Legistaltivas 2025: Matosinhos “vira” à direita

Assembleia da República
Partilhe:

Translate

Vitória histórica da direita em Matosinhos: AD vence bastião socialista nas Legislativas 2025


É um novo cenário político aquele que se desenha em Portugal e, em particular, no concelho de Matosinhos, após as eleições legislativas de 18 de maio de 2025. Num território tradicionalmente socialista, a viragem à direita foi clara: a coligação Aliança Democrática (PPD/PSD.CDS-PP) venceu no concelho, algo que não acontecia desde 1987 e 1991.

Nas uniões de freguesias de Perafita, Lavra e Santa Cruz do Bispo, Matosinhos e Leça da Palmeira, bem como São Mamede de Infesta e Senhora da Hora, a AD foi a força mais votada. Apenas na União de Freguesias de Custóias, Leça do Balio e Guifões o PS manteve a liderança, embora com menos votos do que nas legislativas anteriores.

O número de votantes no concelho também registou uma ligeira descida: de 106.501 em 2024 para 104.011 em 2025. A taxa de participação fixou-se nos 69,40%. Verificou-se um aumento dos votos em branco (1.362), mas uma redução nos votos nulos (934).

Resultados Legislativas 2025 em Matosinhos
Resultados Legislativas 2025 em Matosinhos

PS sofre queda acentuada e Chega ameaça liderança da oposição

A nível nacional, a Aliança Democrática saiu vencedora com 89 deputados (32,10%), seguindo-se o PS e o Chega, ambos com 58 deputados cada. A confirmar-se a eleição de dois deputados do Chega nos círculos da emigração — cujos resultados serão conhecidos nos próximos dias —, André Ventura poderá tornar-se o líder da oposição, ultrapassando o PS, que vê o seu líder Pedro Nuno Santos abandonar a liderança após a derrota.

Com 31,43% dos votos, a coligação liderada por Luís Montenegro ultrapassou o PS, que ficou em segundo lugar com 26,88%. Este resultado representa um crescimento de 2,99% para a direita em relação às eleições de 2024, e uma queda significativa para os socialistas, que desceram dos 32,55% para os atuais 26,88%, ou seja, uma quebra percentual de aproximadamente 17,43%.

Entre os restantes partidos, destaque para o Bloco de Esquerda, que sofreu uma derrota expressiva, passando de cinco para apenas um deputado. A Iniciativa Liberal subiu para nove deputados, o Livre conseguiu eleger três (mais dois do que em 2024), enquanto a CDU perdeu um lugar. O PAN manteve um deputado, e o Juntos Pelo Povo (JPP) elegeu, pela primeira vez, um deputado a nível nacional.

Portugal acorda, assim, com um novo mapa político — mais fragmentado, mais polarizado e com uma direita mais forte do que nunca.



Partilhe: