Paróquia

Liturgia Familiar: Proposta para o 33.º Domingo Comum

Parábola dos Talentos

Uma vez mais é posta à prova a nossa resistência e coragem. Estes dois próximos fins de semana somos convidados a respeitar o recolher obrigatório determinado pelo Governo da Nação. É mais um sacrifício que nos é pedido e, queira Deus que valha a pena. Será bom para todos. Todos temos de nos esforçar para evitar contágios e, assim, impedir que a Pandemia alastre.
É muito importante o que se vai fazendo em termos de proteção, de combate e de tratamento deste vil vírus, mas não podemos descurar a Fé e a Confiança no Senhor, que pode e deve passar, também, pela oração. Quem confia, pede.

Não fiquemos confinados na nossa relação com o Senhor. Aqueles e aquelas que puderem, devem celebrar com alegria e em ambiente festivo a Eucaristia em comunidade na nossa casa de Família: a nossa querida igreja paroquial. Os(as) outros(as) não devem deixar de celebrar o Dia do Senhor participando, ativamente, numa das celebrações transmitidas pela rádio, televisão ou redes sociais, como por exemplo o Facebook da paróquia (Paróquia de Leça da Palmeira), fazendo em família esta celebração ou, ainda, fazendo um período de oração mais longo e intenso.

LITURGIA FAMILIAR

SAUDAÇÃO

Guia: O ano litúrgico caminha para o fim, em direção à plenitude da vida, que só em Deus poderemos encontrar. Enquanto esperamos “o dia do Senhor”, o nosso encontro definitivo com Deus, cabe-nos vigiar, estar atentos, sóbrios, diligentes, fazendo render todos os nossos ‘talentos’. Não nos deixemos iludir, quando disserem “paz e segurança”, porque subitamente irrompe a pandemia do Covid-19, que deixa a descoberto todas as nossas falsas seguranças. Em qualquer caso, permitamos que a confiança em Deus sustente sempre a nossa vida. Em nome do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo. 

Todos: Ámen.

PEDIMOS PERDÃO

Um dos membros da família: Porque muitas vezes conservamos as mãos nos bolsos e não nos deixamos mover nem comover pela pobreza, da qual nos tornamos cúmplices: Senhor, misericórdia. 

Todos: Senhor, misericórdia.

Um dos membros da família: Porque muitas vezes encolhemos as mãos, fazendo da indiferença o nosso alimento diário: Cristo, misericórdia. 

Todos: Cristo, misericórdia.

Um dos membros da família: Porque muitas vezes nos tornamos incapazes de compaixão ao ouvir os clamores alheios, nem nos interessamos por cuidar dos irmãos: Senhor, misericórdia. 

Todos: Senhor, misericórdia.

ACOLHEMOS A PALAVRA

[Ver/ouvir a primeira parte do vídeo/áudio disponível em https://laboratoriodafe.pt/; quem não tem acesso aos meios digitais pode ler o texto da folha em anexo]

Leitura do Santo Evangelho segundo São Mateus – 25, 14-30

Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos a seguinte parábola:
“Um homem, ao partir de viagem, chamou os seus servos e confiou-lhes os seus bens.
A um entregou cinco talentos, a outro dois e a outro um,
conforme a capacidade de cada qual; e depois partiu.
O que tinha recebido cinco talentos fê-los render e ganhou outros cinco. […]
Mas o que recebera um só talento foi escavar na terra e escondeu o dinheiro do seu senhor.
Muito tempo depois, chegou o senhor daqueles servos e foi ajustar contas com eles.
O que recebera cinco talentos aproximou-se e apresentou outros cinco, dizendo:
‘Senhor, confiaste-me cinco talentos: aqui estão outros cinco que eu ganhei’.
Respondeu-lhe o senhor: ‘Muito bem, servo bom e fiel.
Porque foste fiel em coisas pequenas, confiar-te-ei as grandes.
Vem tomar parte na alegria do teu senhor’. […]
Aproximou-se também o que recebera um só talento e disse:
‘Senhor, […] tive medo e escondi o teu talento na terra. Aqui tens o que te pertence’.
O senhor respondeu-lhe: ‘Servo mau e preguiçoso, sabias que ceifo onde não semeei
e recolho onde nada lancei; devias, portanto, depositar no banco o meu dinheiro
e eu teria, ao voltar, recebido com juro o que era meu.
Tirai-lhe então o talento e dai-o àquele que tem dez.
Porque, a todo aquele que tem, dar-se-á mais e terá em abundância […]”.

