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FOI NOTÍCIA EM: JULHO | AGOSTO | SETEMBRO | OUTUBRO
 


Doze cidades portuguesas aderem a iniciativa
para acabar com a pena de morte


Doze cidades portuguesas vão aderir amanhã à iniciativa da Amnistia Internacional (AI) que tem como objectivo chamar a atenção para a importância da abolição da pena da morte.


Coruche, Figueira da Foz, Lajes do Pico, Tavira, Torres Vedras, Santarém, Moita, Nelas, Paredes, Matosinhos, Odivelas e Setúbal são as cidades que vão iluminar um pelourinho ou outro monumento de igual importância simbólica no âmbito da iniciativa “Cidades para a vida – Cidades contra a pena de morte” da AI.

Pedro Kupenski, da AI, disse à Agência Lusa que o objectivo é “deixar claro que a pena de morte é um sinal do passado”, apesar de reconhecer que ainda “há um longo caminho a percorrer até que seja abolida de forma definitiva”.

“Portugal foi dos primeiros países a abolir a pena de morte no mundo e, como tal, tem responsabilidades acrescidas”, afirmou, sublinhando que a participação das cidades portuguesas é importante para transmitir “uma mensagem inequívoca de que a aplicação da pena de morte deve ser abandonada”.

Execuções têm diminuído

Segundo Pedro Kupenski, o número de execuções tem vindo a diminuir no mundo, assim como tem aumentado o número de países que estão no caminho da abolição da pena de morte.

No entanto, lamentou que haja países que estão a utilizar a pena de morte como punição para crimes aos quais tradicionalmente não se aplicava.

De acordo com o último relatório da AI, pelo menos 2390 pessoas foram executadas em 25 países e pelo menos 8864 foram condenados à morte em 52 estados em 2008.

O relatório da AI “Condenações à morte e execuções em 2008” refere também que 72 por cento das 2390 execuções foram na China. O único país na Europa que ainda aplica a pena de morte é a Bielorrússia.

“Cidades para a vida – Cidades contra a pena de morte” é uma iniciativa mundial que nasceu em 2002 pela mão da Comunidade de Santo Egídio e que a Amnistia Internacional tem vindo a apoiar. Na primeira edição aderiram mais de 80 cidades em todo o mundo, mas no ano passado já eram quase mil.


in Publico 29/11/09

 


 

Hospital obrigado a devolver dinheiro
a mais de 800 utentes

Entidade Reguladora considera ilegal cobrança de exames feita pelo hospital de Matosinhos

A Unidade Local de Saúde de Matosinhos (ULSM) vai ter que devolver a 815 doentes o dinheiro que, durante ano e meio, cobrou ilegalmente pelos resultados de exames. A administração decidiu informatizar os processos clínicos e, em vez de papel, passou a usar suporte digital. Mas obrigou os doentes a arcar com o custo da evolução tecnológica - sempre que levantavam uma TAC, ecografia ou raio-X, eram obrigados a pagar cinco euros por uma cópia em cd. A Entidade Reguladora da Saúde (ERS) considera que esta cobrança é ilegal e obrigou agora a unidade a repor o dinheiro.

A ERS entende que se trata de "uma violação das regras de acesso aos cuidados de saúde", porque são "tendencialmente gratuitos". Apenas podem ser cobradas taxas moderadoras e qualquer outro pagamento viola a Constituição.

A deliberação surge após a reguladora ter recebido uma queixa da Ordem dos Médicos, acusando a ULSM (que integra o Hospital Pedro Hispano e os centros de saúde da região) de irregularidades na marcação de exames e meios de diagnóstico. Para rentabilizar os equipamentos do Pedro Hispano, a administração deu ordem aos médicos de família dos centros de saúde para encaminharem todos os exames para o hospital, em vez de recorrer às clínicas convencionadas. Mas, sem capacidade para os pedidos, os tempos de espera dispararam.

Após abrir a investigação, no início deste ano, a ERS percebeu que os doentes estavam a ser atendidos com vários meses de atraso comparativamente com o que aconteceria se fossem encaminhados para as clínicas que têm acordos com o Estado.E obrigou o hospital a pôr fim a esta prática. Nos últimos meses, o hospital tem vindo a reduzir os tempos de espera. Mas no TAC cervical e no abdomino-pélvico, no TAC Osteoarticular, nas densitometrias e nas mamografias, estes continuam muito superiores aos dos convencionados. Por exemplo, uma mamografia conseguida no próprio dia numa clínica demorava cinco meses no hospital e outro mês para a entrega dos resultados.

