Paróquia

Liturgia Familiar: Proposta para o 34.º Domingo Comum

34.º Domingo Comum

É uma graça poder receber, Domingo após Domingo, este precioso subsídio, que a uns – ajudará, certamente, a preparar melhor o Dia do Senhor; e, a outros, a celebrá-lo em ambiente familiar, ainda que a partir desta breve proposta.

É bom, no entanto, nunca perder de vista, que esta celebração familiar nunca substitui a riqueza incomensurável que tem, para nós cristãos, a Eucaristia, que é como dizemos tantas vezes fonte e cume da vida cristã. Quem puder nunca deixe de o fazer, ainda que exija sacrifício. E faça-o, presencialmente. É verdade que temos o dever de nos proteger e proteger, mas não deixemos de confiar e, sobretudo, rezar, pedindo a Jesus, Rei e Senhor do Universo, que nos liberte deste vírus que nos atormenta.


LITURGIA FAMILIAR

SAUDAÇÃO

Guia: Este é o último domingo do ano litúrgico, ano atravessado pelo espesso nevoeiro da pandemia. Não é legítimo passar ao largo, para não ver o irmão ferido e tratar as suas feridas. No fim da vida, a balança do amor que tivermos uns pelos outros ditará o ‘peso’ final. O amor é o nosso passaporte para os Céus. Deixemo-nos mover pelo amor de Deus, para que a Sua misericórdia nos converta em irmãos.
Em nome do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo.

Todos: Ámen.

PEDIMOS PERDÃO

Um dos membros da família: Pastor Eterno, reúnes e conduzes o teu povo pelo caminho da vida: Senhor, misericórdia.

Todos: Senhor, misericórdia.

Um dos membros da família: Rei e Senhor do Universo, chamas-nos ao serviço livre e generoso do Teu reino: Cristo, misericórdia.

Todos: Cristo, misericórdia.

Um dos membros da família: Novo Adão, tornas-nos participantes da Tua vitória sobre o pecado e a morte: Senhor, misericórdia.

Todos: Senhor, misericórdia.

ACOLHEMOS A PALAVRA

Leitura do Santo Evangelho segundo São Mateus – 25, 31-46

Naquele tempo, disse Jesus aos Seus discípulos:
“Quando o Filho do homem vier na Sua glória com todos os Seus Anjos,
sentar-Se-á no Seu trono glorioso.
Todas as nações se reunirão na Sua presença e Ele separará uns dos outros,
como o pastor separa as ovelhas dos cabritos;
e colocará as ovelhas à Sua direita e os cabritos à Sua esquerda.
Então o Rei dirá aos que estiverem à Sua direita:
‘Vinde, benditos de Meu Pai; recebei como herança o reino
que vos está preparado desde a criação do mundo.
Porque tive fome e destes-Me de comer; tive sede e destes-Me de beber;
era peregrino e Me recolhestes; não tinha roupa e Me vestistes;
estive doente e viestes visitar-Me; estava na prisão e fostes ver-Me’.
Então os justos Lhe dirão:
‘Senhor, quando é que Te vimos com fome e Te demos de comer,
ou com sede e Te demos de beber?
Quando é que Te vimos peregrino e Te recolhemos, ou sem roupa e Te vestimos?
Quando é que Te vimos doente ou na prisão e Te fomos ver?’.
E o Rei lhes responderá:
‘Em verdade vos digo:
Quantas vezes o fizestes a um dos Meus irmãos mais pequeninos, a Mim o fizestes’.
Dirá então aos que estiverem à Sua esquerda:
‘Afastai-vos de Mim, malditos, para o fogo eterno, preparado para o Diabo e os seus anjos.
Porque tive fome e não Me destes de comer; tive sede e não Me destes de beber;
era peregrino e não Me recolhestes; estava sem roupa e não Me vestistes;
estive doente e na prisão e não Me fostes visitar’. […]
Estes irão para o suplício eterno e os justos para a vida eterna”.

