Rapaz
esfaqueado no Norteshopping
Um
jovem de 17 anos foi agredido, ameaçado e esfaqueado
por dois jovens que não conhecia, ontem à
hora de almoço, no interior do Centro Comercial NorteShopping,
em Matosinhos.
Após
ter sido socorrido no posto médico do Centro Comercial,
António João Magalhães, que sofreu
um ferimento profundo do lado direito das costas, foi transportado
pelos bombeiros portuenses para o Hospital de São
João, no Porto, onde fez vários exames, acabando
por ficar em observação. Deverá ter
alta durante o dia de hoje.
Tudo
se passou perto de uma das portas de entrada do shopping,
numa altura em que António e o seu colega, Hugo Nunes,
estavam à espera de outro amigo para almoçar.
"Enquanto esperávamos, dois rapazes, mais ou
menos da nossa idade, passaram e olharam muito para nós
e, como é normal, também olhámos para
eles. Segundos depois voltaram e partiram logo para a porrada.
Deram um soco ao António e ele reagiu com outro murro",
explicou ao CM Hugo Nunes, que acrescentou: "quando
tentei reagir veio outro rapaz e agarrou-me. Depois só
já vi o António com muito sangue nas costas
e com as mãos no peito. Foi tudo muito rápido,
mas ele não perdeu os sentidos".
"A
facada foi tão profunda que quase chegou ao pulmão.
Ele não merecia isto", desabafou a mãe,
Maria Fernanda Magalhães, que não esconde
a revolta. "E agora quem é que se responsabiliza
por isto? Quero que apanhem o malandro", atirou.
A
PSP da Senhora da Hora foi chamada ao local e identificou
o jovem que agarrou o Hugo. Aquele referiu não conhecer
o agressor, que fugiu após a agressão.
in Correio da Manhã - 27/03/2010
Segunda
"banqueira" apanhada em oito dias
PSP
identificou mais uma mulher suspeita de esquema de empréstimosilegais
no concelho de Matosinhos. Apreendidos ouro e milhares de
euros
A PSP descobriu, em Matosinhos, mais um alegado negócio
de empréstimos ilegais de dinheiro liderado por uma
mulher. Desta vez, foi identificada uma empresária,
de 65 anos, a quem foram apreendidos ouro e 23 mil euros.
É a segunda arguida em oito dias.
O
caso que culminou, anteontem, com uma busca domiciliária
na zona de S. Mamede de Infesta, em Matosinhos, não
tem relação directa com o que, há oito
dias, implicou uma reformada, de 70 anos, residente noutra
freguesia do concelho. O único ponto em comum acaba
por ser o esquema adoptado, que consistia no empréstimo
de montantes em dinheiro a várias pessoas, mediante
garantias patrimoniais (como ouro e outros artigos de valor)
e a cobrança de juros "elevados", segundo
sublinha a Polícia.
A
visada mais recente foi uma mulher, que, segundo o JN apurou,
é proprietária de um café e de uma
pastelaria. Na residência, os elementos da 6.ª
Esquadra de Investigação Criminal da PSP apreenderam
mais de 23 mil euros em dinheiro, uma grande quantidade
de artigos em ouro, como anéis, pulseiras e colares,
e abundante documentação - designadamente
cheques, declarações de dívidas e extractos
de movimentos bancários - que será agora analisada
pelos investigadores. Foi também congelada à
mulher uma conta superior a 200 mil euros.
Abordada
pelo JN, a suspeita negou qualquer tipo de práticas
ilegais. "Não cometi nenhum crime, não
sei de nada, não tenho nada a ver com isso!",
reagiu, indignada e recusando prestar mais declarações.
Na vizinhança, ninguém se quis pronunciar,
alegando mesmo desconhecer o assunto.
Muita
clientela
A
alegada "banqueira" era bastante conhecida na
freguesia, até pela sua actividade no ramo da restauração,
e seria procurada por várias pessoas com dificuldades
financeiras, com quem firmava os negócios. A PSP
prossegue com as investigações, uma vez que
ainda não está totalmente esclarecido o número
de cidadãos que terá recorrido ao esquema.
A mulher foi constituída arguida e prestou termo
de identidade e residência.
