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Prioridade é estabilizar o novo sistema aduaneiro e libertar espaço nos terminais. Serviço de transporte para as Regiões Autónomas opera sem constrangimentos.
A recente entrada em funcionamento do novo sistema informático da Autoridade Tributária e Aduaneira (SIMTEM) provocou constrangimentos com impacto direto na operação de contentores e de carga geral no Porto de Leixões, afetando sobretudo a fluidez do despacho aduaneiro. Esta situação conduziu à acumulação significativa de contentores nos terminais, ao ponto de esgotar a capacidade disponível, apesar do empenho da Autoridade Tributária, da Alfândega de Leixões, dos operadores portuários, agentes, transitários e despachantes, bem como dos serviços da Administração dos Portos do Douro, Leixões e Viana do Castelo (APDL).
Perante este cenário, a prioridade passa agora pela estabilização do novo sistema aduaneiro, condição essencial para a retoma da normalidade do sistema portuário. O Porto de Leixões funciona de forma altamente integrada e automatizada, sendo essa articulação determinante para garantir a eficiência e a performance operacional dos terminais e da portaria principal. Segundo a APDL, só com o sistema a operar em pleno é possível assegurar a movimentação eficiente de grandes volumes de carga, num contexto marcado pela forte limitação de espaço disponível.
Nesta fase, a APDL considera “crucial” a colaboração das empresas e dos transportadores no levantamento dos contentores que já dispõem de autorização de saída. Esses contentores, refere a empresa, já foram devidamente identificados e comunicados aos clientes e operadores através dos canais habituais da APDL e do concessionário do Terminal de Contentores de Leixões (TCL). O objetivo é libertar espaço nos terminais, permitindo a receção da carga prevista nos navios programados para os próximos dias.
Em comunicado, a autoridade portuária esclarece ainda que o serviço marítimo para as Regiões Autónomas se encontra totalmente normalizado, estando a decorrer o carregamento de navios com destino às ilhas “sem qualquer constrangimento”.
Este episódio veio, no entanto, reforçar fragilidades já conhecidas do sistema portuário. O elevado volume de carga movimentado, o forte grau de automatização e o facto de o Porto de Leixões operar próximo do limite da sua capacidade infraestrutural tornam-no particularmente sensível a perturbações operacionais.
Perante este cenário, a APDL sublinha a urgência dos investimentos estruturais já previstos, considerados determinantes para reforçar a resiliência, a competitividade e a capacidade de resposta do porto, destacando, em particular, a ampliação do Terminal de Contentores Norte como uma prioridade estratégica para o futuro do Porto de Leixões.