PARTILHAMOS A PALAVRA

Guia: Irmãos e irmãs: O ensinamento de Jesus, na parábola do juízo final, não nos permite fazer vista grossa: “Sempre que o deixastes de fazer a um dos meus irmãos mais pequeninos, a Mim o deixastes de fazer” (Mt 25,45). Ganha aqui atualidade o pecado de omissão, o grande pecado contra os pobres, que alimenta o vírus da indiferença: “Isto não me diz respeito, não é problema meu, é culpa da sociedade”! Neste tempo de pandemia, corremos um grande risco: ficarmos tão obcecados pela nossa proteção, pela nossa segurança, pelas nossas necessidades, que o nosso olhar fique embaciado, incapaz de ver o próximo e, portanto, incapaz de ver a Cristo, em todas as vítimas desta pandemia. Ora, o desafio maior é precisamente o de não virar costas ao sofrimento, o de se esforçar por olhar para o lado e ver os outros, de modo que ninguém fique para trás. Nesta pandemia, “existem dois tipos de pessoas: aquelas que cuidam do sofrimento e aquelas que passam ao largo; neste momento, quem não passa ao largo ou está ferido ou carrega aos ombros algum ferido” (FT 70). Que tipo de pessoas queres ser tu?!

APRESENTAMOS AS NOSSAS PRECES

Guia: Recordando as palavras de Jesus Cristo, que nos desafia a praticar as obras de misericórdia, digamos: Pai, venha até nós o Teu Reino!

Todos: Pai, venha até nós o Teu Reino!

Um dos membros da família: Ensina-nos a dar de comer e de beber: a fome do pão de cada dia e a sede da água viva do Teu Amor. Nós Te pedimos:

Todos: Pai, venha até nós o teu Reino!

Um dos membros da família: Ensina-nos a acolher, proteger, promover e integrar os peregrinos, os imigrantes, os refugiados, os sem teto: faz da Terra a Casa Comum e faz da Igreja um abrigo para Todos. Nós Te pedimos:

Todos: Pai, venha até nós o teu Reino!

Um dos membros da família: Ensina-nos a vestir os nus: reveste-nos dos sentimentos de bondade, para os cuidarmos com ternura. Nós Te pedimos:

Todos: Pai, venha até nós o teu Reino!

Um dos membros da família: Ensina-nos a cuidar dos feridos e dos frágeis: cura-os e consola-os, ampara-os com a nossa solicitude fraterna. Nós Te pedimos:

Todos: Pai, venha até nós o teu Reino!

Um dos membros da família: Ensina-nos a rezar pelos que partiram antes de nós e a consolar os que estão de luto: que caminhemos juntos na esperança do Teu amor, que vence a morte e nos restitui à vida. Nós Te pedimos

Todos: Pai, venha até nós o teu Reino!

Um dos membros da família [acrescenta a tua intenção]. Nós Te pedimos:

Todos: Pai, venha até nós o teu Reino!

Guia: Rezemos a oração que Jesus Cristo nos ensinou:

Todos: Pai nosso…

ASSUMIMOS UM COMPROMISSO

Guia: Para combater a pandemia da pobreza, da solidão, do isolamento, do descarte, comecemos por sair da nossa zona de conforto, para irmos ao encontro dos outros, praticando, cada dia, uma obra de misericórdia. Há 14 obras de misericórdia (7 materiais e 7 espirituais) à nossa espera! Bendigamos o Senhor!

Todos: Graças a Deus!

BÊNÇÃO DA FAMÍLIA E DA MESA – para rezar antes da refeição em família

Guia: Senhor, nosso Rei e Pastor, Tu nos conduzes às águas refrescantes do Batismo, nos preparas a mesa da Eucaristia. Habita todos os dias a nossa casa, abençoa e preside à nossa mesa. E cresça nesta família o Teu Reino de verdade e de vida, de santidade e de graça, reino de justiça, de amor e de paz.

Todos: Ámen.

Por: Padre Francisco Andrade
Pároco de Leça da Palmeira


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