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Como será o Retalho em 2022?

Pagamentos Contactless

Ainda que subsistam mais dúvidas do que certezas em virtude do surgimento de uma nova variante que poderá trazer novas medidas restritivas, existem tendências que têm vindo a ser consolidadas no último ano e meio que vão marcar a paisagem do Retalho no ano que está prestes a começar.

Pagamentos Contactless

A primeira dessas tendências é a consolidação do contactless como meio de pagamento preferido dos consumidores.

De acordo com o report REDUNIQ Insights, solução de conhecimento da REDUNIQ, os pagamentos contactless representam já mais de 67% do total de operações efetuadas no setor do Retalho e a previsão é de que continue a crescer dada a maior comodidade, rapidez e higiene que este meio de pagamento oferece aos consumidores.

Em função desta tendência da expansão da tecnologia contactless em Portugal e no mundo, para 2022 torna-se assim fundamental que os retalhistas vão ao encontro dos novos hábitos dos consumidores fornecendo-lhes meios de pagamento adequados às suas necessidades, como é o caso do terminal de pagamentos Android REDUNIQ Smart, TPA que, além de aceitar pagamentos por contactless com cartão, chip, MB WAY, Google Pay e Apple Pay, traz incorporadas um conjunto de apps de gestão que auxiliam os negócios na gestão e no serviço ao cliente.

Se o contactless marca e irá continuar a marcar, indelevelmente, a paisagem dos pagamentos no Retalho em loja física durante 2022, a integração entre o online e o offline merece, igualmente, uma palavra de destaque.

Omnichannel

Fruto de uma série de fatores onde se contam, por exemplo, as medidas restritivas à circulação dos cidadãos e os horários reduzidos a que as lojas físicas tiveram que obedecer, levaram a um crescimento exponencial das compras online.

Apesar de uma boa parte destes fatores já não se verificar atualmente, a verdade é que os hábitos dos consumidores parecem ter-se alterado definitivamente traduzindo-se numa espécie de “dança” entre as lojas físicas e o comércio eletrónico.

Tudo isto acaba por colocar em plano de destaque as estratégias omnichannel que, mais não são, do que a articulação entre lojas físicas e lojas online permitindo, por exemplo, que o cliente compre online e levante e pague a sua encomenda em loja física ou que as suas experiências em loja sejam apoiadas pelo digital e orientadas por dados e colocados à sua disposição na web, nos smartphones e na própria loja física.

Desta forma, os retalhistas poderão expandir, digitalmente, a sua presença física, ao mesmo tempo que fornecem as experiências personalizadas e conectadas que os compradores desejam.

Lojas inteligentes e Dark Stores

Em Portugal, encontramos já alguns exemplos desta integração entre online e offline nas lojas inteligentes do Pingo Doce e Continente, espaços que não têm qualquer funcionário e permitem que o consumidor utilize o seu smartphone para carregar o seu carrinho de compras físico e pagar à saída.

Ainda dentro desta tendência de uma maior integração entre o online e o offline, acaba por surgir um conceito que se tornará importante no próximo ano: as dark stores.

As dark stores são instalações preparadas apenas para armazenar e responder a compras online que, entre outras coisas, permitem que o retalhista otimize o espaço disponível na sua loja física aberta ao público, a mão-de-obra e os tempos de entrega dos produtos ao cliente.

Aproveitando a deixa dos “tempos de entrega”, 2022 será o ano em que os consumidores exigirão aos retalhistas a disseminação daquilo a que se chama “entregas expresso” no próprio dia da compra à semelhança do que já acontece com a Amazon, a Target ou o Walmart, empresas que conseguem entregar os pedidos do cliente em duas horas.

Apesar do envio de uma encomenda no próprio dia da compra não ser, propriamente, um conceito novo, a verdade é que isto se vai tornar a norma em 2022.

Para além de uma maior rapidez, vários estudos apontam para que a gratuitidade das entregas seja um fator de peso para que os consumidores gastem mais dinheiro nas suas compras.

Personalização

Gastar mais também passará, em 2022, pela capacidade de os retalhistas personalizarem as ofertas aos seus clientes. Assim, de modo a oferecerem uma melhor experiência de compra, os retalhistas (online, offline e “mistos”) devem procurar tratar e analisar os dados dos seus clientes para obterem uma visão mais clara e uma melhor compreensão das preferências destes.

No domínio específico do comércio eletrónico, isto passará por uma análise das transações, do trafego, do grau de resposta ao e-mail marketing e da interação através das redes sociais de modo a que os retalhistas possam criar campanhas direcionadas, ofertas personalizadas e produtos e serviços centrados no cliente, o que pode resultar num maior envolvimento com a marca e, consequentemente, em mais vendas.

Sustentabilidade

Por último, mas não menos importante, em 2022 acentuar-se-á a importância do compromisso do Retalho com valores como a transparência, ética e sustentabilidade, elementos que são cada vez mais importantes para os consumidores atuais na hora de decidirem o que comprar e onde comprar.

Aliás, de acordo com o estudo Global Consumer Insights Pulse Survey da PwC, 71% dos consumidores afirmam preferir comprar marcas que se alinham com seus valores, enquanto 50% dos consumidores dizem apostar em produtos que são “ecologicamente corretos”.

Em virtude deste novo paradigma, os retalhistas, e em especial aqueles que possuem uma marca própria, devem procurar associar a sua empresa a ideais sociais, ambientais e políticos que promovam a sustentabilidade e a economia circular.


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