Envie-nos a sua colaboração!
 
 
Opinião do Leitor
 

Sinalética em Leça


Depois de muito ler e ouvir falar nos fortes investimentos feitos em Portugal com o objectivo de melhorar a nossa imagem além fronteiras, fiz uma pequena análise a algo que chamou a minha atenção. “Imagem” deve ser aqui entendida em sentido lato, isto é, num sentido visual, gráfico e descritivo.

Refiro-me às estrondosas lonas de identificação de chegada a Leça da Palmeira, montadas à entrada da nossa freguesia, que nos remetem para uma ideia de provisório intemporal. As (poucas) estruturas metálicas que ainda resistem, ora colocadas em jardins e passeios, ou simplesmente no meio de rotundas confundem-se com as placas de sinalização de obras. O seu conteúdo é pobre e básico, o slogan não prima pela singularidade e transmite uma ideia de “politicamente correcto”.

Será que os leceiros se identificam com aquilo? Será que as nossas ruas têm uma imagem tão má, transformando as ditas lonas em motivo de orgulho?
Tendo Matosinhos uma Escola Superior de referência a nível Europeu (ESAD), de onde têm saído alguns dos melhores Designers Nacionais e Internacionais, não seria boa ideia “aproveitá-los”, de modo a criar uma imagem global bem estudada de todo o concelho, em vez de sermos diariamente “remendados” com obras do género acima mencionado?

Não mereceria Leça uma melhor imagem face à “fama” que recentemente adquiriu? Há que saber aproveitar essa “fama” que pode desaparecer rapidamente e dar lugar ao caos já observado noutras cidades.

Daniel Mota – 03.04.06

 

 


 

Existem 100 mil portugueses "fundamentais", um por cento da população, o resto são figurantes.

O anúncio foi feito pela sub-directora-geral da Saúde, ao revelar que serão esses portugueses "fundamentais para o País" que vão receber anti-virais em caso de pandemia provocada pelo vírus da gripe das aves. Não se sabe que rótulo merecem os outros 99 por cento da população, mas possivelmente serão portugueses desnecessários, descartáveis. E embora a autora da expressão tenha explicado que "indispensáveis" são os "portugueses necessários" para "manter o País a funcionar", é bem natural que pairem à volta do critério muitas suspeitas, pela experiência de que portugueses de primeira e os outros se distinguem por critérios de privilégio, favor e clientelismo. Por exemplo, indispensável poderá ser a "boysada" que gere o aparelho do Estado.

A expressão da funcionária - certamente uma portuguesa "indispensável" - levanta outras questões. A primeira é a dúvida sobre a constitucionalidade da rotulagem. A segunda é que, apesar de todas as cautelas anti-alarmistas, existe de facto uma ameaça sobre a qual os portugueses descartáveis não estão a ser informados. Pelo contrário.

Tudo isto é revelador da desumanidade que caracteriza hoje o exercício do poder. Já houve tempos em que, em situação de perigo, se salvavam prioritariamente as crianças, as mulheres e os velhos e o capitão era o último a abandonar o navio. Agora salva-se quem puder, isto é, os que têm o poder de arranjarem, para si próprios e para outros "fundamentais", lugares no salva-vidas.

À luz desta filosofia, uma pandemia até pode ser bastante positiva para a sustentabilidade das finanças públicas: livra o País de uns milhares de portugueses não fundamentais, velhos que nunca mais morrem ou crianças que ainda não contribuem. Sempre é mais democrático que mandá-los para câmaras de gás.


João Paulo Guerra – 14.03.06

(Recebemos este arigo por e-mail, o qual julgamos oportuno publicar no nosso espaço)



Inaugurar o quê??!!!

Apesar de não ter nascido em Leça da Palmeira, sou Leceira de coração e moro na marginal, junto às piscinas, há já alguns anos.

“Um privilégio.”, dirão alguns. “Coitada!” diz a maioria dos que conhecem Leça.

Pois é: quando comprei um apartamento na marginal de Leça considerei-me uma sortuda. Mas a felicidade foi curta: começaram as obras na marginal. E como todas as obras neste país: UMA GRANDE CONFUSÃO!!! Máquinas, buracos, estradas cortadas, pó…
Temos de tudo. Excepto sossego e qualidade de vida, que era o que pretendíamos.

