| Estudar
será possível na ludoteca nocturna
Espaço
da Junta é gratuito e aceita crianças de todos
concelhos.
Na Ludoteca nocturna de Matosinhos não se paga nada.
Nem comida ou fraldas. A partir de Janeiro, até haverá
uma técnica para ajudar com os trabalhos de casa.
Ingredientes que fazem com que o espaço esteja quase
lotado.
O
corrupio de carros começa logo às 20 horas,
mal a Ludoteca nocturna da Junta de Freguesia de Matosinhos
abre as portas. É assim todas as sextas-feiras e
sábados, desde que o espaço abriu, há
pouco mais de um mês. "Estamos perto da lotação
esgotada", revela, com orgulho, o presidente da Junta,
António Parada, convicto de que se trata de uma "medida
social inédita e ajustada às necessidades
das sociedades actuais".
O
espaço, com capacidade para 40 crianças, destina-se
a pais que trabalhem ao fim-de-semana à noite e não
tenham onde deixar os filhos. É o caso de Cristina
Costa, que se vê obrigada a levar os seus dois bebés
de nove meses para a cozinha do restaurante, onde trabalha
com o marido.
"Sou
de Ponte de Lima e não tenho em Matosinhos família
que me dê algum apoio. Durante o dia, os meus filhos
ficam com uma ama. Como não arranjo ninguém
que fique com eles à noite, tenho que os levar para
o restaurante", explica Cristina Costa.
Mas
a ludoteca também se destina aos pais que procuram
alguns minutos para consolidar a sua relação,
por exemplo com um jantar romântico. "Há
oito anos que não sabíamos o que era ir ao
cinema", diz José e Carla Almeida. O mesmo se
passava com Manuel e Raquel Fonseca, que têm um filho
de quatro anos e uma menina de 16 meses. "Desde que
nasceram que deixamos de ir ao cinema, ao teatro ou a jantar
fora. Aqui dão-se lindamente". "Já
não somos nós que trazemos os nossos filhos,
são eles que nos pedem para vir", acrescenta
o casal Almeida.
As
duas filhas (com nove e oito anos) de Joana Cardoso foram
as primeiras a inscreverem-se na ludoteca. "Antes tinha
que arranjar uma babysitter. A noite acabava por ficar cara",
argumenta Joana. "Tenho uma filha, de três anos,
que frequenta a ludotecta diurna e mesmo assim está
sempre a pedir para vir para cá à noite",
aponta, por sua vez, Fátima Bandeira.
Apesar
de funcionar na Junta de Matosinhos, a ludoteca nocturna
está aberta a pequenotes de todos os concelhos. "Já
cá estiveram crianças de Santo Tirso, Guimarães
e Braga", vinca António Parada. É que,
o espaço funciona em articulação com
os restaurantes da cidade. "Quando se liga para um
restaurante a marcar mesa pode-se pedir para fazer a inscrição
na ludoteca", explica o autarca, referindo que se trata
também de uma forma de "dinamizar o sector económico"
da cidade. Quem procurar os serviços da ludoteca
não paga nada, nem tem que levar comida ou produtos
de higiene. E, segundo António Parada, a partir de
Janeiro nem terá que se preocupar com os trabalhos
de casa, já que o espaço vai ter uma técnica
especializada no apoio ao ensino. Por tudo isso, os pais
já reclamam que o serviço funcione todos os
dias da semana. A Junta até queria. Mas, para já,
não tem condições financeiras.
In
JN - 26/10/09
Rio
Leça recupera lentamente

Projecto
de despoluição do rio decorre há dois
anos, sem grandes resultados visíveis. É que,
lembram os cientistas, é mais fácil poluir
do que limpar.
Em
pleno rio Leça, um grupo de pessoas retira peixes
da água e a coloca-os em baldes. Não estão
a pescar como algumas pessoas que os avistam têm julgado.
"Muitas vezes as pessoas pensam que estamos a matar
peixe", disse João Morais, um dos membros da
equipa que tem trabalhado no Parque de S. Lázaro,
em Alfena, Valongo.
As
quatro pessoas que trabalham no leito do rio são,
na verdade, biólogos da Faculdade de Ciências
da Universidade do Porto (FCUP) que, ao abrigo do projecto
"Corrente Rio Leça", monitorizam o estado
do peixe. O projecto é desenvolvido pela Câmara
Municipal de Valongo, com o objectivo de despoluir o Leça.
O que os cientistas da FCUP fazem é verificar se
a limpeza do rio está a dar frutos.
João
Morais, biólogo de 26, participa pela primeira vez
neste trabalho. "Estamos a recolher peixe para medir,
catalogar, quatificar, e depois devolvê-lo ao rio",
explicou ao JN. A monitorização é feita
duas vezes por ano e permite verificar de que forma se desenvolvem
os peixes no rio Leça, curso de água que actualmente
se apresenta com um elevado grau de poluição.
"Os
rios mais a norte estão menos poluídos",
afirmou João Morais que já se envolveu noutros
projectos semelhantes, nomeadamente no rio Tâmega,
em Amarante, onde vai ser construída a Barragem de
Fridão.
O
projecto "Corrente Rio Leça" começou
há cerca de dois anos, mas ainda há poucos
resultados visíveis. "É muito fácil
e rápido estragar um rio e um ecossistema, mas este
leva o seu tempo para recuperar naturalmente", explicou
o biólogo Nuno Formigo, coordenador do grupo da FCUP.
Até agora, a Câmara tem-se empenhado em eliminar
o maior foco de poluição - a falta de ligação
ao saneamento em algumas zonas. Em Março passado,
começou a ser tratada a Ribeira da Gandra, um afluente
do Leça alvo de muitas descargas ilegais.
A
limpeza das margens é, para já, um dos progressos
mais visíveis. O professor explica, que para despoluir
as margens não basta cortar plantas e retirar resíduos.
"As pessoas pensam que para limpar uma margem têm
de cortar tudo raso, o que é errado, pois ao deixar
o terreno sem plantas, a terra que fica solta é arrastada
para o rio pelas chuvas", explicou. Outro risco deste
procedimento de senso comum é destruir plantas das
margens que funcionam como absorventes da sujidade da água
e que funcionam, na prática, como agentes da despoluição.
Nuno
Formigo entende que os agricultores devem ser sensibilizados
para participar na prevenção, uma vez que
em redor do rio se encontram vários campos agrícolas.
O adubo que utilizam pode ser prejudicial em duas vertentes:
ao promover o crescimento indesejado de vegetação
nas margens e ao ir desaguar à própria água.
Já
Sara Teixeira, recentemente envolvida no projecto, acredita
que os proprietários dos campos não são
os únicos responsáveis pela poluição,
mas sim a população em geral: "Há
muita falta de civismo e muita falta de educação
por parte das pessoas", assinala.
A
aluna da FCUP espera, um dia, ver o rio Leça, que
passsa perto de sua casa, livre de poluição,
mas está convicta que isso só é possível
se todos colaborarem: "A comunidade tem estar envolvida
no projecto, ou não funciona".
Luís
Marques, que trabalha no "Corrente Rio Leça"
desde 2007, acredita que a população está
mais consciente, algo que se deve também às
acções de sensibilização promovidas
pela Câmara. "Se as pessoas virem as margens
degradadas, não se importam de sujar - está
sujo, suja-se mais. Pelo contrário, se virem que
estão pessoas a limpar o rio, a tendência a
poluir é menor", diz. "As pessoas até
vêm ter connosco e falam sempre com saudosismo do
tempo em que o rio Leça estava limpo", contou
ao JN.
Para
Nuno Formigo, o Leça requer ainda muito trabalho,
"mas que tem potencial para ser recuperado".
In
JN 2009-10-03
Autárquicas/Matosinhos:
"Entendimento
político" entre vereadores do PS
e do PSD
Os vereadores
do PS e do PSD, eleitos para a Câmara de Matosinhos,
chegaram hoje a um "entendimento político",
disse à Lusa o reeleito presidente da autarquia,
Guilherme Pinto.
"No
âmbito desse entendimento foi atribuído um
pelouro na vereação ao social-democrata Guilherme
Aguiar", acrescentou o autarca socialista.
Guilherme
Pinto, que ganhou as eleições autárquicas
do passado dia 11 de Outubro com uma maioria relativa -
elegeu cinco vereadores, contra os quatro alcançados
por Narciso Miranda e os dois pelo PSD - garantiu hoje à
Lusa que "está estabelecido um entendimento
político entre os vereadores eleitos pelo PS e pelo
PSD à Câmara de Matosinhos".
In
Expresso - 21/10/09
PS
quer expulsar candidatos independentes
A Federação do PS/Porto abriu o processo de
expulsão de Narciso Miranda e Maria José Azevedo.
O primeiro candidatou-se como independente em Matosinhos
e perdeu as eleições autárquicas para
o PS, enquanto que Maria José Azevedo foi candidata
independente em Valongo, onde teve 22% – o PS obteve
27%, e a autarquia foi para a coligação PSD/CDS.
