Música de Dvorak e Britten para ouvir na Igreja do Bom Jesus de Matosinhos

Dia Mundial da Música
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O barroco da talha dourada da Igreja do Bom Jesus de Matosinhos volta este sábado, pelas 17 horas, a acolher mais um concerto gratuito de música de câmara. Sob os braços abertos do Senhor de Matosinhos, no grande silêncio do templo, o Quarteto de Cordas de Matosinhos fará soar os acordes de Antonín Dvorak e Benjamin Britten, continuando a tarefa de levar os grandes génios da música às igrejas do concelho, numa iniciativa que visa democratizar as sonoridades mais eruditas.[su_spacer]

Presença regular na programação das principais salas de espetáculos de Portugal e da Europa, o Quarteto de Cordas de Matosinhos preparou para o último recital da Temporada de Música Clássica 2017 um programa composto por duas peças, o “Quarteto de Cordas em Fá maior, op. 96”, de Dvorak, e o “Quarteto de cordas nº2, op. 36, em Dó maior”, de Britten.[su_spacer]

Também conhecida como “Americano”, o “Quarteto de Cordas em Fá maior, op. 96” foi composto em 1894 e apresentado pela primeira vez em Boston, a 1 de janeiro de 1894, pelo Kneisel Quartet. A despeito da alegada influência que os ritmos da música tradicional índia e afro-americana teriam exercido sobre as obras que Antonín Dvorak compôs nos Estados Unidos da América, a peça soa tão nostálgica como as composições europeias do checo, embora se destaque a vivacidade, o charme, a exuberância e a intensidade do seu tom geral.[su_spacer]

O “Quarteto de cordas nº2, op. 36, em Dó maior” foi composto por Benjamin Britten em 1945, ano em que o compositor conheceria o início do seu sucesso internacional. A peça, escrita para assinalar os 250 anos da morte de uma das figuras ímpares da música inglesa, o compositor Henry Purcell, estreou-se no Wigmore Hall, em Londres, a 21 de novembro de 1945, pelo Zorian String Quartet. Acolhendo a influência de Purcell e também de Bartók, a estrutura da peça resulta original e mesmo inusual.

Quarteto de Cordas de Matosinhos


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