Talvez por isso, não fiquei surpresa quando vi, no passado dia 9 de Setembro, logo pela manhã, cartazes pendurados na marginal onde “alguém” reclama das obras. Uns amigos tiraram umas fotos que não resisto a enviar-vos. Também não fiquei surpresa quando à hora do almoço, os ditos cartazes tinham desaparecido. Este tipo de “publicidade” não interessa. Mas os que protestam são teimosos e já se podem ver novas “inscrições” na marginal, desta vez menos fáceis de desaparecer.

No entanto, vamos ficar com uma marginal muito limpinha:

. Limpinha no alcatrão para quem quer passear a pé. Mas cuidado: além dos buracos, há bicicletas, patins, skates, e outros “objectos” a circular por todo o lado, sem qualquer orientação. Com alguns loucos em cima…
Se trouxerem carrinhos de bebé ou cadeiras de rodas, tragam ajuda extra. As passadeiras são em “paralelos”, o que significa que não são fáceis de atravessar.
E se por acaso se quiserem sentar para descansar ou apreciar a paisagem, o melhor é trazerem um banquinho de casa.

. Limpinha de espaço para os carros (não há estacionamento suficiente para quem cá mora/trabalha e não tem garagem, nem para quem nos visita. E quem não gosta de passar uma tarde com o carro virado para o mar e ver o pôr-do-sol???)
Mas temos alcatrão com abundância. Para isso “roubaram” uma grande extensão de areia à praia. E para quê??...

. Limpinha de WC na praia (também não há. Mas como o mar está perto…)

. Limpinha de árvores (mas temos relva, que daqui a pouco parece uma mata e que para regar gasta água que se farta! Ao contrário dos chorões que existiam antes.)

. Limpinha de iluminação (pelo menos à noite os namorados podem estar à vontade no escurinho. E os carros, normalmente circulam com as luzes acesas...)

. Limpinha de acessos à praia / escadas (os que foram “retirados” com as obras estão a ser “substituídos” por escadas de madeira.)
A escada de madeira que existe neste momento é uma verdadeira armadilha, que espero não seja mortal. Com as crianças que por lá brincam…

. Limpinha de caixotes do lixo (não os encontramos. O lixo anda espalhado pelo alcatrão, pela relva, pela rua e até a tapar o “cocó de cão” que também abunda por esta marginal).

Ou seja, limpinha de tudo o que é necessário para um “passeio” agradável. Claro que a “desculpa” é a mesma de sempre: “A OBRA AINDA NÃO ESTÁ ACABADA”. Então estão à espera de quê?? ACABEM-NA!!! É mais importante fazerem-se uns concertos, para onde são destacados dezenas de agentes da autoridade para UNICAMENTE proibirem o estacionamento na estrada mas deixam que se estacione de qualquer maneira na entrada do Farol de Leça, mesmo em cima da relva??

Não há dinheiro para terminar a obra e há dinheiro para festas???

Por favor, acabem de uma vez com as obras na marginal e deixem-se de “gozar” com quem mora e gosta de passear por Leça da Palmeira.

TRABALHEM e CONSTRUAM UMA LEÇA DA PALMEIRA MELHOR.

Os Leceiros já o fazem: trabalham e pagam os seus impostos.


(Autora iditenficada)




Comércio Tradicional
em Matosinhos


É comum nos dias de hoje a defesa do pequeno comércio, especialmente no que respeita ao tecido de pequenas lojas que lutam pela sua sobrevivência na cidade de Matosinhos. Já por diversas vezes recorri a este comércio, pela proximidade física face ao meu local de trabalho e de residência.

Confesso que se existem alturas em que o serviço é, de facto, compensador, pela simpatia e profissionalismo no atendimento, já por algumas vezes me deparei com situações extremamente desagradáveis e até insultuosas. Por regra e postura perante a vida, expresso de forma calma que o serviço que me está a ser prestado, enquanto cliente, não está a ser devidamente realizado. Por regra, esta abordagem resulta.

Não obstante, subsistem, ainda, aqueles casos que com o passar do tempo, e após devida maturação, se nos afiguram, como a personificação do atendimento grosseiro, da falta de educação, da arrogância exponenciada e em certas ocasiões, insultuoso. Esta situação acaba de me acontecer.