O presidente da ERS, Álvaro Almeida, explica que o problema não é a centralização dos exames, mas a capacidade de resposta. Neste caso, "traduziu-se numa dificuldade de acesso dos utentes". Por isso, a ERS ordenou que, "se não tem capacidade de resposta, terá de recorrer aos convencionados". Álvaro Almeida refere que já chegaram à reguladora outras queixas, mas sem que se tivesse encontrado um prejuízo efectivo para os doentes. Por isso, esta decisão é inédita.

Questionado pelo i, o presidente do conselho de administração, Torcato Santos, esclarece que, em relação aos pagamentos pelos exames, já foi dada ordem para o dinheiro começar a ser devolvido, acrescentando que esta cobrança já tinha sido revogada quando a actual equipa de gestores tomou posse, em Novembro do ano passado, por se entender que "os doentes têm direito a uma cópia dos exames". Quanto aos exames, admite que houve atrasos na imagiologia, mas diz que a situação será resolvida a médio prazo, com a compra de mais um TAC. Torcato Santos adianta ainda que a ERS estabeleceu como prazo máximo quatro semanas (incluindo 15 dias para a entrega dos resultados) e o Hospital está neste momento a praticar seis semanas. "Se o exame for de rotina e para apresentar apenas na consulta seguinte, é feito aqui. Caso o médico entenda que é urgente, então encaminhamos para os convencionados", refere o responsável da ULSM.

 


Um ano de aulas em pré-fabricados


Os alunos da EB 2,3 de Matosinhos vão ter um ano de aulas em pré-fabricados, enquanto decorrem as obras de construção da nova escola.

O concurso para o aluguer das instalações provisórias vai ser lançado, em breve, pela Câmara Municipal.

A proposta para a abertura do procedimento público será analisada na reunião do Executivo marcada para depois de amanhã. A Autarquia estabeleceu um preço-base de 205 mil euros para o aluguer dos pré-fabricados que acolherão os alunos, no período em que decorrerem mas obras da nova escola (entre Fevereiro de 2010 e Março de 2011). Os contentores serão colocados junto ao actual estabelecimento de ensino. Além das aulas, as instalações provisórias deverão acolher as demais actividades lectivas.

A Câmara pretende transformar a EB 2/3 de Matosinhos numa escola básica integrada com jardim-de-infância, concentrando o pré-escolar e os 1º, 2º e 3º ciclos.

Conforme noticiou o JN no início deste ano, também em Leça da Palmeira surgirá uma escola semelhante. Os dois projectos têm um custo de 15 milhões de euros.

A futura escola básica integrada de Matosinhos, com capacidade para acolher 1200 alunos, deverá ter 57 salas de aula, quatro laboratórios, biblioteca, refeitório, ginário e auditório com 150 lugares.

O novo edifício, da autoria do arquitecto Telmo Castro, terá três pisos com pátios envidraçados e espaços verdes internos que permitirão ligar as diversas áreas. Aliás, os alunos não deverão ter de atravessar nenhuma zona exterior das instalações nas deslocações mais frequentes.

O piso superior deverá destinar-se às salas de aula dos 2º e 3º ciclos, sendo que no rés-do-chão estarão algumas salas temáticas, o 1º ciclo e o jardim-de-infância.

"No piso inferior, em contacto directo com o recreio exterior, ficarão o refeitório, o polivalente e o auditório", refere a memória descritiva, também já noticiada pelo JN.


JN - 22/11/2009

 



Autarcas querem saber intenção do Governo
sobre SCUT's


Os autarcas de Viana do Castelo, Vila do Conde, Esposende, Póvoa de Varzim e Matosinhos querem saber quais são afinal as intenções do Governo sobre o futuro das SCUT's, as auto-estradas sem custos para os utilizadores. Em causa, a A28 que atravessa os cinco concelhos.

No final da semana passada, os presidentes de Câmara de Viana do Castelo, Vila do Conde, Esposente, Póvoa do Varzim e Matosinhos estiveram reunidos e decidiram pedir uma audiência ao novo ministro das Obras Públicas.

O autarca de Viana do Castelo explica à TSF que pretende dizer ao ministro que não há alternativa à A28. José Maria Costa realça que as outras estradas são muito más, com «imensos estrangulamentos na via, rotundas, semáforos e passadeiras».