Contudo, Maria José Azevedo afirma que a ameaça
de expulsão veio tarde, porque já enviou o
seu cartão de militante ao secretário-geral
do PS.
Confrontado
esta manhã pela TSF com a notícia, Narciso
Miranda afirma desconhecer esta decisão e lamenta
que haja socialistas que fiquem felizes com processos deste
tipo.
«Sou
contra qualquer processo de limpeza, talvez isso dê
felicidade política a algumas pessoas e ainda bem
que estou a contribuir para essa felicidade, embora seja
por um período de tempo curto.»
São
os votos de Narciso Miranda para os líderes do PS/Porto,
que, em breve, vão avançar com um processo
disciplinar para o expulsar do partido.
Renato
Sampaio, líder da Federação Socialista
do Porto, diz que esta decisão resulta unicamente
do que é dito nos estatutos do partido.
Esta medida aplica-se a
Narciso Miranda e aos militantes que estiveram com ele na
corrida autárquica.
Ninguém
quer pegar nos cinemas antigos
Área Metropolitana Salas que fizeram êxito
nos anos 80 desaparecem

Estão
há anos à venda ou fechados sem qualquer solução.
Os cinemas tradicionais do Grande Porto estão, assim,
destinados a desaparecer para sempre, até porque
as autarquias só admitem apoiar salas para ciclos
de filmes de autor.
O
alvoroço maior era aos domingos. As matinés
eram tão concorridas que a fila na bilheteira começava
a formar-se às 13.30 horas. A confusão era
tal que o pequeno centro comercial Newark, onde se insere
o Cinema York, em Matosinhos, possuía três
seguranças e três mulheres de limpeza. Os comerciantes
não tinham mãos a medir. "Estávamos
seis pessoas ao balcão. No intervalo, cozinhava cinco
tabuleiros de croissants, agora é uma sorte vender
cinco croisssants por dia", diz José Gomes,
da Gelataria Fantasia.
Na
sala de cinema, a realidade confundia-se com a ficção,
como quando a plateia aplaudiu em peso a vitória
de Rocky Balboa em Rocky 1. "Nunca esquecerei o primeiro
filme que lá vi. Foi 'O menino perdido no deserto'.
Chorei, chorei, chorei", lembra Alice Soares, garantindo
que voltaria ao York, se reabrisse. Mas esse cenário
dificilmente acontecerá, confirma Francisco Almeida,
um dos sócios da Socidex, empresa proprietária
do espaço, sonhando com uma sala para espectáculos
musicais e de dança.
O
cinema, encerrado há mais de 12 anos, está
desde então à venda. Só que não
aparecem interessados e a Câmara não está
disposta a intervir, nem no York, nem no Cinema Chaplin
(Leça da Palmeira), que desde 2002 virou uma loja
dos chineses. "São estruturas muito degradadas,
impossíveis de funcionar segundo as regras actuais
de segurança e nunca conseguiríamos competir
com as 20 salas de cinema dos shoppings", justifica
o vereador Fernando Rocha, que só apostará
em filmes de autor no Constantino Nery.
O
mesmo se passa no Porto, onde a Autarquia, segundo o vereador
Gonçalo Gonçalves, também só
equaciona investir nesse tipo de filmes em salas como o
Batalha ou o Teatro Sá da Bandeira.
"Hoje,
a Baixa do Porto não tem qualquer cinema a 100%",
admite Gonçalo Gonçalves. Nem promete vir
a ter, já que ninguém pega nas tradicionais
salas, que fizeram furor no final da década 80, como
o Charlot, Trindade, Nun'Álvares, Foco, Pedro Cem,
Passos Manuel, Vale Formoso e Lumiére.
O
Charlot, no Centro Comercial Brasília, está
à venda desde que encerrou definitivamente, há
cerca de nove anos, com a exibição do "Advogado
do diabo". "Em termos de sala, está impecável.
As cadeiras e as telas são novas. Está tudo
completamente limpo", garante Eliana Carvalho, da IPB,
empresa detentora da sala, que está agora a tentar
arrendar o espaço.
In
JN 06/10/09
Estudante
português ganha prémio
no «Concurso sobre Energia»
Peritos
internacionais visitam escola do vencedor

André
Alves, estudante da Escola Secundária Abel Salazar,
de S. Mamede de Infesta, Matosinhos, ganhou o 3º Prémio
no Concurso Internacional «Energy Scouts» e
para a ocasião, a escola onde estuda, recebeu uma
delegação de peritos internacionais em eficiência
energética que se deslocaram a Portugal para lho
entregarem pessoalmente e trocarem impressões mais
detalhadas sobre o projecto vencedor.
