Leitura encenada do texto ”Frames” de Franz Keppler

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Na próxima quinta-feira, 27 de Novembro, pelas 21h30, o Salve Língua de Camões apresenta a leitura encenada do texto ”Frames” de Franz Keppler, no Museu da Quinta de Santiago.

FRAMES reúne três histórias sobre a urgência e as impossibilidades da vida.

[h2]Franz Keppler[/h2]

É jornalista e autor teatral. Começou a se interessar por teatro quando estava na quinta série do curso ginasial, em 1975. Tinha aulas de português com a Maria Helena Muniz, irmã do Lauro César Muniz. Ela incentivava muito o teatro na escola, fazia festivais entre as classes, com prémios para melhor montagem, ator, atriz etc. Naquele ano, Franz Keppler ganhou o prémio de melhor ator que lhe foi entregue por Lauro César Muniz.

 

Alguns anos depois, em 1978, em uma pesquisa em uma biblioteca municipal, viu que ali existia um    trabalho de teatro para adolescentes. Franz Keppler entrou para esse grupo, o Tabas, e passou a adolescência participando de diversos espetáculos infanto-juvenis.

 

Jornalista de formação, no início da carreira trabalhou na área cultural, colaborando com um jornal do Rio de Janeiro, já extinto, e na assessoria de alguns espetáculos teatrais, mas a maior experiência de Franz Keppler é no jornalismo empresarial. Franz Keppler trabalhou por quinze anos em uma agência de comunicação empresarial. Somente em 2006 decidiu dedicar-se integralmente ao teatro.

 

O primeiro texto que Franz Keppler escreveu foi “Egos Com Plexos”, montado no TBC em 1988 e dirigido por ele mesmo. Depois, optou pela comunicação e só voltou a escrever em 2005. Surgiu, então, o texto “Anjo da Guarda”. O texto foi lido pelos atores Cláudio Fontana e Elias Andreato, no final daquele ano, no projeto Segundas Intenções. Os comentários que vieram a seguir sobre o texto incentivaram Franz Keppler a continuar escrevendo. Na sequência, escreveu “Nunca Ninguém me Disse Eu Te amo”, texto baseado na sua convivência com gerentes e diretores de marketing e recursos humanos de multinacionais dos mais diversos segmentos. A peça, encenada pelas atrizes Laís Correa e Sílvia Ferreira, foi considerada pela crítica uma das melhores de 2007 e recebeu várias indicações para prêmios. A atriz Laís Correa concorreu ao Prêmio Qualidade Brasil de Melhor Atriz 2007 por esse trabalho.

 

“Nunca Ninguém me Disse Eu Te amo” trata de uma executiva (Renata – Laís Correa) que, depois de dedicar mais de 25 anos a uma empresa de sabão em pó, é demitida e estabelece um diálogo corrosivo com a sua companheira de trabalho, Ana – Sílvia Ferreira, uma jovem secretária, que aparentemente parece estar comovida com o ocorrido, mas que no decorrer da trama demonstra não ser tão emotiva quanto parecia. A dedicação de Renata, que deixou até mesmo de ir ao enterro de sua mãe, não foi levada em conta pelos     dirigentes da empresa, que pretendem reestruturar o quadro de funcionários, hábito comum no ramo   empresarial. A busca do sucesso em detrimento da dedicação à sua vida pessoal fez com que Renata sentisse a sua demissão como “uma punhalada pelas costas”…

 

Em 2007, Franz Keppler escreveu “Depois de Tudo”. Ainda em 2007, Franz Keppler participou, como dramaturgo convidado, do Festival de Peças de Um Minuto, promovido pelos Parlapatões.

 

Em 2008, entra em cartaz a peça “Depois de Tudo”, resultado de mais uma parceria entre Franz Keppler e o diretor Flávio Faustinoni, iniciada em 2007 com a montagem de “Nunca Ninguém Me Disse eu Te Amo”, que permaneceu oito meses em cartaz em São Paulo, apresentou-se no Festival de Curitiba e, em 2008, entrará em tourné nacional.  Com “Depois de Tudo”, Keppler e Faustinoni dão continuidade à proposta de investigar e levar aos palcos assuntos contemporâneos. A peça foi escrita em 2007, logo após o fatídico acontecimento do buraco do metro em São Paulo.


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