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Fundo da Quadrantis Capital e Grupo MCaetano adquirem património da Nexponor para modernização e criação de um novo empreendimento urbano em Matosinhos.
O património imobiliário da Nexponor, que inclui o emblemático parque de exposições da Exponor, em Leça da Palmeira, foi oficialmente vendido por 40 milhões de euros. A venda da totalidade do ativo foi concluída pela sociedade gestora Insula Capital a favor de um fundo gerido pela Quadrantis Capital, participado pelo empresário João Koehler e pelo Grupo MCaetano.
O complexo negociado engloba não só os pavilhões e áreas de serviço da Exponor, mas também dois lotes destinados a promoção imobiliária, perfazendo uma área bruta de construção de aproximadamente 180.000 metros quadrados acima do solo. O ativo estava em comercialização desde outubro do ano transato com um preço base de 32 milhões de euros. Após ter recebido cerca de dez propostas de investidores nacionais e estrangeiros, o negócio foi encerrado por um valor substancialmente superior àquele que estava inicialmente projetado. A operação teve a assessoria financeira e jurídica da Cushman & Wakefield e da Abreu Advogados.
O rumo estratégico para o recinto passa agora por um projeto de grande escala. Em abril de 2024, a Câmara Municipal de Matosinhos já havia aprovado um Pedido de Informação Prévia (PIP) e um AUDAC para a expansão e requalificação daquele território. Este plano prevê, a par da necessária modernização do recinto de feiras, o desenvolvimento de um vasto empreendimento de uso misto, que unirá espaços de habitação, turismo, serviços e comércio.

Para a modernização específica do espaço de exposições, o fundo gerido pela Quadrantis planeia investir cerca de 15 milhões de euros. Em comunicado conjunto, Manuel Caetano e João Rafael Koehler afirmaram o compromisso com a criação de um “projeto urbano sustentável”, capaz de gerar riqueza e emprego para a Área Metropolitana do Porto, mas “respeitando a importância económica do Parque de Feiras e Exposições para a região”. Florence Ricou, CEO da Insula Capital, celebrou a transação referindo que a mesma representa “o reconhecimento do potencial transformador de um território único”.
Como reflexo da promessa de continuidade da atividade de exposições, o calendário do maior parque de eventos do país prossegue a sua dinâmica normal, tendo já agendados eventos de peso como a FIMAP (setor da madeira e silvicultura), em outubro, e a feira Concreta (construção e arquitetura), em novembro de 2026.

