antes caminhava na marginal de Leça, sobre o alcatrão. Agora, ruma a Norte, mais próxima do mar, sobre as tábuas de madeira alinhadas no areal. “Foi uma ideia maravilhosa, estas praias são lindas e o passadiço está muito bem inserido na Natureza”, elogia.

Há obras ainda em curso, mas a costa de Matosinhos já parece outra. Para quem se lembra como era, a diferença é brutal. Onde antes havia buracos e vias mal amanhadas, há agora marginais com ciclovias e passeios largos e parques de estacionamento, com bom aspecto e acessíveis a todos.

Onde antes estavam bares de praia abarracados, nascem agora estruturas em aço, madeira e vidro, capazes de fazerem capas de revista. Onde antes havia entulho, lixo, ribeiras entubadas, surgem agora zonas dunares protegidas e ribeiras com águas límpidas.
Onde antes não havia nada, há agora um passadiço de lés-a-lés, iluminado à noite, e cheio de gente ansiosa por esticar as pernas e perder a barriga.

Na última década, a Câmara de Matosinhos investiu cerca de 42 milhões de euros na requalificação da orla marítima. O grosso foi aplicado nos últimos anos, aproveitando a onda dos fundos comunitários. ?É a grande aposta destes dois mandatos de Guilherme Pinto?, refere a vereadora doAmbiente.
Joana Felício lidera uma equipa que apostou nos programas comunitários.

“Tentámos encaixar cada uma das intervenções nas candidaturas”, atenta a autarca, elogiando o esforço dos concessionários que arcaram com a remodelação dos bares de praia. Alguns recorreram também aos apoios de Bruxelas.

Como na maioria das grandes obras, há dezenas de imbróglios para tratar: um bar de praia embargado, um empreiteiro que abandonou a construção de um parque de estacionamento, um casal de namorados que se zangou e desistiu da concessão, moradores que resistem a sair das casas construídas ilegalmente, concessionários com dificuldades de acesso ao crédito...

Resolvendo aqui e ali, a empreitada continua. Falta terminar o parque de estacionamento do Cabo do Mundo, dar um “lifting” nas instalações do grupo desportivo Aldeia Nova, requalificar a marginal até Angeiras (Via Atlântica) e avançar com a renovação da zona de trabalho da comunidade piscatória de Angeiras.

"Muita gente vem de fora para passear”

Ex-marinheiro, Alberto Gonçalves, 63 anos, terminou o percurso profissional em Leixões. E foi em Matosinhos que ficou para estar sempre perto do mar. Todos os dias percorre quilómetros no passadiço, do Obelisco da Memória até à praia do Funtão.

“Quando não havia fazia o mesmo percurso pelo meio do trânsito, mas não tem nada a ver”, conta o reformado, que enfrenta o vendaval de tronco nu e calções. Nem a chuva pára Alberto Gonçalves. “Ando todos os dias, se chover ponho um vestuário diferente”, diz, sorridente.

Satisfeito com “as melhorias na costa nos últimos anos”, sente-se cada vez mais incentivado a praticar exercício fisico. De dia e até de noite, se estiver calor. “Fica tudo iluminado, é muito bonito”, nota o morador que, aos fins-de-semana, encontra “muita gente de fora” do concelho.

“Vêm de carro, estacionam nos parques e vão passear”, relata. Antes de prosseguir a caminhada, Alberto Gonçalves pede para deixar uma sugestão: “Deviam ser criadas mais casas de banho”.

Também a passear, mas de bicicleta, junto à Praia do Aterro, andam Luís Jacob e Inês Ramos. Sempre que podem, optam pela ciclovia porque “os passadiços são apertados para as bicicletas”. Antes iam para o Parque da Cidade e para a Ribeira, no Porto, mas agora pedalam até ao Mindelo (Vila do Conde). Os dois amigos elogiam o percurso, mas lamentam os carros estacionados nas ciclovias e a falta de bebedouros.