«Nesta altura de crise internacional, em que esta região está a ser atingida pelo desemprego e diminuição do poder de compra, temos que ter iniciativas que possam diferenciar positivamente estas populações e os empresários», argumenta José Maria Costa.


in TSF - 23/11/2009


 

Bruxelas investiga apoios estatais à Galp


Ajuda totaliza 160 milhões e visa modernizar refinarias de Sines e de Matosinhos. Petrolífera diz que investigação é "normal"


A Galp considera "normal" a investigação aprofundada, aberta ontem pela Comissão Europeia, à ajuda de 160 milhões de euros concedida pelo Estado à Petrogal para modernizar as refinarias de Sines e Matosinhos.

Segundo fonte oficial da empresa, "sendo este o maior projecto industrial alguma vez feito em Portugal, é normal que a União Europeia queira verificar se todas as regras estão a ser cumpridas, nomeadamente a nível dos apoios estatais".

O Executivo comunitário anunciou que a investigação se refere a um auxílio ad hoc concedido pelo Governo no quadro dos projectos da Galp Energia contratados em 2008, que já arrancaram e que ascendem a 1059 milhões de euros.

A Comissão tem dúvidas sobre a compatibilidade do auxílio com as regras de ajudas estatais, em particular quanto ao efeito incentivador da ajuda e à elevada quota de mercado da empresa no mercado nacional e diz que a investigação visa apurar se, na falta desse auxílio, o investimento não se faria, ou se se faria noutro local.

Bruxelas quer ainda clarificar questões relacionadas com a definição do produto de mercado e de ordem geográfica, como se a ajuda contribui para alcançar os objectivos de desenvolvimento regional.


DNEconomia - 20/11/2009

 


Candidataram-se em listas concorrentes nas autárquicas

PS, PSD e CDS avançam com expulsão de militantes


PS, PSD e CDS estão a desencadear processos de expulsão de militantes que, nas últimas autárquicas, se candidataram em listas concorrentes às dos seus próprios partidos. No PS-Porto fala-se de mais de uma centena, no PSD é em Viana do Castelo que se conhecem três dezenas de casos e no CDS há dois processos reportados: Amadora e Miranda do Douro.


A questão é delicada e por isso os partidos, à excepção do CDS, evitam revelar quantos processos estão em curso. Só no PCP e no BE não são conhecidos quaisquer processos em curso.

Apesar de não haver números oficiais, o PS parece ser o partido de cujas fileiras mais militantes saíram para protagonizar candidaturas independentes. Só no Porto são referidos mais de uma centena de casos - o mais conhecido é o de Narciso Miranda -, mas o presidente da Comissão Nacional de Fiscalização, António Ramos Preto, praticamente não fala do assunto. Contactado pelo PÚBLICO, reafirma que oficialmente ainda não deu entrada nenhum processo na comissão a que preside e insiste na máxima de que "no PS ninguém é expulso por delito de opinião, mas apenas por violar os estatutos".

Quanto ao números de casos que as respectivas distritais estão a preparar, nem uma palavra. Ramos Preto ressalva, todavia, que, à medida que os processos lhe forem chegando, os militantes serão notificados para se defender. Se não concordarem com a sanção, podem recorrer para o Tribunal Constitucional. Narciso Miranda, um histórico militante do PS que este ano se candidatou como independente à Câmara de Matosinhos, já veio dizer que avançará para o Constitucional caso discorde da sanção que o partido lhe vier a decretar.

"Vida interna do partido"

Também o presidente do Conselho de Jurisdição Nacional do PSD, Nuno Morais Sarmento, evita entrar em detalhes relativamente ao número de processos de expulsão, revelando apenas que "nestas eleições houve menos militantes a concorrer" em listas independentes contra o partido [do que em 2005]. "Não faz sentido dar informações sobre processos que dizem respeito à vida interna do PSD. Mas desta vez não foram muitas as situações, o número é relativamente reduzido", declarou ao PÚBLICO. Afirmando que os estatutos do PSD são bem claros - qualquer militante que se candidate contra o partido é expulso -, o ex-ministro da Presidência não fala sobre o que aconteceu em Viana do Castelo, onde vários militantes do PSD concorreram em listas opositoras às do partido.

Neste distrito, quase três dezenas de militantes arriscam ser expulsos por terem concorrido em listas independentes, alternativas às do partido. Um destes militantes fez parte da lista do PS candidata a uma assembleia municipal do concelho.

