Mobilidade e sinalética de trânsito

Mobilidade
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Joaquim MonteiroEsta semana o tema da mobilidade esteve em destaque em Matosinhos. Infelizmente pelos piores motivos. Um autocarro da Resende abalroou uma paragem e fez uma vítima mortal. Há menos de um mês escrevi neste mesmo espaço um artigo onde dei voz a inúmeras queixas apresentadas por leceiros sobre o serviço prestado por esta empresa. Ontem, sábado, dia 8 de outubro, saiu no JN uma reportagem em que foram entrevistadas variadas pessoas sobre o mesmo assunto e as queixas foram as mesmas.

Mas agora o vereador da mobilidade veio a terreiro dizer que ia tratar do assunto. É de lamentar que só os acontecimentos trágicos levem os autarcas a pronunciar-se. Mas mais triste ainda é que já não acreditemos neles. As promessas de ação são uma reação aos acontecimentos e estamos habituados a que o tempo apague tudo e nada se faça, tudo continue como estava. Basta ver o que se passou com o acidente que há 2 ou 3 anos vitimou uma pessoa na ponte grande (A28). De imediato vieram as vozes a exigir e a garantir as obras de alargamento da A28 até à rotunda da AIP (rotunda dos Produtos Estrela). Vieram engenheiros e fiscais, tiraram medidas e remediram e tudo ficou igual.

De igual forma a nossa Junta de Freguesia está a levar a cabo uma ação chamada «Programa Mobilidade 100%». Concordo plenamente com este programa mas parece-me que os interessados deveriam ser ouvidos, até porque são mais conhecedores dos reais problemas e poderiam apresentar sugestões mais eficazes.

A título de exemplo posso apresentar a rampa na zona envolvente ao Pavilhão Desportivo da Bataria. A newsletter oficial da Junta de Freguesia começa logo por conter um erro. A rampa não é na Rua da Bataria, mas sim na Rua Margarida Ramalho. O que já é revelador da falta de atenção ao que sentem os moradores da zona. Mais, se os responsáveis da obra ouvissem os moradores da zona certamente que saberiam que ao final da tarde e ao fim de semana há inúmeros veículos que estacionam nessa artéria e saberiam que é necessário colocar um sinal de estacionamento proibido. Da forma como está, muitos carros continuam a ter de passar na zona sem rampa (isto se a passagem não estiver impedida por veículos estacionados).

Na mesma linha, se ouvissem os moradores, já teriam colocado a sinalização de trânsito nas ruas circundantes ao complexo, nomeadamente no bairro social da bataria, como no restante bairro, ou seja, rua de sentido único.

Mas outros casos de sinalização não entendível para os utentes existem por essa Leça da Palmeira. Para não ser exaustivo e não repetir assuntos já abordados, refiro apenas dois.

Um é o acesso à capela de Santana pela Rua Óscar da Silva. Quem vem a subir Óscar da Silva depara-se com um sinal a proibir a viragem à esquerda, para Santana. Mas no início da subida está um sinal a proibir o trânsito a pesados. Logo, um ligeiro pode subir, pelo que o sinal apenas cria confusão.

Outro é o sinal que colocaram na rua General Humberto Delgado, após o cruzamento com a Avenida Combatentes da Grande Guerra, junto à Confeitaria Leça. Esta rua tem estacionamento dos dois lados desde o seu início e agora, por colocação de um sinal de paragem e estacionamento proibido junto à Confeitaria Leça, nos poucos mais de 100 metros de rua até ao cruzamento com a Rua Dr. Albano de Sá Lima, não é possível estacionar no lado direito (sentido norte/sul). Não se entende a razão de ser de tal sinal, até porque a rua não é mais estreita do que no restante troço. Acresce que foi pintado no chão, junto à Confeitaria Leça, um sinal de paragem e estacionamento para cargas e descargas. Se a intenção era garantir um lugar para cargas e descargas para a Confeitaria Leça, então devia-se colocar, após essa marcação no asfalto, um sinal de fim de proibição de paragem e estacionamento. Assim, fica confuso para os leceiros entenderem o que se pretende.

Por vezes, há sinais em vez de simplificarem só complicam.

Até à próxima semana.

Saudações leceiras

Joaquim Monteiro


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