Cruzam a “fronteira” para abater a barriga

Margarida e Humberto Ribeiro cruzam todos os dias, a pé, a “fronteira” entre Vila do Conde e Matosinhos. Vivem “do lado de lá”, mas quando decidem passear atravessam a ponte sobre o rio Onda, que separa os dois concelhos, e seguem para Sul, até à praia do Funtão.

“São quatro quilómetros para cada lado. Hoje já é a segunda vez que faço este percurso”, apressa-se a dizer Margarida, sorridente, encostando à direita para deixar passar outra bicicleta. Está pronta para mais uma caminhada na “passarele”, como costuma chamar ao passadiço. Não é modelo, nem quer ser, mas está apostada em abater uns quilos a mais que se concentraram na barriga.

A ponte de madeira que se ergue sobre o rio Onda e o passadiço que a liga às praias já somam quase uma década. Foram das primeiras intervenções do género na orla costeira de Matosinhos.
“Foi uma grande coisa que fizeram, mas é bom que não deixem estragar. Nas zonas mais antigas do passadiço já se vêm umas tábuas partidas”, aponta Humberto Ribeiro.

Transmontano, criado em Luanda, é ao sol que se sente bem. “Adoro o calor, as pessoas saem para a rua com outra cara”, diz. Ao fim-de-semana, também caminham ao longo da costa, mas há que ter cuidado com os obstáculos. “Ui, aos sábados e domingos isto mais parece uma romaria. Vêm correr, andar, passear de bicicletas, com carrinhos de bebé, olhe dá para tudo”.

in JN - 21/06/2010

 


 

«O Amor é Mágico» representa o universo positivo do disco


A pensar num Verão positivo, os Expensive Soul voltam com uma «Utopia» muito pessoal. O duo da Leça da Plameira, constituído por Demo e New Max, diz mesmo que o registo é «o caminho da felicidade».

«O Amor é Mágico» é o single de apresentação que bem representa a linha deste disco. A remeter para os anos 60, 70 e 80 do Funk Soul e para o universo Motown, «Utopia» apresenta-se como um conjunto de amor, magia e coragem:

«É um mundo que se calhar recriamos e que gostávamos que foss... é super bem disposto», avançou Demo. Já New Max alega também que a fase pela qual o duo está a passar actualmente reflecte-se nas canções.

Muito pesquisa. Foi algo essencial para concluir o álbum produzido por New Max e assinado pela New Max Recordings o que lhes deu um estatuto independente. Sem a ajuda de grandes editoras, apresentam-se agora numa nova fase:

«O primeiro disco foi uma coisa...não estávamos preparados para o que é a música cá em Portugal; o segundo já sabíamos mais alguma coisa e neste terceiro já estávamos mais à vontade».

«Utopia», uma edição de autor, já chegou às lojas. A dupla assegura que neste sonho cabe um processo de aprendizagem e amadurecimento que estará também presente no palco. Nas palavras de Demo, é um disco com «um grande power».

Ver vídeo entrevista


in Musica IOL 14/06/2010

 


 

Portaria publicada esta semana

Governo vai isentar troços significativos das Scut do pagamento de portagens

O Governo deverá isentar de portagens troços significativos das auto-estradas sem custos para o utilizador, as chamadas Scut. A portaria que estabelece os percursos que irão ter pagamento será, em princípio, publicada em Diário da República ainda esta semana, para que o novo regime de cobrança possa entrar em vigor a 1 de Julho.


São três as auto-estradas até agora gratuitas e que irão passar a ser portajadas: Grande Porto (Matosinhos-Lousada), Norte Litoral (Matosinhos-Caminha) e Costa de Prata (Gaia-Aveiro). Segundo apurou o PÚBLICO, no caso da Costa de Prata, apenas haverá lugar a pagamento no troço entre Esmoriz e Aveiro e, no caso da Norte Litoral, a cobrança incidirá apenas na ligação entre Matosinhos e Esposende, ficando de fora o percurso até Viana. No Grande Porto, as incógnitas ainda não estão esclarecidas.

A portaria vai definir também as taxas de portagem a cobrar, sabendo-se desde já que terão como referência aquela que é cobrada em toda a rede de auto-estradas actualmente concessionada. Esse valor é de 0,06671 euros, acrescidos de IVA (total de 8 cêntimos), para os veículos de Classe 1. A relação entre o valor das tarifas de portagem das classes 2, 3 e 4 e a tarifa da classe 1, a definir pelo Ministério das Obras Públicas, não pode ser superior a, respectivamente, 1,75, 2,25 e 2,5.

O Governo garante que a cobrança passará a ser feita a 1 de Julho, apesar de ainda estarem por afinar muitos detalhes para a sua concretização; mas, alheio a protestos de autarcas e de comissões de utentes, o Executivo vai pedindo "calma", garantindo que tudo vai ser esclarecido a seu tempo.

A cobrança vai ser efectuada por via electrónica, com recurso a postos de controlo que já foram instalados ao longo das estradas a portajar - 22 pórticos ao longo da Costa de Prata e 26 no Grande Porto; não foi possível apurar o número de pórticos ao longo da Norte Litoral. Pela sua disposição na via e pelas declarações públicas que já foram feitas pelo Governo e por autarcas, é possível perceber que troços estarão isentos de portagem.

Por exemplo, ao longo da A28, a auto-estrada que liga Porto a Caminha - concessionada à Euroscut -, só haverá lugar a cobrança de portagens entre o nó de Esposende-Antas e o nó de Sendim, em Matosinhos. Todo o tráfego que circula desde a fronteira até Esposende não deverá pagar portagens. Macedo Vieira, o autarca da Póvoa de Varzim, também garantiu ter conseguido do Governo a promessa de que o tráfego que circule, por exemplo, entre Estela (Póvoa de Varzim) e Mindelo (Vila do Conde), estará isento de portagens.

Grande Porto aguarda

Na A29, concessão Costa de Prata operada pela Ascendi, do grupo Mota-Engil, a cobrança de portagens também não se vai aplicar na totalidade do percurso. Os cerca de 16 quilómetros entre o nó de Canelas (junto à A44) e o nó de Esmoriz não deverão receber portagens, uma vez que o perfil da via não corresponde aos requisitos de uma auto-estrada.

Em contrapartida, haverá cobrança de portagens naquele que se convencionou chamar de IP5/A25, entre o nó da Barra, em Aveiro, eo nó com a A1 (em Angeja), onde tem início uma outra Scut, também da Ascendi, a da Beira Litoral e Alta, cujo contrato de concessão também já foi alterado mas que, actualmente, ainda não está em condições de lhe ver aplicados "os critérios de utilizador-pagador".

Na Scut do Grande Porto (concessionada à Ascendi), os autarcas das regiões atravessadas têm expectativas de que haja também troços isentos.

in Publico 09/06/2010

 


 

Marginal vai ter equipamentos novos


Oito anos após ter sido inaugurada, a marginal de Matosinhos vai ter equipamentos de apoio definitivos. Todos os pré-fabricados, onde funcionam bares, vão ser retirados para serem substituídos por três restaurantes-bares.

De todos os estabelecimentos existentes, apenas ficará o "Lais de Guia". Prevê-se que a intervenção fique concluída a tempo da época balnear do próximo ano.

"Durante demasiado tempo, as estruturas de apoio à praia foram provisórias", admitiu, ontem, o presidente da Câmara de Matosinhos, Guilherme Pinto, no final de uma reunião do Executivo.

Na sessão, ficou aprovado, assim, solicitar ao arquitecto Souto Moura que reformule o seu projecto da marginal, no sentido de alterar os equipamentos de apoio que tinha previsto como sendo mais vocacionados para a promoção turística da cidade.

"A Câmara entendeu que devia privilegiar as condições de apoio à praia. Temos a perspectiva de que as praias de Matosinhos são para serem usadas durante todo o ano. Por isso, vamos criar condições para que a praia de Matosinhos passe a ter também equipamentos de apoio de qualidade", referiu Guilherme Pinto.

O primeiro a ser construído, a partir do final do Verão, será um restaurante-bar, que se chamará "Vagas Bar". Irá substituir "o conjunto de instalações abarracadas" mais próximas da rotunda da Anémona. Está previsto igualmente um equipamento de apoio, da autoria de Souto Moura, junto ao Monumento ao Pescador e outro a meio da praia de Matosinhos. Segundo o presidente da Câmara, os três novos equipamentos estarão concluídos até à abertura da época balnear do próximo ano.

Guilherme Pinto crê que o projecto ontem aprovado vai "acabar por viabilizar a renovação completa dos bares da praia de Matosinhos", encerrando assim a reformulação da Marginal, inaugurada em Setembro de 2002.

in JN 08/06/2010

 

 


 

Efacec já obrigou a cortar o trânsito 35 vezes na Via Norte


Desde o início do ano, as cargas e descargas nas instalações da Efacec já obrigaram a cortar o trânsito na Via Norte (N14), pelo menos, 35 vezes.

Para ultrapassar o problema, a Estradas de Portugal vai criar um acesso específico para a empresa. A obra deverá começar no final do mês.

Para muitos condutores, os cortes de trânsito na Via Norte, na zona de Matosinhos, já se tornaram um cenário comum. Só este ano, as autoridades foram chamadas a cortar a estrada, na zona de acesso à Efacec, mais de três dezenas de vezes.

De cada vez que os veículos especiais de transporte de materiais de grandes dimensões entram ou saem das instalações da empresa rumo ao porto de Leixões é necessário deslocar um rail e interromper a circulação viária, por questões de segurança, durante as manobras, sendo normalmente escolhido o período nocturno.

Novo acesso custa 1,5 milhões

A empresa, líder mundial na produção de grandes transformadores que vende para unidades produtoras de energia, levantou o problema. Então, Estradas de Portugal decidiu avançar com uma obra de alargamento da via, num troço que se estende por aproximadamente 1,2 quilómetros. O projecto de reconfiguração do acesso à Efacec, que representa um investimento global de 1,5 mihões de euros, prevê a deslocação da estrada em cerca de dez metros para Nascente.

O desenho foi apresentado em Setembro do ano passado pelo secretário de Estado das Obras Públicas, Paulo Campos, e a adjudicação da obra anunciada para o início deste ano.

De acordo com o presidente da Câmara de Matosinhos, Guilherme Pinto, que esteve reunido esta semana com representantes da Estradas de Portugal, a empreitada deverá avançar no terreno no final do mês.

O prazo de execução previsto para os trabalhos é de um ano. "É uma obra importante para resolver os constrangimentos de trânsito naquela zona", sublinhou, ao JN, Guilherme Pinto.


in JN 06/06/2010

 


 

Petrogal ainda não cumpriu acordo de 2007


Ligação directa da refinaria à A28, para tirarcamiões da malha viária local, já leva dois anos de atraso.

Continua por cumprir o protocolo assinado há quase três anos entre a Petrogal e a Câmara de Matosinhos para diminuir os impactos da refinaria de Leça da Palmeira. A construção da via de ligação directa entre a Petrogal e a A28 já leva mais de dois anos de atraso.

A Câmara estima que o concurso público seja lançado até ao final do ano. Enquanto isso, continuam a circular centenas de camiões na malha viária local.

De acordo com a Autarquia, neste momento estão a ser feitas as expropriações dos terrenos por onde a estrada vai passar. "O projecto de arquitectura está a ser concluído pela Câmara. O projecto de engenharia é da Petrogal", referiu Guilherme Pinto. O presidente da Câmara espera que tudo fique pronto "o mais rapidamente possível".

Foi em Setembro de 2007 que a Autarquia e a Petrogal assinaram um protocolo para a realização de um conjunto de investimentos, na ordem dos 100 milhões de euros, para diminuir os impactos da refinaria no concelho.

O acordo incluía obras, algumas já realizadas, como a ampliação da bacia de tempestade - para impedir que as águas pluviais do complexo petrolífero transbordassem para as praias-, outras para evitar descargas poluentes e a construção de uma via de ligação directa à A28 para tirar os camiões cisterna das ruas de Leça da Palmeira e Perafita. Os investimentos anunciados eram para realizar entre 2007 e 2010.