António José Amaral, líder da concelhia social-democrata de Viana do Castelo, referiu ao PÚBLICO que Santa Marta de Portuzelo e Vila Franca foram as freguesias onde se registou um mais elevado número de militantes a concorrerem em listas independentes, embora também haja casos em Lanhases. O dirigente afasta "qualquer caça às bruxas" e sublinha que a sua "intervenção é meramente política"."Fazer respeitar os estatutos faz parte das minhas competências e foi isso que fiz. Não podia pactuar com situações que violam o que está consagrado nos estatutos", declarou, observando que o processo com a lista dos nomes dos militantes que infringiram os estatutos já deu entrada no conselho de jurisdição distrital.

Saída automática no CDS

No CDS foram desencadeados dois processos relativos a dois militantes que se candidataram na Amadora e Miranda do Douro. A boa performance eleitoral do PP, primeiro nas europeias e depois nas legislativas, pode ter travado, segundo o secretário-geral do partido, a vontade de mais militantes apresentarem candidaturas. "O CDS está numa onda de crescimento", justifica João Almeida. O responsável refere que os estatutos prevêem a perda automática de vínculo ao partido aos militantes que desrespeitaram o regulamento interno. "Basta fazer prova de que concorreram contra para automaticamente deixarem de ser militantes", precisa.


PSD Matosinhos: José Guilherme Aguiar pode ser processado

A líder concelhia do PSD de Matosinhos, Clarisse Sousa, já agitou a possibilidade de José Guilherme Aguiar, que foi candidato à autarquia local pelo partido, poder vir a ser expulso pelo facto de o agora vereador "ter feito um acordo com o PS sem, previamente, ter consultado o partido que o convidou para as listas". José Guilherme Aguiar, que ficou em segundo lugar - atrás do PS e à frente de Narciso Miranda -, lamenta o episódio e remete a questão para o plenário de militantes do próximo dia 27.

Antes disso, porém, a concelhia de Matosinhos vai a votos e a actual líder já anunciou que não vai entrar na corrida. No partido há quem faça o paralelo entre este caso e o de Rui Machete, quando foi vice-primeiro-ministro e ministro da Defesa de Mário Soares, no IX Governo Constitucional (1983-85). Não houve qualquer problema e hoje Rui Machete é presidente da Mesa do Congresso do PSD. M.G.

 


 

Jovem de 14 anos colhido por metro

Um rapaz de 14 anos foi atropelado ontem pelo metro, quando atravessava a linha junto à estação de Matosinhos/Sul. O jovem, que teve ferimentos graves na cabeça, está internado no Hospital de S. João, no Porto.

O acidente deu-se às 16.47 horas, no cruzamento da Avenida da República com a Rua Mouzinho de Albuquerque, em Matosinhos. A criança regressava a casa depois das aulas, acompanhada por um colega. O metro, que circulava no sentido Senhor de Matosinhos/Estádio do Dragão, estava a sair da estação de Matosinhos/Sul quando os dois atravessaram a linha. Frederico Alberto, de 14 anos, e residente próximo do local do acidente, terá escorregado, acabando por ser colhido pela composição. Ficou preso debaixo do metro, junto à primeira porta.

"O metro tinha acabado de sair da estação, quando parou de repente. Ninguém nos disse nada do que se passava. Só vi o maquinista a sair e a falar ao telefone. Mas percebi logo que tinha sido um acidente", relata Eva Moura.

Aquela utente do metro ia sentada na primeira carruagem e foi, por isso, das primeiras pessoas a ver tudo. "Quando saí, vi logo o menino. Estava deitado no chão, com parte do corpo debaixo do metro e a cabeça junto aos carris. Não se mexia e até pensei que estava morto. Comecei logo a gritar 'Ai meu Deus!'", prossegue.

O agente de condução foi o primeiro a socorrer a criança. "O maquinista começou a falar com ele, perguntou-lhe como estava e pediu-lhe um número de telefone de contacto. Ele começou então a mexer-se, deu o número de uma prima e pediu para não avisarem já a mãe", conta ainda Eva.

Foi então que Frederico desatou aos gritos. De imediato, juntaram-se dezenas de pessoas na zona do acidente. "Vim a correr. A minha filha tinha acabado de sair de casa. Apanhei um susto!", dizia uma senhora, cuja estória se repetia no meio da multidão, enquanto se apontava para o sapato do menino, perdido na linha.

Em menos de cinco minutos, os Bombeiros de Leixões estavam no local e chegavam agentes da PSP para controlar a multidão e o trânsito. A circulação do metro foi imediatamente suspensa entre as estações da Câmara de Matosinhos e do Senhor de Matosinhos e só foi retomada às 17.41 horas.

Em poucos minutos, a criança foi retirada da linha e levada para a ambulância, sempre aos gritos. "Ele estava a gritar tanto. Até me doía a cabeça. Ainda estou a tremer", desabafa ainda Eva Moura.