[Ver/ouvir a segunda parte do vídeo/áudio…]

PARTILHAMOS A PALAVRA

Guia: O alerta deste domingo não é para nos meter medo ou afligir perante qualquer possível acontecimento inesperado e trágico. É para nos despertar à vigilância ativa e responsável dos ‘talentos’. Os que assim procedem não andam nas trevas e contam-se entre os ditosos “filhos da luz”. Hoje celebramos o 4.º Dia Mundial dos Pobres e o Papa Francisco escolheu como lema esta frase de um sábio de Israel: “Estende a mão ao pobre” (Sir 7,32). Nestes meses, em que o mundo inteiro é dominado por um vírus que trouxe dor e morte, desconforto e perplexidade, solidão, desemprego e desigualdade, podemos ver, apesar do seu escondimento, tantas mãos estendidas. Este não é um tempo para meter as mãos nos bolsos, para fugir dos que choram, para ignorar os que sofrem. Este é um tempo favorável para voltar a sentir que precisamos uns dos outros, que temos uma responsabilidade para com os outros e o mundo. E se mais não tivermos para dar, um sorriso que partilhamos com o pobre é fonte de amor e permite viver na alegria. Possa então a mão estendida enriquecer-se sempre com o sorriso de quem não faz pesar a sua presença nem a ajuda que presta, mas de quem se alegra apenas em seguir Jesus. Estendamos a mão, demos um sorriso, a tal ponto que “a nossa opção pelos pobres nos conduza à amizade com eles” (FT 234).

APRESENTAMOS AS NOSSAS PRECES

Guia: Neste Dia Mundial dos Pobres, a nossa oração transforme a mão estendida num abraço de partilha e de fraternidade, dizendo: Ensinai-nos a partilhar.

Todos: Ensina-nos a partilhar.

Um dos membros da família: Pela Igreja: aprenda a servir, a sair dos templos para acompanhar a vida, sustentar a esperança, lançar pontes, abater muros e semear a paz e a reconciliação, nós Te pedimos: 

Todos: Ensina-nos a partilhar.

Um dos membros da família: Pelos que governam: saibam escutar a sabedoria do povo e ler os sinais dos tempos, de modo a encontrar respostas novas e justas ao clamor dos pobres, nós Te pedimos: 

Todos: Ensina-nos a partilhar.

Um dos membros da família: Pelos que desafiam o contágio e o medo, a fim de dar apoio e consolação: sejam apoiados, reconhecidos e acompanhados, na luta pela vida das pessoas, nós Te pedimos: 

Todos: Ensina-nos a partilhar.

Um dos membros da família: Pela nossa família: em cada ação, o nosso objetivo seja apenas o teu amor, que se faz sorriso, partilha, dedicação e serviço, até chegar à amizade com os pobres, nós Te pedimos: 

Todos: Ensina-nos a partilhar.

Um dos membros da família: [acrescenta a tua intenção], nós Te pedimos: 

Todos: Ensina-nos a partilhar.

Guia: Como pobres, que tudo recebem de Deus, para doar aos irmãos, rezemos a oração que Jesus Cristo nos ensinou:

Todos: Pai nosso…

ASSUMIMOS UM COMPROMISSO

Guia: Estender a mão ao pobre leva a descobrir, que dentro de nós há a capacidade de realizar gestos simples que dão sentido à vida. Vencemos a indiferença! E se mais não tivermos para dar, um sorriso que partilhamos com o pobre é fonte de amor e permite viver na alegria. Bendigamos o Senhor! 

Todos: Graças a Deus! 

BÊNÇÃO DA FAMÍLIA E DA MESA

[PARA REZAR ANTES DA REFEIÇÃO EM FAMÍLIA]

Guia: Senhor, abres as mãos e sacias a nossa fome. Na partilha da nossa mesa, ensina-nos a abrir as mãos e a estender os braços aos que mais precisam; e a fazê-lo sempre por amor, com um sorriso, para que todos se sintam irmãos e irmãs, sob o abrigo da nossa Casa Comum.

Todos: Ámen. 

Por: Padre Francisco Andrade
Pároco de Leça da Palmeira


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