Notícias


 
FOI NOTÍCIA EM: JULHO | AGOSTO | SETEMBRO
 

Estudar será possível na ludoteca nocturna


Espaço da Junta é gratuito e aceita crianças de todos concelhos.


Na Ludoteca nocturna de Matosinhos não se paga nada. Nem comida ou fraldas. A partir de Janeiro, até haverá uma técnica para ajudar com os trabalhos de casa. Ingredientes que fazem com que o espaço esteja quase lotado.

O corrupio de carros começa logo às 20 horas, mal a Ludoteca nocturna da Junta de Freguesia de Matosinhos abre as portas. É assim todas as sextas-feiras e sábados, desde que o espaço abriu, há pouco mais de um mês. "Estamos perto da lotação esgotada", revela, com orgulho, o presidente da Junta, António Parada, convicto de que se trata de uma "medida social inédita e ajustada às necessidades das sociedades actuais".

O espaço, com capacidade para 40 crianças, destina-se a pais que trabalhem ao fim-de-semana à noite e não tenham onde deixar os filhos. É o caso de Cristina Costa, que se vê obrigada a levar os seus dois bebés de nove meses para a cozinha do restaurante, onde trabalha com o marido.

"Sou de Ponte de Lima e não tenho em Matosinhos família que me dê algum apoio. Durante o dia, os meus filhos ficam com uma ama. Como não arranjo ninguém que fique com eles à noite, tenho que os levar para o restaurante", explica Cristina Costa.

Mas a ludoteca também se destina aos pais que procuram alguns minutos para consolidar a sua relação, por exemplo com um jantar romântico. "Há oito anos que não sabíamos o que era ir ao cinema", diz José e Carla Almeida. O mesmo se passava com Manuel e Raquel Fonseca, que têm um filho de quatro anos e uma menina de 16 meses. "Desde que nasceram que deixamos de ir ao cinema, ao teatro ou a jantar fora. Aqui dão-se lindamente". "Já não somos nós que trazemos os nossos filhos, são eles que nos pedem para vir", acrescenta o casal Almeida.

As duas filhas (com nove e oito anos) de Joana Cardoso foram as primeiras a inscreverem-se na ludoteca. "Antes tinha que arranjar uma babysitter. A noite acabava por ficar cara", argumenta Joana. "Tenho uma filha, de três anos, que frequenta a ludotecta diurna e mesmo assim está sempre a pedir para vir para cá à noite", aponta, por sua vez, Fátima Bandeira.

Apesar de funcionar na Junta de Matosinhos, a ludoteca nocturna está aberta a pequenotes de todos os concelhos. "Já cá estiveram crianças de Santo Tirso, Guimarães e Braga", vinca António Parada. É que, o espaço funciona em articulação com os restaurantes da cidade. "Quando se liga para um restaurante a marcar mesa pode-se pedir para fazer a inscrição na ludoteca", explica o autarca, referindo que se trata também de uma forma de "dinamizar o sector económico" da cidade. Quem procurar os serviços da ludoteca não paga nada, nem tem que levar comida ou produtos de higiene. E, segundo António Parada, a partir de Janeiro nem terá que se preocupar com os trabalhos de casa, já que o espaço vai ter uma técnica especializada no apoio ao ensino. Por tudo isso, os pais já reclamam que o serviço funcione todos os dias da semana. A Junta até queria. Mas, para já, não tem condições financeiras.

In JN - 26/10/09


 

Rio Leça recupera lentamente


Projecto de despoluição do rio decorre há dois anos, sem grandes resultados visíveis. É que, lembram os cientistas, é mais fácil poluir do que limpar.

Em pleno rio Leça, um grupo de pessoas retira peixes da água e a coloca-os em baldes. Não estão a pescar como algumas pessoas que os avistam têm julgado. "Muitas vezes as pessoas pensam que estamos a matar peixe", disse João Morais, um dos membros da equipa que tem trabalhado no Parque de S. Lázaro, em Alfena, Valongo.

As quatro pessoas que trabalham no leito do rio são, na verdade, biólogos da Faculdade de Ciências da Universidade do Porto (FCUP) que, ao abrigo do projecto "Corrente Rio Leça", monitorizam o estado do peixe. O projecto é desenvolvido pela Câmara Municipal de Valongo, com o objectivo de despoluir o Leça. O que os cientistas da FCUP fazem é verificar se a limpeza do rio está a dar frutos.

