Escultura de Cabrita Reis vandalizada em Leça da Palmeira

"A Linha do Mar" - Escultura de Cabrita Reis vandalizada em Leça da Palmeira
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Escultura foi alvo de atos de vandalismo em Leça da Palmeira. A obra custou ao Município de Matosinhos mais de 300 mil euros.


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A escultura recentemente colocada perto do farol da Boa Nova, em Leça da Palmeira, foi vandalizada na noite do passado sábado. “A Linha do Mar” é uma escultura de Pedro Cabrita Reis e ficou literalmente coberta com palavras de ordem como “CMM vergonha”, “os nossos impostos 300 mil €” e “isto é Leça”.

De acordo com as informações disponíveis no portal dos contratos públicos (BASE) a aquisição da escultura e o trabalho custou à Câmara Municipal de Matosinhos, 307.500 euros.

A Presidente da Câmara Municipal de Matosinhos Luísa Salgueiro lamentou o ato de vandalismo escrevendo na sua página de Facebook “(…) o investimento na cultura está longe de ser consensual e é perfeitamente respeitável que as pessoas tenham a opinião de que esta não seja uma responsabilidade do Estado, privando o seu acesso à classe média e baixa. Contudo, existem diversas formas legais, democráticas e menos lesivas do nosso património comum para evidenciar essa opinião. A política cultural é determinante para combater a intolerância. É também por isso é que decisivo continuar a investir nesta área, como a Câmara Municipal de Matosinhos tem feito nas últimas três décadas. A diversidade de opiniões, a discussão de ideias antagónicas e a tolerância terão sempre lugar em Matosinhos”.

Fotos: Arménio Dias


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3 Comentários

  • É engraçado como tentam inverter a borrada que foi feita com os coitadinhos da classe baixa que ficariam privados do acesso à cultura. O politicamente correto sempre a comandar as políticas na Europa. Ora bem porque não facilitar o acesso aos museus com 300 mil euros? Isto só foi uma demonstração que apesar de classes mais baixas as gentes da terra ainda conseguem pensar por si.
    Além do mais colocam a etiqueta de vandalismo quando alguem decide grafitar a viga número 1 da serralharia. Porque não falar em participação artística pública construtiva de uma viga que era apenas uma viga?
    No caso de adotar o conceito de vandalismo talvez então pudéssemos utilizar a crítica de Scruton e admitir que as vigas só estavam lá para serem destruídas.
    Vandalismo? Opinião pública? Escultura? Arte?

  • Mas o que é que podemos quer mais?
    Não podemos pedir mais…Está tudo oferecido:

    -Radiaçáo 5G em cima dos cidadãos de Matosinhos (os “ratinhos da India”).
    -Refinaria de Leça no podio europeu das mais poluidoras…!
    -ETAR de Leça em metais pesados para o mar campeã, para alimentar o WBF!
    -Viga I para serralharia a 300.OOO euros…! É obra de arquitectura!

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