Matosinhos paga 206 mil euros por memorial ao operário conserveiro

memorial ao operário conserveiro

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[h2]Monumento ao Operário Conserveiro do escultor Rui Anahory[/h2]

A Câmara de Matosinhos vai adjudicar ao escultor Rui Anahory a construção de um monumento ao operário conserveiro, a executar no âmbito da regeneração urbana da praça de Matosinhos. A obra está orçada em 206 mil euros.

O executivo matosinhense deverá amanhã, 8 de Março, aprovar o início do procedimento por ajuste directo do Monumento ao Operário Conserveiro ao escultor Rui Anahory, por um valor estimado em 167,8 mil euros, a que acresce o IVA à taxa de 23%, com a factura a ultrapassar os 206 mil euros.

Como se trata da criação de uma peça de escultura, torna-se impossível a satisfação da necessidade por via dos recursos próprios da Câmara, pelo que se propõe a contratação do escultor, Rui Anahory, já reconhecido pelas suas obras figurativas, que reside em Matosinhos há mais de 20 anos”, lê-se no parecer prévio que será amanhã apreciado pelo executivo camarário.

Além de trabalhos para o próprio município, como o Centro de Congressos e Desportos, o Museu da Quinta de Santiago e Aurora da Liberdade, a proposta realça que Matosinhos possui monumentos da autoria de Anahory dedicados a actividades agro-marítimas, nomeadamente em Espinho e Póvoa do Varzim.

A construção de um memorial aos trabalhadores da indústria conserveira, uma actividade económica que ainda subsiste na cidade, será executada, no prazo de “60 dias”, no âmbito da regeneração urbana da praça de Matosinhos.

[h2]O escultor Rui Anahory[/h2]

Rui Anahory licenciou-se em Artes Plásticas em 1979 pela Escola Superior de Belas Artes do Porto (génese das atuais faculdades de Belas Artes e de Arquitetura da Universidade do Porto (FBAUP). Foi Professor do ensino preparatório, secundário e profissional, de 1973 a 1995 e de 1996 a 2007 foi docente do departamento de Escultura da FBAUP.

Realizou trabalhos de escultura e performance no rio Douro em colaboração com as II Jornadas Internacionais de Música Contemporânea do Porto organizadas pela Oficina Musical dirigida pelo Maestro Álvaro Salazar, que permitiram a concretização de algumas ideias latentes sobre espaço, escultura e movimento. Realizou várias exposições individuais e participou em várias coletivas, em Portugal e no estrangeiro (Alemanha, Bélgica, Turquia, Inglaterra). Foi o cofundador há 30 anos da, agora, Companhia de Teatro de Braga. Tem realizado várias cenografias e edições de múltiplos de escultura, serigrafia e cerâmica e a sua obra integra diversos espaços públicos e está representada em várias instituições e coleções particulares.

NegóciosPT


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