João Morais, biólogo de 26, participa pela primeira vez neste trabalho. "Estamos a recolher peixe para medir, catalogar, quatificar, e depois devolvê-lo ao rio", explicou ao JN. A monitorização é feita duas vezes por ano e permite verificar de que forma se desenvolvem os peixes no rio Leça, curso de água que actualmente se apresenta com um elevado grau de poluição.

"Os rios mais a norte estão menos poluídos", afirmou João Morais que já se envolveu noutros projectos semelhantes, nomeadamente no rio Tâmega, em Amarante, onde vai ser construída a Barragem de Fridão.

O projecto "Corrente Rio Leça" começou há cerca de dois anos, mas ainda há poucos resultados visíveis. "É muito fácil e rápido estragar um rio e um ecossistema, mas este leva o seu tempo para recuperar naturalmente", explicou o biólogo Nuno Formigo, coordenador do grupo da FCUP. Até agora, a Câmara tem-se empenhado em eliminar o maior foco de poluição - a falta de ligação ao saneamento em algumas zonas. Em Março passado, começou a ser tratada a Ribeira da Gandra, um afluente do Leça alvo de muitas descargas ilegais.

A limpeza das margens é, para já, um dos progressos mais visíveis. O professor explica, que para despoluir as margens não basta cortar plantas e retirar resíduos. "As pessoas pensam que para limpar uma margem têm de cortar tudo raso, o que é errado, pois ao deixar o terreno sem plantas, a terra que fica solta é arrastada para o rio pelas chuvas", explicou. Outro risco deste procedimento de senso comum é destruir plantas das margens que funcionam como absorventes da sujidade da água e que funcionam, na prática, como agentes da despoluição.

Nuno Formigo entende que os agricultores devem ser sensibilizados para participar na prevenção, uma vez que em redor do rio se encontram vários campos agrícolas. O adubo que utilizam pode ser prejudicial em duas vertentes: ao promover o crescimento indesejado de vegetação nas margens e ao ir desaguar à própria água.

Já Sara Teixeira, recentemente envolvida no projecto, acredita que os proprietários dos campos não são os únicos responsáveis pela poluição, mas sim a população em geral: "Há muita falta de civismo e muita falta de educação por parte das pessoas", assinala.

A aluna da FCUP espera, um dia, ver o rio Leça, que passsa perto de sua casa, livre de poluição, mas está convicta que isso só é possível se todos colaborarem: "A comunidade tem estar envolvida no projecto, ou não funciona".

Luís Marques, que trabalha no "Corrente Rio Leça" desde 2007, acredita que a população está mais consciente, algo que se deve também às acções de sensibilização promovidas pela Câmara. "Se as pessoas virem as margens degradadas, não se importam de sujar - está sujo, suja-se mais. Pelo contrário, se virem que estão pessoas a limpar o rio, a tendência a poluir é menor", diz. "As pessoas até vêm ter connosco e falam sempre com saudosismo do tempo em que o rio Leça estava limpo", contou ao JN.

Para Nuno Formigo, o Leça requer ainda muito trabalho, "mas que tem potencial para ser recuperado".


In JN 2009-10-03

 


Autárquicas/Matosinhos:

"Entendimento político" entre vereadores do PS
e do PSD


Os vereadores do PS e do PSD, eleitos para a Câmara de Matosinhos, chegaram hoje a um "entendimento político", disse à Lusa o reeleito presidente da autarquia, Guilherme Pinto.

"No âmbito desse entendimento foi atribuído um pelouro na vereação ao social-democrata Guilherme Aguiar", acrescentou o autarca socialista.

Guilherme Pinto, que ganhou as eleições autárquicas do passado dia 11 de Outubro com uma maioria relativa - elegeu cinco vereadores, contra os quatro alcançados por Narciso Miranda e os dois pelo PSD - garantiu hoje à Lusa que "está estabelecido um entendimento político entre os vereadores eleitos pelo PS e pelo PSD à Câmara de Matosinhos".


In Expresso - 21/10/09

 


 

PS quer expulsar candidatos independentes

 


A Federação do PS/Porto abriu o processo de expulsão de Narciso Miranda e Maria José Azevedo. O primeiro candidatou-se como independente em Matosinhos e perdeu as eleições autárquicas para o PS, enquanto que Maria José Azevedo foi candidata independente em Valongo, onde teve 22% – o PS obteve 27%, e a autarquia foi para a coligação PSD/CDS. Contudo, Maria José Azevedo afirma que a ameaça de expulsão veio tarde, porque já enviou o seu cartão de militante ao secretário-geral do PS.

