Leça e cultura, um casamento perfeito

Obras de Siza Vieira em Leça

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Joaquim MonteiroO inverno está a chegar ao fim e com a aproximação da primavera começam-se a definir os programas culturais das diferentes localidades para as estações mais solarengas e quentes. Leça da Palmeira não foge à regra e começam-se a tornar evidentes algumas das opções culturais para os meses que se aproximam.

Leça da Palmeira é, por natureza, uma localidade associada à cultura. Não tanto pela participação das gentes leceiras nas atividades culturais, mas muito mais pelos programas culturais que as entidades oficiais lhe costumam colocar ao dispor e pela qualidade cultural das gentes leceiras.

Relativamente ao património construído Leça é, indiscutivelmente, um exemplo cultural. Começando pelo património religioso e terminando no património natural, Leça da Palmeira é riquíssima tanto em quantidade como em qualidade.

Por isso, não é de estranhar que a Junta de Freguesia aposte na criação do roteiro cultural Siza Vieira. Peca é por tardio.

Podemos não perceber totalmente as ideias de Siza Vieira, podemos até discordar de alguns dos seus pontos de vista, como é o meu caso relativamente à marginal e à sua pouca funcionalidade, mas é inegável que a simples assinatura de Siza Vieira em qualquer obra é garantia de inúmeros visitantes/turistas. Mais que matosinhense, Siza Vieira é um arquiteto do mundo. Daí não estranhar sermos abordados em plena marginal leceira por turistas que, em línguas por vezes esquisitas, nos questionam sobre a Casa de Chá ou as Piscinas das Marés.

Criar um roteiro cultural das obras de Siza Vieira é algo que já devia ter sido feito há muito. Mas pode não ser suficiente. É necessário investir na divulgação do roteiro cultural de Siza Vieira no ponto de origem dos turistas que nos visitam através dos cruzeiros.

[h2]Um bom exemplo são as bandas musicais oriundas de Leça da Palmeira[/h2]

Mas as gentes leceiras também têm muita qualidade cultural. Um bom exemplo são as bandas musicais oriundas de Leça da Palmeira que têm conseguido gravar e editar CD`s e que têm conseguido participar em concertos musicais por esse Portugal fora. Os Expensive Soul são de longe os mais conhecidos, os mais vendidos, mas não são os únicos. Outras bandas leceiras  conseguiram colocar músicas em séries juvenis, fazer a primeira parte de concertos de bandas internacionais, editar CD`s. Mas confesso ter um carinho especial pelos Expensive Soul e embora aprecie bastante os seus últimos sucessos, continuo a preferir o primeiro CD «BI» com as músicas que falam diretamente de Leça da Palmeira. Destaco as músicas «Eu Não sei» onde se afirma que «Leça da Palmeira a terra mais bonita de Portugal»  e «O Tempo passa» que fala dos seus tempos em diversas áreas de Leça, nomeadamente os jogos de futebol no quartel (Bataria).

Também por isso me apraz destacar o III Festival de Bandas da Cidade que a Junta de Freguesia vai levar a cabo. Este tipo de ações podem ser o ponto de partida para muitas das denominadas bandas de garagem e o salto que algumas precisam para o estrelato.

Estas são duas iniciativas que decidi destacar esta semana. Mas creio que muitas mais virão nos próximos meses. Leça da Palmeira tem uma tradição cultural que vai manter.

Até à próxima semana.

Saudações leceiras

Joaquim Monteiro


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