Num dos dias dos primeiros meses deste ano, necessitei de me dirigir a uma loja de esquina entre as ruas Conde Alto Meirim e a Rua do Godinho, tendo efectuado uma compra. O produto que me foi entregue, o qual apenas foi utilizado após algumas semanas, não era coincidente com o que tinha sido acordado, pelo que necessariamente fui novamente à referida loja. Esta situação ocorreu há 3 semanas e neste momento, uma simples alteração ao produto, ainda não foi realizada. Como é evidente, a resolução deste imbróglio implicou telefonemas e visita à loja. O último telefonema fui (eu e a minha família) sujeito a insultos e tive que lidar com uma arrogância desmedida, não me tendo sido sequer possível expressar a minha opinião, já que tendo finalizado o derrame de má educação, a referida lojista limitou-se a desligar o telefone. O resultado evidente é que, potencialmente, poderia ter adquirido mais alguns produtos de valor significativo na referida loja, e na realidade, o que irá acontecer é que esses mesmos produtos serão adquiridos numa loja onde sinta que existe profissionalismo e carácter humano ao serviço do cliente.

Estaremos ou não perante um caso que não deveria de forma alguma ocorrer quando tanto se promove o bom atendimento ao público como factor concorrencial? Existem vários cursos de formação profissional (co-financiados e devidamente publicitados) nesta área, que se aconselham vivamente .

Acredito que todos já tenham vivido estas experiências, e lidado com a enorme frustação de sermos recalcados enquanto clientes e, efectivamente, pouco podermos fazer. Daí estar a escrever-vos, na esperança que o assunto possa ser discutido/relembrado ou sujeito a análise, publicamente.


José Gomes





(In)Segurança em Leça


No passado dia 19 de Dezembro pelas 3h30 da manhã, junto ao Complexo Desportivo de Leça da Palmeira deu-se início a uma perseguição por parte da PSP a um Opel Kadett no qual intervirão quatro viaturas policiais.
Tudo fazia lembrar as tradicionais perseguições dos Estados Unidos da América, pois ninguém fazia parar o condutor em fuga nas ruas de Leça da Palmeira, percorrendo alguns quilómetros.

Assisti a esta fuga desde o Complexo Desportivo até à Rotunda AEP junto ao Norteshopping. Pelo caminho a viatura em fuga andou em “contra-mão” juntamente com as viaturas policiais, pondo em risco civis.
O condutor, com destreza, conseguiu ultrapassar todos os obstáculos policiais que lhe foram colocados pelo caminho. A polícia bloqueou a passagem no túnel da IC1, obrigando-o a passar pela Rotunda, aí estavam outras viaturas para o bloquearem. Mas infelizmente o condutor em fuga embateu nas viaturas de civis que, se encontravam parados, conseguindo escapar a mais este obstáculo.

Segundo um elemento da polícia, que se encontrava a fazer o rescaldo dos danos nas viaturas, o condutor em fuga teria sido interceptado quando se despistou contra uma parede, quilómetros mais á frente.

Esta foi a segunda perseguição num espaço de um mês em Leça da Palmeira, que eu tenha assistido.
Agora pergunto ao Sr. Narciso Miranda se não está na hora de se investir na segurança pública da freguesia de Leça da Palmeira, ao invés de andar a entregar casas à procura do voto, e depois virando as costas aos problemas provocados por esta política. Se o Sr. Presidente da Câmara de Matosinhos é um homem de palavra, então cumpra com o que prometeu aos moradores de Monte Espinho.

E agora lanço o desafio a este portal, para uma sondagem a todos cidadãos do Concelho de Matosinhos a Norte do Rio Leça, freguesias de Lavra, Freixieiro, Perafita, Santa Cruz do Bispo e Leça da Palmeira, do interesse de Leça da Palmeira ser elevada a Concelho.

Forneço o meu email, paulojorgepires@hotmail, para que todos os leitores possam dar a sua opinião.