No
passado dia 17, no âmbito de uma outra investigação,
a PSP já tinha identificado uma reformada, de 70
anos, que também se dedicaria a empréstimos
ilegais e que viu ser-lhe congelada uma conta de 350 mil
euros.
Fonte
policial admitiu, ao JN, que este tipo de práticas,
envolvendo elevados benefícios patrimoniais para
os protagonistas, pode estar a ganhar força devido
à crise que o país atravessa.
in JN 26/03/2010
”A
sua pena foi a perda da filha”, diz juíza ao
homem que matou filha
Tribunal
entende que arguido (condenado a 16 anos) agiu sob depressão
e sem planear crime
O estado depressivo na altura do crime e a falta de provas
de premeditação foram decisivos para atenuar
a pena aplicada ao homem que asfixiou a filha, de sete anos,
em Matosinhos. Tribunal condenou-o a 16 anos de prisão.
Ministério Público vai recorrer.
João
Cerqueira Pinto, de 46 anos, agiu num contexto de perturbação
emocional e de ideias suicidas. Estava "no fundo do
poço", na sequência de um divórcio
mal resolvido. Foi este o entendimento do colectivo de juízes
do Tribunal de Matosinhos, que acabou por não validar
a tese de que a morte foi planeada e obedeceu a uma estratégia
de vingança do indivíduo contra a ex-mulher,
mãe da menina.
"(...)
não existe nenhum facto que nos permita concluir
que o arguido matou a filha com frieza de ânimo, com
reflexão sobre os meios empregues, ou que tenha persistido
na intenção de a matar por mais de 24 horas",
refere o acórdão. Os magistrados acreditam
que a ideia de assassinar Maria João surgiu ao arguido
"momentos antes" e que a arma do crime (o cinto
de um roupão) foi "fruto da circunstância".
Relativamente
à acusação, o colectivo, presidido
por Amália Rocha, deu como assente que o homem alegou
uma viagem de trabalho para o Algarve para poder jantar
com a filha, em 28 de Maio de 2009. Foi buscá-la
à escola, deu-lhe o lanche, ajudou-a nos trabalhos
de casa e preparou-lhe o jantar, que acabaria por não
acontecer, no apartamento em S. Mamede de Infesta. Quando
estavam no sofá-cama, e pouco depois de a criança
o ter abraçado, João Pinto puxou o cinto do
roupão que a filha usava ao pescoço e asfixiou-a
"durante três a quatro minutos" apesar de
ela ter esperneado e tentando libertar-se.
A
motivação do homicídio ficou por esclarecer.
A juíza salientou a dificuldade em compreender "como
é que num momento de ternura e carinho, o arguido
conseguiu ultrapassar a barreira do afecto e fazer aquilo
que fez". Amália Rocha ressalvou, contudo, que
João Pinto atravessava um "período difícil"
desde o divórcio e que nunca teve o tratamento adequado.
Mesmo censurando a forma como o crime foi cometido e lembrando
que o réu foi dado como imputável, ou seja,
com consciência dos actos, a magistrada reiterou que
a "culpa deve ser atenuada". A confissão,
o arrependimento e a falta de antecedentes criminais também
foram tidos em conta.
"A
sua grande pena foi a perda da sua filha (...) é
a culpa que vai acarretar o resto da vida e o sentimento
de perda irreversível", afirmou a magistrada.
Ainda
na sala de audiências, o procurador do Ministério
Público - que tinha pedido pena máxima - anunciou
que irá recorrer da decisão para o Supremo
Tribunal de Justiça.
in
JN 26/03/2010
18
anos para líder de grupo que assaltou casa de Domingos
O
Tribunal de Matosinhos condenou hoje a 18 anos de prisão
o "patrão" do grupo de cinco arguidos que
em Janeiro de 2009 assaltou várias residências
em Matosinhos, incluindo a do treinador Domingos Paciência.
Os
restantes elementos foram condenados a penas de prisão
efectivas compreendidas entre os 12 e os 15 anos e todos
foram condenados a expulsão do território
nacional.
"De
modo geral resultaram provados todos os factos da acusação,
referentes a todas as situações" de assalto,
referiu a presidente do colectivo de juízes durante
a leitura do acórdão.
