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À margem da praia, na terra dos pescadores, pode-se fazer um percurso por espaços ligados à arte e ao património na cidade, que até aderiu recentemente à arte urbana, promovendo a pintura de murais no seu espaço público por artistas como Hazul.
[h2]Casa do Design[/h2] São 2.400 metros quadrados dedicados ao design português. A Câmara Municipal transformou a sua antiga garagem num espaço de exposições – no lugar da rampa de acesso está hoje uma ampla escadaria – que está a ser gerido pela ESAD. A Casa foi inaugurada com a mostra “Burilada – Arte-Factos para a Sobrevivência“, a 30 de junho, mas essa não foi a primeira vez que o espaço recebeu exposições, tendo acolhido, entre outras, grandes exposições documentais sobre Siza Vieira e Souto de Moura e a coleção de arte do espanhol Gerardo Rueda.A “Burilada” tem curadoria de Francisco Providência e Helena Sofia Silva e está dividida em seis núcleos – Demonstração, Gestão, Investigação, Conservação, Reinvenção e Produção. Reúne os mais diversos objetos, de máquinas fotográficas a calçado, passando por agasalhos, mobiliário e louças, projetos que estão em diferentes fases de desenvolvimento e que nasceram em diferentes contextos. Entre os mais mediáticos, estão nomes como A Vida Portuguesa, a Burel Factory ou as Josefinas.
Há empresas consolidadas como a Amorim Cork, a Cutipol ou a Leica, nomes que já vão entrando no ouvido dos portugueses, casos dos estilistas Estelita Mendonça e Filipe Faísca ou do ilustrador André da Loba, e outros menos conhecidos do público em geral – Rosa Pomar, Liliana Rodrigues, Sara Lamúrias, Madalena Martins, Pedrita Studio… A manualidade está presente em todos. Para outubro e novembro, estão previstas visitas guiadas com os curadores e conversas com alguns dos designers representados na mostra.
[h2]Galeria e Biblioteca municipais[/h2] A Galeria Municipal e a Biblioteca Municipal Florbela Espanca funcionam desde 2005 num complexo assinado pelo arquiteto Alcino Soutinho (projetista do edifício dos Paços do Concelho). Pela sua programação, são em si mesmo espaços a visitar este verão. A Biblioteca, que já funcionou no vizinho Palacete Visconde de Trevões, tem cerca de 18 mil leitores inscritos e aproximadamente 90 mil documentos, que estão disponíveis ao público, da literatura clássica às últimas novidades, passando por títulos científicos e obras para crianças. Até 27 de agosto, é palco da Bienal Pintura do Eixo Atlântico.Pela Galeria passaram quase todos os principais artistas contemporâneos portugueses.
Atualmente estão ali expostas obras de Julião Sarmento. A mostra do lisboeta chama-se “No fio da respiração” e reúne 25 trabalhos, de pintura, desenho e escultura, realizados entre 1966 e 2011, incluindo inéditos, como os dois desenhos e uma colagem que abrem a exposição e que são de 1966. O elo de ligação das várias obras é a sexualidade e a representação do corpo feminino. Patente até 15 de outubro, com curadoria de Miguel von Hafe Pérez.

O museu, esse, tem 20 anos, fica em Leça da Palmeira e está instalado numa casa senhorial centenária, que João Santiago de Carvalho, vimaranense e industrial viajado, mandou construir no final do século XIX. O solar esteve quase para ser demolido nos anos 50 do século XX, por causa da construção do Porto de Leixões, mas, felizmente, a empreitada não veio a precisar daqueles terrenos e Câmara acabou por comprar o imóvel para o transformar num museu onde hoje expõe a sua coleção de arte.

Uma proposta mais leve e um pretexto para ir conhecer aquela que foi durante décadas a única casa de espetáculos de Matosinhos. O Constantino Nery abriu em 1906 e fechou nos anos 80 do século XX. A sala original era de uma época em que a cidade tinha uma forte tradição no teatro e vários grupos de teatro amador. Logo no ano da sua inauguração, acolheu as primeiras exibições cinematográficas em Matosinhos, pequenos documentários essencialmente.
Adquirido pela Câmara em 2001, foi remodelação segundo projeto do arquiteto Alexandre Alves Costa, que decidiu manter apenas a volumetria e a fachada do antigo edifício. Em oito anos, já levou à cena várias produções próprias, acolheu inúmeros concertos e recebeu extensões de diversos festivais de teatro.
Moradas e Contactos
[h3]Casa do Design[/h3] Edifício dos Paços do Concelho, Rua Alfredo CunhaAté 16 de novembro
Horário: De segunda a sexta, das 9h00 às 12h30 e das 14h00 às 17h30; sábado, das 15h00 às 18h00.
Entrada livre [h3]Galeria Municipal[/h3] Avenida Afonso Henriques, Matosinhos
Tel.: 229390900
Horário: De segunda a sexta-feira, das 9h00 às 12h30 e das 14h00 às 17h30; sábados e feriados, das 15h00 às 18h00; fecha ao domingo.
Entrada livre [h3]Biblioteca Municipal[/h3] Rua Alfredo Cunha, Matosinhos
Tel.: 229390950
Horário: De segunda a sexta-feira, das 9h30 às 19h00; sábados, das 10h00 às 13h00.
Entrada livre [h3]Museu da Quinta de Santiago[/h3] Rua de Vila Franca, 134, Leça da Palmeira
Tel.: 229952401
Horário: De terça a domingo, incluindo feriados, das 10h00 às 13h00 e das 15h00 às 18h00; às quintas, até às 24h00.
Entrada: 1 euro (bilhete normal) [h3]Cine-Teatro Constantino Nery[/h3] Avenida Serpa Pinto, 4450 Matosinhos
Tel.: 229392320
Espetáculos: 7,5 euros (bilhete normal)
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