Paróquia

Liturgia Familiar: Proposta para o 6.º Domingo Comum – Ano B

Jesus Cura Leproso

“Se quiseres podes curar-me”

É admirável este “grito”: “Se quiseres podes curar-me”.
Como fazem sentido para nós hoje estas palavras. Como precisamos de apostar nesta confiança no Senhor.
É verdade que precisamos da ciência, da medicina, mas também precisamos de Deus na nossa vida e na vida do mundo. Reconhecemos que com a Sua graça podemos chegar bem mais longe. Não deixemos de Lhe confiar os nossos pedidos.

LITURGIA FAMILIAR

SAUDAÇÃO

Guia: Jesus Cristo continua a curar: a curar os doentes e a salvar pessoas; a fazer desaparecer a lepra e a destruir as barreiras do egoísmo. Tudo para a maior glória de Deus. E a glória de Deus é o homem vivo: são e salvo, curado e salvo no amor. O apelo ‘fique em casa’ e o necessário distanciamento físico, não seja pretexto para a indiferença ou para o esquecimento, seja de quem for. Tornemo-nos instrumentos do amor de Deus, cuidando ainda mais uns dos outros. Em nome do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo.

Todos: Ámen.

PEDIMOS PERDÃO

Guia: Conscientes da nossa impureza, pedimos ao Senhor que nos limpe, nos purifique com o toque da sua misericórdia.

Um membro da família: Pela indiferença, que ganha terreno no nosso coração:  Senhor, misericórdia!

Todos: Senhor, misericórdia!

Um membro da família: Pela exclusão, que transforma os outros em descartáveis do progresso: Cristo, misericórdia!

Todos: Cristo, misericórdia!

Um membro da família: Pela dureza do coração, que deixa de ver o outro como irmão:  Senhor, misericórdia!

Todos: Senhor, misericórdia!

ACOLHEMOS A PALAVRA

Leitura do Santo Evangelho segundo São Marcos 1, 40-45 

Naquele tempo, veio ter com Jesus um leproso.
Prostrou-se de joelhos e suplicou-Lhe:
“Se quiseres, podes curar-me”.
Jesus, compadecido, estendeu a mão, tocou-lhe e disse:
“Quero: fica limpo”.
No mesmo instante o deixou a lepra e ele ficou limpo.
Advertindo-o severamente, despediu-o com esta ordem:
“Não digas nada a ninguém, mas vai mostrar-te ao sacerdote
e oferece pela tua cura o que Moisés ordenou, para lhes servir de testemunho”.
Ele, porém, logo que partiu, começou a apregoar e a divulgar o que acontecera,
e assim, Jesus já não podia entrar abertamente em nenhuma cidade.
Ficava fora, em lugares desertos, e vinham ter com Ele de toda a parte.

PARTILHAMOS A PALAVRA

Guia: Como é atual este episódio! Os constrangimentos provocados pela Covid-19 ajudam-nos a compreender um pouco melhor a situação dos leprosos obrigados ao confinamento e ao distanciamento social. Não admira que se use o termo ‘lepra’ para referir a pandemia que estamos a atravessar. É com simplicidade e com convicção que o leproso se aproxima e pede ao Mestre e Médico: “Se quiseres, podes curar-me”. Quantas vezes temos escutado algo semelhante: “Senhor, livra-nos deste vírus que nos enfraquece e nos destrói, que nos afasta e nos mata, que nos atormenta e desumaniza”. De alguns, infelizmente, continuamos também a ouvir que se trata de um terrível castigo divino por causa dos nossos pecados. Jesus Cristo não vai nessa onda e prefere mostrar, com palavras e atos, a compaixão e a misericórdia. Agora, vemo-lo nos nossos hospitais, em nossas casas, presente na compaixão e na misericórdia dos profissionais de saúde, dos voluntários e dos trabalhadores e trabalhadoras, dos vizinhos e amigos, em cada homem e mulher que se arrisca ao contágio por amor à vida, em favor do irmão frágil ou doente. As curas realizadas por Jesus Cristo são sempre sinal exterior de algo mais profundo e mais importante que acontece àqueles que se deixam tocar pelo seu amor. Queira Deus que seja esse o ‘milagre’ deste nosso tempo: a imunidade de grupo que ansiamos com a vacina seja acompanhada também pela humanidade de grupo.

APRESENTAMOS AS NOSSAS PRECES

Guia: Ao Senhor, que nunca é indiferente às nossas necessidades, confiamos as súplicas dos seus filhos, dizendo: Senhor, se quiseres, podes curar-me!
 
Um membro da família: Na Igreja, há quem se sinta excluído, por olhares impiedosos, sem compaixão, que em vez de integrar promovem a exclusão. Em nome de todos os feridos, nós te pedimos:

Todos: Senhor, se quiseres, podes curar-me!

Um membro da família: No mundo, cresce a distância entre pobres e ricos. Em nome de todos os que são esquecidos, explorados, desprezados, como resíduos ou sobras da sociedade, nós te pedimos:

Todos: Senhor, se quiseres, podes curar-me!

Um membro da família: Nesta pandemia, são inumeráveis as vítimas. Em nome de todos os que sofrem e de todos os que arriscam a sua vida para prestar cuidados de saúde, nós te pedimos:

Todos: Senhor, se quiseres, podes curar-me!

Um membro da família: Na nossa família, provocamos atitudes de indiferença e de exclusão, de distanciamento e de esquecimento dos outros. Em nome de todos esses momentos, nós te pedimos:

Todos: Senhor, se quiseres, podes curar-me!

[acrescenta a tua intenção], nós te pedimos:

Todos: Senhor, se quiseres, podes curar-me!

Guia: Filhos amados de Deus, como irmãos, rezamos:

Todos: Pai nosso…

ASSUMIMOS UM COMPROMISSO

Guia: Vem aí a Quaresma! Em família, ‘igreja doméstica’, vamos recordar e viver a Aliança de amor divino, que nos abarca e abraça a todos. Podemos começar por elaborar um plano de privação (de jejum e abstinência), cuja poupança reverta para uma obra social, cultural ou espiritual, ou para o contributo penitencial proposto pela diocese. Bendigamos o Senhor!

Todos: Graças a Deus! 

BÊNÇÃO DA FAMÍLIA E DA MESA

[PARA REZAR ANTES DA REFEIÇÃO EM FAMÍLIA]

Guia: Senhor, ensina-nos a viver o domingo, em família, na alegria do teu amor. Ensina-nos a fazer desta refeição lugar de encontro, de partilha e de festa para que, comendo ou bebendo, ou fazendo qualquer outra coisa, façamos tudo e sempre para a maior glória de Deus.

Todos: Ámen.

Por: Padre Francisco Andrade
Pároco de Leça da Palmeira


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