Porém, a concretização da estrada teima em não arrancar. Já em Abril do ano passado, em resposta a uma moradora que se queixava do barulho dos camiões, Guilherme Pinto admitiu que a ligação já levava um ano de atraso.

Poucos meses depois, em Junho, o projecto da via foi apresentado ao Executivo. A nova estrada deverá ligar a refinaria à A28 na zona do nó do Freixieiro. Terá uma via central dedicada exclusivamente aos camiões, mas incluirá duas faixas de circulação em cada sentido para o restante tráfego, nomeadamente no troço da Rua de D. Marcos da Cruz.

Alargamento ainda sem data

Também o alargamento do IC1/A28, entre Leça da Palmeira e a rotunda da AEP, apresentado em Setembro de 2009 pelo então secretário de Estado das Obras Públicas, Paulo Campos, está atrasado e sem data para avançar. O arranque da obra, orçada em 28 milhões de euros, foi anunciado para o início deste ano, mas o projecto ainda nem está concluído.

Para o novo troço, com cerca de 2,5 quilómetros, prevê-se o alargamento de duas para três faixas de rodagem, novos acessos à feira da Senhora da Hora, e àquela freguesia, ao Hospital Pedro Hispano, ao Pavilhão de Congressos e às praias. Segundo apurámos, a obra está atrasada devido a um problema institucional entre projectista e Estradas de Portugal.


in JN - 05/06/2010

 


 

PJ espera autópsia de italiano


Aluno de Design vinha de festas


O estudante italiano do curso de Design, em Matosinhos, esteve em duas festas antes de ser encontrado, anteontem, morto e a sangrar da cabeça numa rua do Porto. A PJ está a investigar e espera pelo resultado da autópsia para saber a causa da morte.

Em causa está a averiguação sobre uma possível pancada por algum objecto contundente sofrida no crânio que possa indiciar um homicídio. As autoridades estão a ouvir pessoas próximas da vítima, mas ninguém sabe ao certo como o corpo de Andrea Cicconi, 25 anos, foi parar, descalço, à Rua António Patrício, nas proximidades do bairro de Bessa Leite, onde residia.

A Polícia Judiciária não arrisca, para já, uma tese para explicar a morte, nem tem elementos concretos que apontem para crime, embora seja uma hipótese em aberto. Está a tentar reconstituir os últimos passos do estudante, que, na noite de anteontem, teria estado em duas festas.

Andrea, conhecido por "Ciky", frequentava o primeiro ano do curso de Design da Escola Superior de Artes e Design (ESAD) de Matosinhos. Alunos contactados pelo JN disseram ter sido apanhados de surpresa. "Só o conhecia de vista", disseram alguns. Oficialmente, a ESAD manifestou solidariedade com familiares, amigos, professores e colegas do jovem, num "momento difícil e inesperado", tendo disponibilizado apoio aos pais através do consulado de Itália no Porto, "que está a acompanhar a família em todo o processo".

Fonte consular adiantou que, antes da passagem pela ESAD, "Ciky" tinha estudado Economia na Universidade do Minho, em Braga, no âmbito do programa Erasmus, mas não chegou a concluir o curso. É descrito como um "jovem bom e com muitos amigos". "Estava apaixonado por Portugal e desejava continuar por cá", sublinhou a mesma fonte.

"Nunca pensei que lhe fosse acontecer uma coisa destas em Portugal...", desabafou, abalado, um familiar, evitando pronunciar-se mais. Após a autópsia, o corpo será trasladado para Itália.

In JN 02/06/2010


 

Jovem violada em Matosinhos a caminho do trabalho


Uma mulher de 25 anos foi violada, esta segunda-feira ao final da tarde, perto do Mar Shopping, em Matosinhos. A jovem dirigia-se para o emprego quando foi surpreendida pelas costas, junto ao parque de estacionamento.

O agressor tapou-lhe a boca com um pano e a vítima desmaiou. Acordando dentro de uma viatura, estacionada numa zona erma, perto do centro comercial, onde foi violada, conta o Correio da Manhã, que dá a notícia.


In A Bola 01/06/2010