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32% das empresas não conta retomar os níveis de atividade pré-pandemia

trabalhar no setor automóvel

Conclusões das questões extra do estudo ManpowerGroup Employment Outlook Survey, para o primeiro trimestre de 2021, traduzem impacto a longo prazo nos níveis de atividade das empresas.


Agudiza-se o impacto da pandemia nas projeções de emprego. Os dados das questões extra do ManpowerGroup Employment Outlook Survey, que avalia as intenções de contratação das empresas, traduzem em números o pessimismo dos empregadores quanto à sua capacidade de recuperação: 32% das empresas não contam retomar de todo os níveis de contratação pré-pandemia, um valor que sobe 4 pontos percentuais, face ao trimestre anterior, e 21 pontos percentuais em relação ao terceiro trimestre de 2020.

Num universo de 397 inquiridos, a percentagem de empregadores que espera retomar a atividade pré-covid-19 no espaço de 12 meses desceu para 29%, 3 pontos percentuais abaixo do trimestre anterior, e o número de empresas que acreditam poder recuperar os níveis de contratação anteriores, nos próximos três meses, não ultrapassa os 9%.

32% dos empregadores portugueses não contam retomar os valores de contratação pré-pandemia

Quando comparado com a região EMEA (Europa, Médio Oriente e África), Portugal revela menos otimismo em relação à possibilidade de recuperar os valores de contratação em menos de um ano (29% versus 34%). Já perante o cenário de não voltar a retomar de todo os níveis de contratação pré-Covid 19, a posição inverte-se (32% versus 41%).

“Estes dados foram recolhidos durante a segunda vaga da pandemia e não refletem ainda o impacto do anúncio do início da campanha de vacinação contra a Covid-19, que dá um novo alento às empresas. Este desenrolar dos acontecimentos deverá permitir consolidar o crescimento das intenções de contratação ao longo do ano, reforçando o otimismo cauteloso já sinalizado por alguns setores para o início de 2021, de acordo com os dados do último ManpowerGroup Employment Outlook Survey. Vai ainda permitir às empresas focarem-se nos seus planos de recuperação económica, apostando na formação para fazer face à escassez de talento e desencontro de competências e revendo as suas propostas de valor para ir ao encontro das necessidades dos trabalhadores, continuando a atrair e reter talento”, refere Rui Teixeira, Chief Operations Officer da ManpowerGroup Portugal.

Apenas 9% das empresas esperam recuperar os níveis de atividade pré-Covid nos próximos três meses

No que diz respeito à dimensão das organizações, as microempresas são as mais pessimistas, com 42% a não contarem retomar de todo os níveis de contratação pré-COVID e apenas 14% a esperarem recuperar em menos de 12 meses. No extremo oposto estão as grandes empresas, com 44% a preverem alcançar os valores de contratação pré-Covid 19 em menos de 1 ano, dos quais 15% já nos próximos 3 meses. As médias empresas estão também mais otimistas, com 40% a estimar recuperar a atividade em menos de 12 meses.

Em termos geográficos, as três regiões do país revelam tendências semelhantes, com valores próximos dos 30% para as empresas que esperam recuperar em menos de 1 ano e números entre os 20 e 25% para uma retoma em mais de 1 ano.

Regiões Norte e Sul são as mais pessimistas, 36% dos empregadores consideram não ser possível voltar a alcançar os números de contratação pré-pandemia

O estudo trimestral do ManpowerGroup entrevistou 37500 empregadores em 43 países e territórios. As entrevistas foram realizadas durante as circunstâncias excecionais do surto de COVID-19, pelo que os resultados do estudo deverão refletir o impacto da emergência global de saúde e consequente perturbação económica. Recorde-se que Projeção para a Criação Líquida de Emprego, entre janeiro e março, é de +5%, um valor que sobe 3 pontos percentuais face ao trimestre anterior, mas que aponta ainda para um crescimento lento da força de trabalho em Portugal. O próximo ManpowerGroup Employment Outlook Survey será divulgado a 9 de março de 2020 e revelará as perspetivas do mercado de trabalho para o segundo trimestre de 2021.

Impacto do Covid no Emprego

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