Frederico ainda esteve vários minutos a ser assistido no local, dentro da ambulância. Acabou por ser transportado para o Hospital de S. João (Porto), às 17.20 horas, com graves ferimentos na cabeça.

In JN - 7/11/09

 


Dois mil pães pela vitória sobre o Benfica

Dois mil pães voaram num instantinho, foi mais rápido o pagamento da promessa do que a construção da vitória do Sp. Braga sobre o Benfica, no sábado.

José Oliveira, sobrinho de Domingos Paciência, tinha-se proposto a oferecer aos moradores do bairro da Biquinha, em Matosinhos, mil pães por cada golo que os minhotos marcassem às águias: foram dois, José até contava com cinco e, ontem, ao meio-dia, cumpriu com a palavra...

«Leve dezoito fresquinhos e dois secos para o Jesus». José Oliveira não conteve a provocação quando sabia que estava rodeado de benfiquistas. «Há pão para todos, até para quem é do Benfica», vincou, e a brincar, a brincar, lá foi dando as bicadas que vinha a guardar no pensamento desde a noite de sábado...

«O meu tio, quando lhe contei o que queria fazer, disse-me que eu estava maluco. Acreditava mesmo que o Sp. Braga ia ganhar e só tenho pena de não terem sido cinco. Pela minha saúde, ia mesmo dar cinco mil pães», fez sobressair o lamento, mas sem desmanchar um óbvio e largo sorriso.

«A alegria que sinto é pela vitória do Sp. Braga e pela possibilidade de ajudar as pessoas deste bairro», justificou José Oliveira, conhecido por Pipoca, empregado de uma padaria de Santa Cruz do Bispo (Matosinhos), mas ligado à Biquinha desde o berço.

Actualmente é presidente do Centro Desportivo e Cultural do bairro, que também procurou mediatizar um pouco com esta iniciativa. A entrega dos pães decorreu no pavilhão gimnodesportivo.

«Dei uma alegria às pessoas, até mesmo aos benfiquistas que cá moram, e são muitos, talvez uma maioria. Eu? Sou portista, mas esta época, quero que o Sp. Braga seja campeão», disse, avisando com mistério: «Se o Braga for líder pelo Natal, vou fazer outra do género.»


In A Bola - 04/11/2009

 


 

Guilherme Pinto quer ouvir todos


Só depois de amanhã é que Guilherme Pinto, que ontem foi formalmente empossado para o seu segundo mandato como presidente da Câmara de Matosinhos, vai revelar que pelouro confiará ao social--democrata Guilherme Aguiar.

Entretanto, o autarca reeleito pelo PS diz ser todo ouvidos. "Matosinhos não pode esperar quatro anos para aplicar as boas soluções de quem quer que seja. Por isso, estou totalmente disponível para ouvir todas as propostas", referiu o edil, ontem à tarde, durante a cerimónia de tomada de posse. Narciso Miranda e Guilherme Aguiar foram empossados dos seus mandatos como vereadores - o primeiro como líder da Oposição; o segundo como protagonista de uma coligação que caiu muito mal na concelhia do PSD/Matosinhos.

O presidente da Câmara reeleito salientou que o objectivo é a consolidação dos projectos já iniciados, sendo a educação uma das prioridades. "Não há uma segunda oportunidade para uma criança ter uma boa escola. Por isso, até ao final do mandato teremos de ter concluído os projectos em curso", afirmou. Deu ainda garantia de "saneamento a 100%" e a conclusão da renovação da orla costeira. No plano económico, o objectivo é "criar riqueza, fazendo com que Matosinhos ajude a área metropolitana a sair da crise", frisou Guilherme Pinto. O autarca caracterizou o mandato que se inicia como "muito trabalhoso" e com um "carácter mais pessoal".

"A política pura é algo que nunca me preocupou muito porque sei lidar bem, com muita calma e muita serenidade, com essa política, onde normalmente se jogam as diferenças de personalidade" disse Guilherme Pinto, acrescentando que o mais "importante agora são os projectos".

A atribuição de pelouros só será revelada na reunião de Câmara da próxima terça-feira. Guilherme Aguiar, vereador do PSD, salientou que "só não quer compreender [a coligação] quem não tiver objectivos claros de futuro", frisando que é "convictamente vereador do município de Matosinhos", onde representa "uma comunidade global".


In: JN - 01/11/09

 

 
 
   
 
 
 

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Concelho Matosinhos

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