Jovem morre em acidente com metro em Matosinhos

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Luana Pereira ia com uma amiga à Senhora da Hora e ficou com o pé preso quando tentava sair das carruagens do metro.

Saíram juntas do Bairro de Aldoar, no Porto, onde viviam, para ir à festa da Senhora da Hora, em Matosinhos. Apanharam o metro na estação das Sete Bicas e, enquanto a amiga ocupou um lugar no interior do metro, Luana Pereira, de 13 anos, arriscou ir de “pendura” no meio de duas composições para não pagar bilhete. Foi uma boleia de alto risco que lhe custou a vida. A jovem “adepta de aventuras” acabou por morrer na estação do Senhor de Matosinhos, após ter ficado com o pé preso quando ia a sair da carruagem. Luana Pereira sofreu múltiplos ferimentos e, apesar das tentativas de reanimação, morreu no local. A vítima vivia com a mãe, a irmã, a avó, o tio e o sobrinho.[su_spacer]

Elas eram unha com carne, iam para todo o lado juntas. No domingo saíram para passear e a amiga disse-lhe para ela não se empoleirar, mas ela foi na mesma“, contou uma das vizinhas, acrescentado que foi a amiga da vítima, um ano mais nova, quem alertou para o desaparecimento da jovem.[su_spacer]

Ela não teve coragem para contar, estava pálida e em choque. Apenas pediu um telemóvel emprestado e ligou à mãe a dizer que não sabia da Lu [nome como Luana era conhecida] e a mãe foi avisar a avó da rapariga“.[su_spacer]

Desesperada, a família de Luana Pereira procurou-a a durante duas horas. Até que, na esquadra da PSP, receberam a notícia. “Percorreram vários locais onde ela poderia estar e nada. Quando foram à Polícia e descreveram o que a Lu tinha vestido mandaram-nas para o Instituto de Medicina Legal“, referiu a mesma fonte.[su_spacer]

Colega abalada

A amiga da vítima, de acordo com os vizinhos, teve de receber apoio psicológico. “Ela veio a pé desde Matosinhos até ao Porto. Só metia as mãos à cabeça, aos gritos. Não come nem nada“.[su_spacer]

No bairro onde Luana Pereira nasceu, a adolescente é recordada como uma rapariga “rebelde, mas muito meiga” que “não costumava arriscar tanto“. “Vamos sentir a falta dela. A miúda era uma alegria. Falava com toda a gente e a avó fazia tudo por ela“, garantiu outra vizinha, revelando que, daqui a três semanas, a jovem fazia anos.[su_spacer]

Alugaram uma tenda para a festa e a avó já tinha ido encomendar o macacão que ela tanto queria“, disse. O corpo da jovem permanecia segunda-feira no Instituto de Medicina Legal. Ainda não há data para a realização das cerimónias fúnebres.[su_spacer]

train surfing

Jovens colocam a vida em risco

Chama-se “train surfing” e é o fenómeno internacional que leva os jovens a viajar pendurados nas laterais dos metros, sentados nos pára-choques ou empoleirados nos tejadilhos das composições. São demonstrações de exibicionismo e de valentia que não resultam da tentativa de viajar sem bilhete. Alguns têm assinatura mensal mas, ainda assim, não ocupam lugar no interior das composições. Os troços entre a Senhora da Hora e a Trindade são os locais onde a prática é mais comum. Os riscos são elevados: há o perigo de atropelamento, de queda ou de eletrocussão.[su_spacer]

A atividade levou a Metro do Porto, em 2015, a reforçar a segurança com mais equipas no terreno para vigiar estes comportamentos e reportar os casos à Polícia. No mesmo ano, a Proteção Civil apelou aos diretores dos agrupamentos de escolas para que fosse desenvolvido um trabalho de sensibilização junto dos estudantes para os perigos do “train surfing”.

JN


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2 Comentários

  • Infelizmente já vi várias vezes jovens na parte de traz do metro aos gritos por diversão no metro aqui em Brito capelo em Matosinhos quando acontece as tragédias querem culpar alguém sendo que os culpados são os próprios jovens lamentável isso.

  • Se for isto mesmo que aconteceu. De a mulher estar pendurada do lado de fora do metrô, então está e uma situação normal. A cada dia mais adolecentes a fazer isto.. Penduram na parte de trás ou na parte da porta do metrô.. Mas não com o intuito de viajar sem pagar.. E sim por diversão

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