Os
fatos remontam a Janeiro de 2009 quando, e segundo a acusação
do Ministério Público, o grupo (auxiliado
por dois portugueses), assaltou um restaurante e seis casas
em Matosinhos, sequestrando os seus moradores e roubando
objectos de valor.
A
residência do treinador do SC Braga, Domingos Paciência
(na foto), foi assaltada a 22 de Janeiro de 2009, e daí
os arguidos levaram relógios de luxo no valor de
39 mil euros, além de computadores, dinheiro e bijutaria.
Os
assaltantes tentaram ainda abrir o cofre do treinador de
futebol, mas como não conseguiram, trancaram a mulher
e os três filhos, dentro de uma casa de banho, após
o que fugiram no automóvel de Paciência que
não se encontrava em casa.
O
tribunal deu como provado que os cinco arguidos "decidiram
em conjunto praticar roubos a casas e residências
em Leça da Palmeira", não aceitando a
tese inicial apresentada por quatro de que estavam completamente
manietados pelo líder Cássio de Souza que
os havia chamado para virem do Brasil para Portugal.
Considerou
ainda que os crimes eram planeados com algum rigor por todos
os arguidos e que, ainda que a indicação das
casas a assaltar fosse dada pelo "patrão",
todos iam fazer o reconhecimento do local.
Durante
os assaltos, os arguidos subtraíam sempre os automóveis
das habitações para poder transportar os objectos
roubados, mas depois deixavam-nos a poucos quilómetros
de distância.
Quanto
aos dois portugueses, o tribunal absolveu a arguida acusada
de cumplicidade nos roubos e tráfico de armas por
falta de provas. Condenou-a, contudo, ao pagamento de 1.500
euros por detenção de arma proibida.
Já
o segundo arguido português foi condenado a um ano
e dois meses de prisão suspensa por detenção
de estupefacientes.
No
final, a juíza salientou aos arguidos que "isto
não é o Brasil" e que estes "aterrorizaram"
os ofendidos "pelo seu comportamento".
"À
saída a mandatária do líder do grupo
admitiu recorrer do veredicto por considerar que existem
algumas contradições nos factos dados como
provados.
Os
arguidos, também condenados ao pagamento de mais
de 30 mil euros em indemnizações, só
poderão ser expulsos do país depois de cumprirem
metade da pena e após entendimento com o Tribunal
de Execução de Penas.
in
DN - 23/03/2010
Estrangulou filha por "vingança"
O Ministério Público não tem dúvidas de que o homem julgado por estrangular a filha, de sete anos, em Matosinhos, agiu com premeditação, num quadro de vingança contra a ex-mulher, mãe da menina. Procurador pediu condenação à pena máxima (25 anos).
Indiferença, insensibilidade, egoísmo, frieza, desprezo. Foram termos usados, ontem, pelo magistrado do Ministério Público (MP) para classificar a conduta de João Pinto, de 46 anos, no crime cometido num apartamento em S. Mamede de Infesta. "Não viu a Maria João como uma filha, mas como um veículo de vingança (...) Usou-a para ferir a mãe até ao fim da existência", sublinhou António Romão, num tom implacável que manteve ao longo dos 50 minutos de alegações finais.
O procurador considerou ter ficado claro que a génese do caso foi o divórcio mal aceite por João Pinto e os ciúmes "obsessivos" em relação à ex-mulher. Assim, o homicídio da criança foi uma consequência da "rejeição" sentida pelo indivíduo, que satisfez na filha, "presa fácil", "as necessidades narcisistas". Nesse contexto, António Romão ficou convicto de que o crime foi planeado.
No dia fatídico, em Maio de 2009, João Pinto inventou uma ida prolongada para o Algarve, onde iria trabalhar, para que a ex-mulher o deixasse jantar com Maria João. Depois de sufocar a menina no apartamento, com o cinto de um roupão, criou, segundo o representante do MP, um cenário definido como "encenação" para atingir a mãe da criança, que entretanto avisara da tragédia através de mensagens de telemóvel.
