Espaço
nocturno para miúdos que permite aos pais namorar
A
Ludoteca Nocturna só abre à sexta e ao sábado
à noite, das 20.00 às 24.00. É um sucesso
junto dos mais novos, que exigem aos pais que vão
sair para irem ter com os amigos
Lá
por casa, a noite de quinta-feira já é de
inquietação. Mas a partir de sexta ninguém
segura o Daniel, o Tiago, a Joana e o Vasco. O Daniel nem
esconde a estratégia: "Insisto muito até
a minha mãe dizer que sim." Aos dez anos, com
os três irmãos, encontrou o sítio ideal
para as noites de sexta e sábado: a Ludoteca Nocturna
de Matosinhos.
O
espaço, gratuito, abriu em Setembro de 2009 e é
já um sucesso, segundo o presidente da Junta de Freguesia
de Matosinhos, responsável pela ludoteca. "Temos
20 a 30 miúdos por noite, com idades entre os seis
meses e os dez anos, e muitos já são fixos",
diz António Parada, que refere que são os
miúdos que fazem pressão para ir. "Fazem
novos amigos e são eles que provocam os pais para
virem para cá", adianta o autarca.
Coisas
para fazer na ludoteca não faltam. "Jogo à
bola, computador, faço desenhos", conta o Daniel.
Desenhos que lhe vêm à cabeça, esclarece.
Já o Tiago, oito anos, gosta é de jogar futebol.
"Muito. Queria ser jogador de futebol", diz, algo
envergonhado, mas com um sorriso a espreitar nos lábios.
Mais traquina, o Vasco, cinco anos, desafia para jogar xadrez
enquanto garante que gosta muito da ludoteca.
Para
tomar conta das crianças, a junta contratou uma psicopedagoga,
uma educadora de infância e duas enfermeiras. Além
de ter de prevenção um médico que é
chamado caso seja necessário.
"Já
há quase um sentimento de família", conta
Joana Magalhães, psicopedagoga. Que recorda que no
caso dos gémeos Duarte e Beatriz "foi aqui que
começaram a andar". O objectivo é proporcionar
aos miúdos tempos de brincadeira. Mas Joana lembra
que, por vezes, "também é preciso pô-los
de castigo. Ficam sentados na cadeira, virados para a parede,
que é o pior que lhes podemos fazer". Os pais,
frisa, são sempre informados dos castigos e, diz,
"até apoiam".
Durante
a noite, os miúdos têm direito a um suplemento
alimentício. "Não podemos dar uma refeição,
porque não temos verbas para isso, mas damos uma
papa, uns iogurtes", conta António Parada. "Os
suplementos, as fraldas e outros materiais são oferecidos
por empresas como a Milupa, a Chicco, a Tena ou a Danone,
que têm sido parceiros fundamentais no projecto",
frisa o autarca, destacando ainda o apoio do Jumbo de Matosinhos
no fornecimento de equipamento.
O
espaço, na Junta de Freguesia de Matosinhos, está
aberto à sexta e ao sábado, das 20.00 às
24.00.
In DN - 11/05/2010
Dia
da Europa:
Matosinhos acolhe comemorações durante três
dias
Matosinhos
"veste" as cores da Europa a partir de sexta feira
e até domingo, no âmbito das comemorações
do Dia da Europa, que contarão com a presença
do comissário europeu do Emprego, Assuntos Sociais
e Inclusão, László Andor.
As
comemorações centram-se no jardim Basílio
Teles, em frente à Câmara de Matosinhos, onde
já sexta feira arranca o "Evento Circo - Sabe
que a Europa social pode fazer por si?".
Trata-se
de um evento de animação, centrado numa tenda
inspirada e ilustrada por imagens de circo, no âmbito
do qual 23 organismos e programas europeus apresentarão
as suas ações no domínio educativo
e social.
In Expresso - 06/05/2010
Câmara
aumenta rendas
Medida
abrange mais de mil moradores dos bairros sociais
A Câmara de Matosinhos vai aumentar progressivamente
a renda, até ao limite máximo de 300 euros,
a mais de mil moradores dos bairros sociais. É que,
num recente levantamento, apurou-se que, pelos seus rendimentos,
poderiam pagar 500 euros por mês.
A
recolha da informação sobre os rendimentos
das famílias a viverem em habitação
social foi feita pela MatosinhosHabit entre os anos de 2007
e 2009, por se constatar que 2300 dos mais de quatro mil
inquilinos municipais nunca actualizaram os seus dados.
As conclusões foram entregues recentemente ao presidente
da Câmara de Matosinhos, Guilherme Pinto, que ficou
revoltado.
"Vivo
revoltado porque há muitas pessoas nas habitações
sociais que podiam pagar rendas de 500 euros e há
tanta gente que precisa de casas e não temos nada
para elas", disse Guilherme Pinto, na reunião
pública do Executivo de ontem, em que cinco munícipes
foram reclamar uma habitação. Ao JN, o autarca
adiantou que há 3200 pessoas em lista de espera.
É
que, nesse recente levantamento da MatosinhosHabit conclui-se
que 25% dos moradores dos bairros sociais (mais de mil),
aplicando-se uma taxa de esforço de 30% sobre os
seus rendimentos, podiam pagar 500 euros por mês.
Mas a renda técnica máxima que o Município
pode aplicar, de acordo com o custo da construção
das habitações, é de 300 euros.
Segundo
o presidente da Câmara, nessas situações
será feito um aumento progressivo da renda. Uma medida
que também abrange as 600 famílias que recusaram
actualizar os rendimentos.
Paralelamente,
a Autarquia também vai avançar com o despejos
de alguns incumpridores, que serão cerca de 500 no
total. No próximo mês, a Câmara vai processar
25 despejos, em vários empreendimentos do concelho.
in JN
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