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Obra de construção de hotel em cima da praia da Memória foi parada

Obra de construção de hotel em cima da praia da Memória foi parada

O Governo diz que está a ser procurado novo terreno para o polémico empreendimento em Matosinhos.

A construção de um hotel em cima da praia da Memória, em Perafita, Matosinhos, foi parada, avançou hoje o Jornal de Notícias. O Ministério do Ambiente avançou que está a ser procurado um novo terreno para relocalizar o empreendimento, num esforço que envolve todas as entidades.

Segundo a mesma fonte, a presidente da Câmara de Matosinhos, Luísa Salgueiro, afirmou que a Autarquia está empenhada numa solução alternativa para o hotel, que garanta e defenda os direitos de todos. Nem Governo nem Autarquia esclareceram quem travou a obra e quais as razões que levaram à interrupção. Contactado pelo JN, o promotor, Mário Ascenção, negou a paragem e afirmou que “tudo está a decorrer dentro da normalidade”.

Obra de construção de hotel em cima da praia da Memória foi parada

Memória Talasso Hotel Apartamentos

O estaleiro dista pouco mais de cem metros do mar e salta aos olhos de qualquer um. Fica na praia da Memória, em Matosinhos, e em dois anos será um hotel de quatro estrelas com três edifícios. A Agência Portuguesa do Ambiente (APA) garante que o local não é zona de risco.

O hotel, que está a ser construído em cima da linha de praia e muito junto ao passadiço da Memória, recebeu parecer favorável de todas as entidades competentes e mereceu até o reconhecimento de utilidade turística pela Secretaria de Estado do Turismo.

Vai chamar-se Memória Talasso Hotel Apartamentos e os trabalhos no terreno começaram há pouco mais de duas semanas. Com 94 unidades de alojamento, desde estúdios a T2, o equipamento vai dispor ainda de vista de mar, restaurante, bar interior e exterior, piscina, spa com talassoterapia – com recurso à água do mar -, e estacionamento.

Vídeo que circula nas redes sociais

JN

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4 Comentários

  • haja dinheiro e conhecimentos que tudo se compra neste país. Pelo que li a obra foi parada mas a culpa vai morrer sozinha, quem autorizou tamanha asneira? Como é possível afirmar que não está em cima da linha da agua? Eu era pequena e lembro-me do mar andar por ali, e há poucos anos destruiu os passadiços que passam junto à praia. Camara de Matosinhos só faz asneira, e a sua presidente não faz a mínima ideia do que anda lá a fazer, desculpem, sabe, sabe, é a fazer o fez antes de ser lá colocada.

    • Ela Luísa, a autarca é uma xuxa da linha dos seus predecessores e o governo central só fará alguma coisa quando o mar andar naquele terreno. Vai pagar aos putativos compradores dos futuros apartamentos e a conta vai ser como de costume entregues aos contribuintes. Já conhecemos a história de cor e salteado, é a do costume.

  • Lembro a Elmª Srª presidente, que Matosinhos ao votar no Partido Socialista, vota na saúde pública. Em Espinho existe junto à praia, piscina coberta e talassoterapia, propriedade da câmara de Espinho. Seria ótimo que Matosinhos fizesse algo parecido, que beneficiasse os muníssipes. Não precisamos de hotel, mas mais cuidados de saúde viriam a calhar. Informen-se sobre os habitantes do concelho, que se deslocam a Espinho e compreenderão a minha sugestão. A propósito poderia ser aproveitado para o efeito o edifício transparente.
    Enfim, sugestões.
    Cordiais cumprimentos.
    José Cadilhe.

  • É de facto uma vergonha e, digo eu, ainda bem que a obra foi parada. Mas, desconfio daquilo que venha a decidir uma autarquia que autorizou a construção de uma Etar na primeira linha do mar, junto ao passadiço e que nem sequer se deu ao trabalho de colocar um tapume que minimize pelo menos os efeitos visuais de tal aberração, já que as consequências olfativas, essas, se fazem sentir diariamente para os utilizadores do passadiço e os moradores das proximidades.

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