Um dos pormenores tidos em conta foi a escolha da música ("Tu Levaste a Minha Vida", de Tony Carreira) que o indivíduo pôs a tocar repetidamente na residência, onde a filha jazia. António Romão desvalorizou a confissão e o arrependimento do arguido, sublinhando que ele podia ter desistido dos seus intentos durante os quatro minutos em que a vítima tentou resistir à asfixia.
Segundo o magistrado, João Pinto deve ser condenado à pena máxima pelo crime de homicídio qualificado. "É essa a expectativa da sociedade", frisou, alertando para a "banalização dos homicídios" no nosso país e para o crescimento da criminalidade mais violenta.
A advogada de defesa, Sónia Campelo, pediu, por sua vez, uma atenuação da pena, alegando que não ficou provada a tese da premeditação. "Foi cometido um crime muito grave. Mas não por maldade ou vingança e sim por desespero", afirmou, enfatizando a "perturbação emocional e mental" de João Pinto na sequência do divórcio. No final da sessão, o arguido reiterou que está arrependido. A leitura da sentença ficou marcada para o próximo dia 18, no Tribunal de Matosinhos.
In JN 12/03/2010
Patrão de construção morre debaixo de viaduto
Família de Francisco Pereira está em estado de choque com a morte do empresário, colhido por viaduto que ruiu no IP4
Em pleno centro de Matosinhos, António Correia saía da Igreja do Senhor de Matosinhos quando foi interpelado pelo DN. "O único Francisco Pereira que conheço mora mesmo aqui na frente do santuário mas não pode ser ele a pessoa que morreu em Amarante esmagado pelo viaduto", afirmou. Mas Francisco Augusto Gomes Pereira, de 43 anos, foi mesmo a única vítima mortal do trágico acidente, que fez ainda oito feridos, todos trabalhadores da empresa de construção.
António Correia fez questão de nos levar a casa do homem que cresceu a brincar na rua. À porta da habitação antiga mas recuperada surge o cunhado da vítima. Os olhos avermelhado de José Vilas- -Boas confirmam a tragédia. "Soubemos da notícia às cinco da manhã, nem queríamos acreditar." A mulher e a filha estão recolhidas dentro de casa em estado de choque. Três vezes por semana Francisco Pereira deslocava-se a Murça, onde tinha uma empresa de distribuição de materiais de construção civil. Com um armazém também na Maia, o empresário fazia regularmente a viagem a Trás- -os-Montes ao volante do seu BMW preto. Quarta-feira à noite, o seu regresso a casa foi travado pela derrocada do viaduto em construção na empreitada de construção da A4, entre Amarante e Vila Real.
Eram 20.30. Na obra estavam 20 trabalhadores a proceder à betonagem da estrutura metálica quando o viaduto ruiu. Dez trabalhadores, com idades entre os 23 e os 50 anos, foram arrastados, mas só oito ficaram feridos, tendo sido assistidos no local pelo INEM e pelos Bombeiros de Amarante e mais tarde transportados para o Centro Hospitalar Tâmega e Sousa.
Foi aberto um inquérito e a obra está parada assim como a betonagem em todos os viadutos da A4. O ministro das Obras Públicas, António Mendonça, esteve no local. Em declarações à TSF, Rogério Alves, advogado, disse que os eventuais responsáveis apontados nos inquéritos podem ser condenados até cinco anos de cadeia se forem acusados de crime por negligência.
In DN - 12/03/2010
Vítima do acidente em Amarante residia em Matosinhos
A Infratúnel, a empresa responsável pela obra, vedou o perímetro do acidente aos jornalistas e ainda não avançou explicações sobre a queda do viaduto em construção, remetendo os media para um comunicado a emitir ainda hoje, quinta-feira.
No terreno, seis máquinas giratórias continuavam, a meio da manhã, a remover os escombros e o tenente Nuno Alves, do Destacamento de Trânsito da GNR, não avançou qualquer prognóstico quanto à altura em que o IP4 reabrirá ao trânsito.
"Será apenas quando estiverem reunidas todas as condições de segurança", disse, explicando que os desvios estão devidamente assinalados.
O tenente Nunes Alves corrigiu ainda a idade da única vítima mortal do acidente, adiantando que o homem tinha 43 anos e não 23, como inicialmente foi avançado.