Muito Obrigado

Paulo Jorge Pires





Ambiente de suspeição


O mundo futebolístico anda há muito tempo inquinado por um intolerável clima de suspeição. Toda a gente, que anda no desporto, sabe de milhares de histórias de corrupção de árbitros, de favores da mais variada ordem, de tráfico de influências.
Toda a gente sabe, mas muito poucos são capazes de participar às autoridades competentes aquilo que sabem.
Queixam-se os dirigentes associativos e federativos. Queixam-se os dirigentes dos clubes. Queixam-se os árbitros. Toda a gente se queixa.
Vociferam os adeptos. Especialmente quando o clube do seu coração é prejudicado.
Mas ninguém dá o primeiro passo.
O que parece estranho.
Parece, mas não é.
Na verdade, bem lá no fundo, todos – ou quase todos – desejam que as coisas continuem como estão.
E porque o desejam?
Porque acalentam a esperança de um dia virem a ser beneficiados.
Porque não querem arrostar com as vinganças dos poderosos.
Se denuncio um árbitro, ele vai ser castigado, é certo.
Mas depois?
Ele passa palavra aos árbitros amigos e o clube vai pagar as favas.
Por isso é melhor estar calado.
Os árbitros são desde pequeninos ensinados a depender dos seus dirigentes que os promovem. Dos observadores que classificam as suas actuações.
As subidas de escalão dependem do padrinho que se tenha e só depois do nível de conhecimentos. Da capacidade. Do mérito.
O padrinho normalmente é um dirigente da arbitragem. Mas também pode ser um dirigente associativo. E mesmo um dirigente de clube.
Uma subida aos nacionais representa para um árbitro um crescimento acentuado dos seus rendimentos.
Que justifica por isso o sacrifício de um bom investimento.
Isto repete-se tanto que já parece normal.
E perverso.
Se o dirigente quer ser campeão, já sabe que ter uma boa equipa só por si não basta. É preciso
Investir fora do campo. E começar a jogar pelo menos à sexta-feira à noite.
O árbitro, se quer subir, já sabe que tem de estar nas boas graças dos deuses que tudo decidem, porque não basta estudar bem as leis do jogo nem preparar-se fisicamente.
Os adeptos sabem tudo isto.
Calam-se de contentamento quando é a favor do seu clube.
Berram, gritam, ameaçam quando o seu clube é prejudicado.
Conclusão: Clube que vai à frente é ajudado pelos árbitros.
Os seus dirigentes são espertos ou corruptos.
Consoante fala o adepto ou o adversário.
( Felizmente, há excepções…)


Álvaro Neto










Bairros Sociais em Leça


Face aos acontecimentos problemáticos que têm vindo a suceder em Leça da Palmeira, fruto da política gerada pelo Sr. Presidente Narciso Miranda, gostaria que este jornal do concelho fizesse uma análise aos bairros sociais no concelho de Matosinhos.

Actualmente, estão em construções novas habitações junto ao complexo desportivo de Leça da Palmeira, no qual pensam ser entregues já no principio do próximo ano.

O Sr. Presidente, deu ordem de execução rápida dos trabalhos, para que antes das próximas eleições, ele pudesse entregar ás pessoas mais desfavorecidas.
O objectivo é tentar alcançar o maior número de votos nas próximas eleições para o seu partido...e quem sabe se não será ele candidato ás eleições da autarquia mesmo estando impedido de ser candidato pelo PS?

Alguém já pensou, se ele não poderia se candidatar sem ser pelo PS?
Temos um político conhecido de exemplo, que criou o Partido Independente.

Mas continuando, o Sr. Narciso está a avançar com a construção sem ter feito uma análise a certos aspectos:

- Segurança (a polícia, não tem tido meios para criar disciplina nos bairros sociais)

- Acessibilidades (têm feito os edifícios, mas não olham aos acessos, um exemplo, são os que estão em construção junto ao complexo, em que os arruamentos são muito estreitos, com estradas danificadas);

- Impacto social (a construção de novos edifícios, sem fazerem um relatório do seu impacto);

- Bairros sociais poucos dispersos pelo concelho (Zona de Monte Espinho e Complexo Desportivo em Leça da Palmeira), no qual está a cometer um erro a médio e a longo prazo (exemplo do Bairro S. João de Deus);

O Sr. Narciso tem cometido muitos erros na freguesia de Leça da Palmeira:
- o complexo desportivo não tem qualquer utilidade para os moradores que vivem perto;

- o próprio empreendimento (Complexo), em termos de segurança para as crianças são nenhumas, não existe um passeio no perímetro deste. É muito bonito para quem vem do Estádio do Leça, mas não imaginam como é no lado norte do complexo;

- o caso Petrogal, no qual o Sr. Presidente queixa-se e diz que tem a intenção de fechá la…já pensaram na quantidade de pessoas que trabalham, directa e indirectamente, e que poderiam vir para o desemprego. Na política diz-se tudo o que convém, mas na verdade a própria Câmara de Matosinhos sabe que recebe, um boa cota parte dos impostos, vindo da Petrogal também directa e indirectamente.

- os arruamentos de Leça da Palmeira (degradados, ex. Rua Fernando Aroso);

- a própria ponte do IC1 ( alguém atravessou a ponte do IC1 com chuva??A agua da chuva não escoa. O próprio pavimento é o pior que já alguma vez se viu. A quem devemos pedir responsabilidades?? Não deveria ser a Câmara de Matosinhos a tomar a iniciativa e comunicar ao Instituto Nacional de Estradas??);

- a ponte móvel de Leça da Palmeira, cujo o seu prazo de validade expirou, e até hoje nada foi feito;

Neste momento, um grupo de pessoas está a fazer uma análise de modo a ver a possibilidade de Leça da Palmeira ser elevada a Concelho, visto que houve freguesias que foram elevadas a concelho com menos atributos que Leça da Palmeira.