O
«Energy Scouts» foi organizado pela PlasticsEurope
– Associação dos Produtores de Matérias-Primas
Plásticas – e pela European SchoolNet –
que representa uma parceria internacional de mais de 30
Ministérios da Educação Europeus. Estudantes
de toda a Europa apresentaram projectos que identificam
iniciativas de poupança de energia e recursos nas
suas comunidades locais.
In
CiênciaHoje 15/10/09

Siza
Vieira honorário da Ordem dos Arquitectos
Para
Rodeia, "a verdadeira homenagem é feita todos
os dias" quando nos deparamos com edifícios
ou soluções arquitectónicas do arquitecto.
Rodeia afirmou que "a arquitectura é um elemento
ímpar de Portugal no mundo a par da literatura".
O presidente da OA considerou as piscinas de Marés
construídas por Siza Vieira em Leça da Palmeira
como "um deslumbramento".
Na mesma sessão falou também o ainda ministro
das Obras Públicas, Mário Lino, que se afirmou
satisfeito por participar "nesta homenagem em final
de mandato".
O ministro referiu ainda que foi graças à
sua acção que finalmente se revogou o decreto-Lei
73/73 que era uma luta da Ordem dos Arquitectos, revogado
através do decreto de 31 de Maio de 2009 que qualifica
os técnicos para projectarem, fazerem e chefiarem
obras.
O ministro citou o molhe do Douro, obra de Siza Vieira,
considerando-o um exemplo do encontro entre a arquitectura
e a engenharia.
O arquitecto Álvaro Siza Vieira afirmou que é
“uma grande honra ser distinguido, antes de mais,
por colegas” e disse que a arquitectura é um
serviço que tem os seus obstáculos e dificuldades
“mas que deve ser feito para ter prazer e esses obstáculos
são até estimulantes”.
Na sua lição, o arquitecto apresentou algumas
das suas obras, tendo começado pela famosa Casa de
Chá, em Leça da Palmeira, e, referindo-se
à recentemente por si projectada marginal de Leça
da Palmeira, que gerou alguma polémica, disse que
“parece haver uma contemporânea doença
que é o horror ao vazio”.
Na sua lição, Siza Vieira não deixou
de ironizar sobre a construção de restaurantes
em cima da areia da praia, “que é para ser
pisada com os pés”, e edificações
que retiram as panorâmicas, nomeadamente vistas marítimas.
Na sessão de homenagem, falou também o ministro
da Cultura, José António Pinto Ribeiro, que
salientou o trabalho do arquitecto “em transformar
para melhor a vida dos outros”. Pinto Ribeiro qualificou
de “extraordinário” o trabalho do “arquitecto
artista” Siza Vieira e sublinhou também o homem
solidário e generoso que é.
Siza Vieira é “um génio individual que
generosamente só faz sentido se for partilhado pelos
outros”, afirmou o ministro.
In
Hardmusica 15/10/09

Leça
da Palmeira fértil em projectos de música
portuguesa
SLIDE
lançam primeiro álbum
Os
mais incautos podem não se ter apercebido, mas Leça
da Palmeira, uma freguesia do concelho de Matosinhos, é
fértil em projectos de música portuguesa,
que se distinguem, na sua maioria, por enveredar por um
estilo musical não tão comercial.
Damos, pelo menos, quatro exemplos: Expensive Soul, Mundo
Secreto, Souls of Fire e Slide. Na sua génese, as
raízes musicais e a sonoridade destes quatro grupos
têm algo em comum, como, por exemplo, o reggae, o
hip-hop e, em certo momento, a soul.
Prova deste dinamismo e ambição musical é
o lançamento do primeiro álbum dos SLIDE,
que ocorrerá no dia 4 de Outubro, pelas 22 horas
em Passos Manuel (Coliseu do Porto). Convém recordar
que esta formação tem na sua base elementos
dos ex “Meiotermo” e que alguns dos seus temas
musicais são já audíveis nas séries
e telenovelas da TVI, são eles: “Sopro Ausente”;
“Simplesmente os Dois”; “Tautologias”
e “Rude”. Vale a pena ouvir e adquirir!
Afinal,
podemos concluir que Leça da Palmeira não
deve ser conhecida apenas por ter a refinaria da Petrogal
e o recinto de feiras da Exponor. Há nesta cidade
nortenha gente criativa no mundo da música e, tal
facto, tem vindo a tornar-se público.
Conheça melhor esta e outras bandas da nossa freguesia,
clicando
nesta ligação.
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