A vítima mortal, residente na zona de Matosinhos, foi encontrado a meio da madrugada dentro de um automóvel, quando as equipas técnicas já estavam a remover os destroços.
A queda do viaduto em construção - uma estrutura que levaria 1300 toneladas de betão - causou ainda oito feridos ligeiros, que durante a madrugada tiveram alta hospitalar.
Contactado também hoje pela Lusa, o presidente do Sindicato da Construção de Portugal, Albano Ribeiro, defendeu "uma intervenção conjunta dos parceiros sociais" junto das pequenas empresas do setor, de forma a evitar acidentes de trabalho.
"As mortes na construção podem aumentar este ano, comparativamente ao ano passado devido ao volume de obras a decorrer", disse.
O sindicalista referiu que 77 por cento das mortes em acidentes de trabalho ocorridas em 2009 ocorreram em pequenas empresas de construção.
Albano Ribeiro disse ainda que, com a chegada da primavera, inevitavelmente o ritmo de obra acelera, sendo necessário adotar medidas de prevenção.
O presidente do sindicato escusou-se, contudo, a adiantar as propostas que podem evitar este tipo de acidentes, adiantando que reúne sexta feira com o presidente da Associação dos Industriais da Construção Civil e Obras Públicas (AICCOPN), Reis Ramos, a quem pretende entregar em primeira mão o conjunto de medidas.
In JN 11/03/2010
Taxista de Leça morreu na A3 ao voltar de um serviço
Acidente deu-se quando um Mercedes colidiu com traseira do táxi
Um taxista de Leça da Palmeira (Matosinhos) morreu, quinta-feira, vítima de um acidente na A3, na zona da Trofa. Tinha acabado de fazer um serviço e regressava a casa, quando um carro lhe bateu na traseira. Teve morte imediata. A família exige justiça.
Alberto Monteiro teria feito a última corrida no Ikea, em Leça da Palmeira, onde, pelas 10.30 horas de anteontem, foi visto por colegas a receber duas mulheres. A família diz que fora fazer um serviço a Santo Tirso. Tudo indica, por isso, que estaria de regresso a casa. O acidente ocorreu, cerca das 23.05 horas, ao quilómetro 10,4 da A3, no sentido Santo Tirso/ /Porto, na recta em frente às instalações da Bial, na Trofa.
Segundo uma fonte dos Bombeiros Voluntários de Santo Tirso, o táxi (um Mercedes), seguiria na via da direita e terá começado a desviar-se em direcção ao separador central, quando um carro (outro Mercedes) lhe bateu na traseira. Isso foi o que contou o condutor desse veículo, que não sofreu quaisquer ferimentos.
Alberto Monteiro não teve a mesma sorte. O embate foi extremamente violento, com os dois carros a ficarem praticamente destruídos. "A pancada foi tão forte que a parte traseira do carro ficou toda metida dentro", descreve, ao JN, um tio da vítima, António Monteiro, adiantando que o táxi ficou de tal ordem que teve de ser mandado para a sucata.
Vítima faleceu logo no local
Segundo esse familiar, Alberto ficou encarcerado no carro. "Partiu a espinha ao meio. Não teve hipótese. Morreu logo no local", lamenta António Monteiro.
Ao lado, um dos dois filhos da vítima, que estava a dormir quando às 2 horas lhe deram a má notícia, não consegue conter as lágrimas. Já o pai de Alberto repete vezes sem conta: "Mataram o meu filho". "Só queremos justiça. Esse bandido devia ir preso", reclama, por sua vez, António Monteiro.
No local do acidente estiveram quatro viaturas dos Voluntários de Santo Tirso, com um carro de desencarceramento, 12 homens, e a Viatura Médica de Famalicão. O choque não obrigou ao corte da circulação na A3. Os trabalhos de limpeza do pavimento e remoção dos automóveis ficaram concluídos cerca das 2 horas de ontem.
In JN - 2010-03-06
Menor foi transportado ao hospital de S. João, Porto, mas teve alta pouco tempo depois
Bebé de 11 meses ferido em acidente
Um bebé de 11 meses ficou ferido na sequência de um choque entre dois carros, ontem, na avenida da República, em Matosinhos. A vítima tinha um ferimento ligeiro na cabeça e foi transportada às Urgências do hospital S. João, Porto, mas pouco depois teve alta.