Confrontado esta manhã pela TSF com a notícia, Narciso Miranda afirma desconhecer esta decisão e lamenta que haja socialistas que fiquem felizes com processos deste tipo.

«Sou contra qualquer processo de limpeza, talvez isso dê felicidade política a algumas pessoas e ainda bem que estou a contribuir para essa felicidade, embora seja por um período de tempo curto.»

São os votos de Narciso Miranda para os líderes do PS/Porto, que, em breve, vão avançar com um processo disciplinar para o expulsar do partido.

Renato Sampaio, líder da Federação Socialista do Porto, diz que esta decisão resulta unicamente do que é dito nos estatutos do partido.

Esta medida aplica-se
a Narciso Miranda e aos militantes que estiveram com ele na corrida autárquica.

 


Ninguém quer pegar nos cinemas antigos

Área Metropolitana Salas que fizeram êxito nos anos 80 desaparecem


Estão há anos à venda ou fechados sem qualquer solução. Os cinemas tradicionais do Grande Porto estão, assim, destinados a desaparecer para sempre, até porque as autarquias só admitem apoiar salas para ciclos de filmes de autor.

O alvoroço maior era aos domingos. As matinés eram tão concorridas que a fila na bilheteira começava a formar-se às 13.30 horas. A confusão era tal que o pequeno centro comercial Newark, onde se insere o Cinema York, em Matosinhos, possuía três seguranças e três mulheres de limpeza. Os comerciantes não tinham mãos a medir. "Estávamos seis pessoas ao balcão. No intervalo, cozinhava cinco tabuleiros de croissants, agora é uma sorte vender cinco croisssants por dia", diz José Gomes, da Gelataria Fantasia.

Na sala de cinema, a realidade confundia-se com a ficção, como quando a plateia aplaudiu em peso a vitória de Rocky Balboa em Rocky 1. "Nunca esquecerei o primeiro filme que lá vi. Foi 'O menino perdido no deserto'. Chorei, chorei, chorei", lembra Alice Soares, garantindo que voltaria ao York, se reabrisse. Mas esse cenário dificilmente acontecerá, confirma Francisco Almeida, um dos sócios da Socidex, empresa proprietária do espaço, sonhando com uma sala para espectáculos musicais e de dança.

O cinema, encerrado há mais de 12 anos, está desde então à venda. Só que não aparecem interessados e a Câmara não está disposta a intervir, nem no York, nem no Cinema Chaplin (Leça da Palmeira), que desde 2002 virou uma loja dos chineses. "São estruturas muito degradadas, impossíveis de funcionar segundo as regras actuais de segurança e nunca conseguiríamos competir com as 20 salas de cinema dos shoppings", justifica o vereador Fernando Rocha, que só apostará em filmes de autor no Constantino Nery.

O mesmo se passa no Porto, onde a Autarquia, segundo o vereador Gonçalo Gonçalves, também só equaciona investir nesse tipo de filmes em salas como o Batalha ou o Teatro Sá da Bandeira.

"Hoje, a Baixa do Porto não tem qualquer cinema a 100%", admite Gonçalo Gonçalves. Nem promete vir a ter, já que ninguém pega nas tradicionais salas, que fizeram furor no final da década 80, como o Charlot, Trindade, Nun'Álvares, Foco, Pedro Cem, Passos Manuel, Vale Formoso e Lumiére.

O Charlot, no Centro Comercial Brasília, está à venda desde que encerrou definitivamente, há cerca de nove anos, com a exibição do "Advogado do diabo". "Em termos de sala, está impecável. As cadeiras e as telas são novas. Está tudo completamente limpo", garante Eliana Carvalho, da IPB, empresa detentora da sala, que está agora a tentar arrendar o espaço.


In JN 06/10/09


Estudante português ganha prémio
no «Concurso sobre Energia»

Peritos internacionais visitam escola do vencedor

André Alves, estudante da Escola Secundária Abel Salazar, de S. Mamede de Infesta, Matosinhos, ganhou o 3º Prémio no Concurso Internacional «Energy Scouts» e para a ocasião, a escola onde estuda, recebeu uma delegação de peritos internacionais em eficiência energética que se deslocaram a Portugal para lho entregarem pessoalmente e trocarem impressões mais detalhadas sobre o projecto vencedor.

O «Energy Scouts» foi organizado pela PlasticsEurope – Associação dos Produtores de Matérias-Primas Plásticas – e pela European SchoolNet – que representa uma parceria internacional de mais de 30 Ministérios da Educação Europeus. Estudantes de toda a Europa apresentaram projectos que identificam iniciativas de poupança de energia e recursos nas suas comunidades locais.


