Bloco de Esquerda condena falta de vagas nos Campus de Férias municipais em Matosinhos

Pedro Filipe Soares - Bloco de Esquerda
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Bloco de Esquerda denuncia falhas no planeamento e exige medidas urgentes para garantir o acesso a mais crianças de Matosinhos aos programas de ocupação nas férias escolares.


O Bloco de Esquerda (BE) de Matosinhos criticou duramente a gestão da Câmara Municipal no que respeita à organização dos Campus de Férias para crianças até aos 14 anos. As vagas esgotaram em poucas horas, deixando muitas famílias sem resposta para o período de férias escolares, situação que o partido classifica como “um falhanço redondo“.

Segundo o BE, a ausência de critérios de prioridade para residentes do concelho agravou ainda mais o problema, permitindo que famílias de outros municípios ocupassem algumas das vagas. “Num município progressista, espera-se que se cuide das suas crianças e se apoie as famílias. Os Campus de Férias devem ser instrumentos de coesão social, não um fator de desigualdade”, defendeu o partido em comunicado.

Os bloquistas sublinham que estas atividades não devem ser encaradas como um privilégio, mas sim como uma necessidade essencial, sobretudo para as famílias trabalhadoras. Alertam ainda que a falta de oferta pública promove o crescimento de soluções privadas dispendiosas, inacessíveis para muitas famílias.

O partido acusa a autarquia de falta de planeamento e de transparência, questionando por que motivo a oferta não foi alargada face à procura recorrente dos últimos anos. Criticam também a ausência de dados públicos sobre as inscrições e os critérios de acesso, o que, na sua perspetiva, demonstra uma gestão pouco clara e desarticulada.

Face ao cenário atual, o Bloco de Esquerda exige medidas imediatas: a ampliação urgente do número de vagas, envolvendo recursos adicionais como escolas, associações e IPSS; e a divulgação transparente de dados relativos ao processo de inscrição.

O que está em causa não é apenas um serviço, mas o direito das crianças a ocupações de verão de qualidade e o apoio às famílias que tentam conciliar vida profissional e familiar”, conclui o BE, anunciando ainda o lançamento de uma petição pública para pressionar a autarquia a resolver o problema.

O partido apela à mobilização das famílias e cidadãos, sublinhando que “a infância não pode ficar para trás”.



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