Ao que o CM apurou, depois do acidente, o menino, de nome Martin, reagiu "calmamente". "Está muito tranquilo, não vomitou e nem estava sonolento sequer", disse ao CM fonte dos bombeiros de Leixões. O acidente, que ocorreu num cruzamento com semáforos, foi motivado pelo incumprimento de uma das viaturas.
O condutor de um Volkswagen Polo acabou por embater numa carrinha Rover em que seguia o bebé. O choque deu-se mesmo na parte traseira da viatura em que o menor se encontrava.
"O que valeu foi que o menino ia bem sentado numa cadeirinha própria, senão o resultado podia ser pior", disse um bombeiro.
In Correio da Manhã - 07/03/2010
Câmara
obrigada a devolver 418 mil euros a Bruxelas
Comissão
Europeia recusa ajuste directo a Souto Moura para criar
apoios de praia
A Câmara de Matosinhos foi obrigada a devolver à
Europa 418 mil euros de financiamento para as obras do Polis.
A Comissão Europeia rejeitou o ajuste directo feito
ao arquitecto Souto Moura para adaptar um projecto de apoios
de praia, que nunca foram concretizados.
A
auditoria da Comissão Europeia encontrou dois erros
no financiamento do Polis em Matosinhos e exigiu a respectiva
correcção financeira. A transferência
de 418 113,92 euros terá sido feita esta semana para
a Comissão de Coordenação e Desenvolvimento
da Região Norte. Ao JN, o presidente da Câmara,
Guilherme Pinto, lamentou o erro de gestão da sociedade
Polis e afirmou que não havia outro remédio
se não pagar.
O
primeiro erro apontado, como pode ler-se na proposta que
a apreciar depois de amanhã pelo Executivo, é
um ajuste directo de um contrato de prestação
de serviços celebrado com a firma "Souto Moura
Arquitectos" para rever a adaptação dos
projectos de execução dos equipamentos e apoios
de praia. Tais estruturas nunca chegaram a ser concretizadas
(ler caixa ao lado). Ou seja, o Município pagou os
projectos adaptados com verbas comunitárias, mas
não avançou com a obra.
A
Câmara justificou o ajuste directo com base num contrato
anterior adjudicado à empresa de Souto Moura para
os estudos preliminares dos equipamentos e apoios de praia.
"Devido à necessidade de adaptar e rever os
projectos para a execução destes equipamentos,
o ajuste directo é justificado a fim de proteger
os direitos de autor do arquitecto", justificou a Autarquia
em 2007.
A
Comissão Europeia não aceitou o argumento,
alegando que não foram apresentadas provas que mostrassem
que o contrato inicial incluia uma cláusula de protecção
dos direitos de autor sobre o projecto. A Câmara contra-argumentou,
em Janeiro de 2009, com base na legislação
nacional sobre os direitos de autor, mas a Comissão
concluiu que o procedimento constitui um incumprimento da
directiva 92/50/CEE. "A mera existência de direitos
de autor em si não justifica a contratação
por ajuste directo", refere a Comissão Europeia,
exigindo uma correcção financeira de 100%
da despesa do FEDER para aquele contrato, correspondente
a mais de 335 mil euros.
O
segundo erro detectado pela Comissão é o ajuste
directo de trabalhos adicionais na renovação
da marginal de Matosinhos. O Município diz que os
trabalhos a mais se deveram "a circunstâncias
imprevistas", como as condições do solo,
que foram verificadas após a abertura do concurso
público para o contrato de obras inicial".
A
Comissão entendeu que o Câmara deveria ter
feito os estudos geológicos e geotécnicos
antes de abrir o concurso, para evitar que surgissem os
imprevistos. Apesar de inicialmente a Comissão exigir
a restituição de 100% do financiamento (330
mil euros), a Direcção-Geral da Política
Regional reduziu a correcção para 25% (82660
euros), dado que o valor dos trabalhos adicionais não
excede a directiva europeia, nem 50% do valor do contrato
original.
in JN - 28/02/2010
|