Existe uma falta de consideração para com os habitantes de Leça da Palmeira, até mesmo da comunicação social, porque para as coisas más (caso da Petrogal) a comunicação diz “.. em Leça da Palmeira…” mas para os aspectos positivos (Exponor), dizem “…na Exponor, em Matosinhos…” ou “…no aeroporto Sá Carneiro em Matosinhos…”!! Para quem não sabe de geografia, Matosinhos é a sul do Rio Leça.

Neste momento existe uma grande revolta dos “leceiros” em volta da Câmara Municipal de Matosinhos. A própria junta de freguesia não tem sabido impor-se com as suas ideias e necessidades vai agindo de acordo com o vento.

Irei tentar, com a ajuda de certas pessoas ligadas a partidos políticos, atingir este objectivo.

Sozinhos, sabemos fazer melhor por Leça da Palmeira! "



Paulo Jorge Magalhães Pires
(Carta enviada ao Jornal Matosinhos Hoje, com o intuito de uma análise dos bairros sociais de Leça da Palmeira)





As listas dos professores...


Pois com certeza que as listas dos professores não saírem provoca um transtorno muito grande na vida pessoal destes e dos alunos, mas... e as famílias que têm de se organizar para colmatar a falta das crianças não terem aulas...

Onde está a voz da Confap? Onde está a voz das Associações de Pais?
Onde está a preocupação connosco que temos os filhos em casa ou em ATL o dia inteiro, ou alterando a vida de familiares próximos para assegurar o acompanhamento devido aos nossos filhos.

Investimento no ensino superior???? Quando este não é obrigatório?!?!?
Meu Deus investe-se apenas onde é visível o descontentamento na praça pública.
Os Pais/Mães das crianças mais pequenas e "médias" têm de estar a trabalhar, têm de estar a ganhar o sustento da família e não estão organizados para fazer valer os seus direitos. Como ultrapassar esta questão?

A Administração não investe no ensino básico PORQUÊ?????? eu explico: NÃO SÃO VISÍVEIS OS SEUS DESCONTENTAMENTOS!!! Só pode ser por esta razão!
A resolução do problema da educação passa também por questões não visíveis e que não trazem directa ou indirectamente votos nas urnas; passa pelo investimento no pré-escolar, no básico. Nas estruturas de apoio à família.

A realidade hoje é diferente da existente no século passado.
Hoje em dia pais e mães trabalham fora. Os avós ainda estão na vida activa e as estruturas de apoio não existem.
Ninguém tem de entender que a licenciatura em qualquer curso lhe dá entrada imediata no ensino.
Não se tornam professores aqueles que completam licenciaturas e reinvindicam lugares no ensino. Os nossos filhos não têm de ser ensinados por quem não tem colocação no mercado de trabalho e opta, em última escolha, pelo ensino.

Ficam prejudicadas as crianças, ficam prejudicadas as famílias, ficam prejudicados os VERDADEIROS professores, fica prejudicado o Estado e, acima de tudo, fica prejudicado o nosso FUTURO por falta de investimento adequado nas camadas mais novas.
- Como colmatar o insucesso escolar se uma das inúmeras causas do abandono escolar passa pela falta de infraestruturas?
- Como colmatar o problema do insucesso escolar se se coloca à frente questões partidárias para a resolução dos problemas??
- Como seduzir as nossas crianças para a escola se não lhes damos as devidas infraestruturas e apoios?

A resolução do problema não passa pela demissão do ministro A ou B, passa pela responsabilização das estruturas administrativas que permanecem imutáveis.
Passa pela consolidação de atitudes. E passa, essencialmente, pela intervenção cívica de cada um.
É, apenas isso que estou a fazer.

Este é o meu desabafo! Vale quanto isso!


Uma mãe.

Os textos, aqui publicados, são da única responsabilidade dos seus autores!
 
 
  Outros artigos
 

"100 mil portugueses..."

"Inaugurar o quê?!"

"Comércio Tradicional em Matosinhos"

"(In)Segurança em Leça"

"Ambiente de Suspeição"

"As Listas dos Profes-sores"

"Bairros Sociais em Leça"