In CiênciaHoje 15/10/09

 


 

 

Siza Vieira honorário da Ordem dos Arquitectos

Para Rodeia, "a verdadeira homenagem é feita todos os dias" quando nos deparamos com edifícios ou soluções arquitectónicas do arquitecto. Rodeia afirmou que "a arquitectura é um elemento ímpar de Portugal no mundo a par da literatura".
O presidente da OA considerou as piscinas de Marés construídas por Siza Vieira em Leça da Palmeira como "um deslumbramento".

Na mesma sessão falou também o ainda ministro das Obras Públicas, Mário Lino, que se afirmou satisfeito por participar "nesta homenagem em final de mandato".
O ministro referiu ainda que foi graças à sua acção que finalmente se revogou o decreto-Lei 73/73 que era uma luta da Ordem dos Arquitectos, revogado através do decreto de 31 de Maio de 2009 que qualifica os técnicos para projectarem, fazerem e chefiarem obras.

O ministro citou o molhe do Douro, obra de Siza Vieira, considerando-o um exemplo do encontro entre a arquitectura e a engenharia.
O arquitecto Álvaro Siza Vieira afirmou que é “uma grande honra ser distinguido, antes de mais, por colegas” e disse que a arquitectura é um serviço que tem os seus obstáculos e dificuldades “mas que deve ser feito para ter prazer e esses obstáculos são até estimulantes”.

Na sua lição, o arquitecto apresentou algumas das suas obras, tendo começado pela famosa Casa de Chá, em Leça da Palmeira, e, referindo-se à recentemente por si projectada marginal de Leça da Palmeira, que gerou alguma polémica, disse que “parece haver uma contemporânea doença que é o horror ao vazio”.
Na sua lição, Siza Vieira não deixou de ironizar sobre a construção de restaurantes em cima da areia da praia, “que é para ser pisada com os pés”, e edificações que retiram as panorâmicas, nomeadamente vistas marítimas.

Na sessão de homenagem, falou também o ministro da Cultura, José António Pinto Ribeiro, que salientou o trabalho do arquitecto “em transformar para melhor a vida dos outros”. Pinto Ribeiro qualificou de “extraordinário” o trabalho do “arquitecto artista” Siza Vieira e sublinhou também o homem solidário e generoso que é.
Siza Vieira é “um génio individual que generosamente só faz sentido se for partilhado pelos outros”, afirmou o ministro.



In Hardmusica 15/10/09

 


Leça da Palmeira fértil em projectos de música portuguesa


SLIDE lançam primeiro álbum

Os mais incautos podem não se ter apercebido, mas Leça da Palmeira, uma freguesia do concelho de Matosinhos, é fértil em projectos de música portuguesa, que se distinguem, na sua maioria, por enveredar por um estilo musical não tão comercial.

Damos, pelo menos, quatro exemplos: Expensive Soul, Mundo Secreto, Souls of Fire e Slide. Na sua génese, as raízes musicais e a sonoridade destes quatro grupos têm algo em comum, como, por exemplo, o reggae, o hip-hop e, em certo momento, a soul.
Prova deste dinamismo e ambição musical é o lançamento do primeiro álbum dos SLIDE, que ocorrerá no dia 4 de Outubro, pelas 22 horas em Passos Manuel (Coliseu do Porto). Convém recordar que esta formação tem na sua base elementos dos ex “Meiotermo” e que alguns dos seus temas musicais são já audíveis nas séries e telenovelas da TVI, são eles: “Sopro Ausente”; “Simplesmente os Dois”; “Tautologias” e “Rude”. Vale a pena ouvir e adquirir!

Afinal, podemos concluir que Leça da Palmeira não deve ser conhecida apenas por ter a refinaria da Petrogal e o recinto de feiras da Exponor. Há nesta cidade nortenha gente criativa no mundo da música e, tal facto, tem vindo a tornar-se público.

Conheça melhor esta e outras bandas da nossa freguesia, clicando nesta ligação.

 

 
 
   
 
 
 

Foi Notícia este mês:

Concelho Matosinhos

Rio Leça recupera lentamente

"Entendimento político" entre vereadores do PS e do PSD

PS quer expulsar candidatos independentes

Ninguém quer pegar nos cinemas antigos

Estudante português ganha prémio no «Concurso sobre Energia»

Siza Vieira honorário da Ordem dos Arquitectos

SLIDE lançam primeiro álbum