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PJ investiga morte de cidadã brasileira na praia de Matosinhos

Brasileira Angelita Correia

Corpo foi avistado por um surfista. Angelita Correia estava desaparecida desde o início do ano. A irmã conta que a vítima denunciou ameaças num direto na internet que foi interrompido.


A Polícia Judiciária está a investigar o aparecimento do corpo de uma mulher de cidadania brasileira de 31 anos na praia de Matosinhos, indicou esta terça-feira o capitão do Porto de Leixões.

“Fomos alertados de tarde [na segunda-feira] para o aparecimento de um corpo – um surfista viu um corpo a boiar – e coube aos elementos da estação de Salva Vidas de Leixões retirá-lo e entregá-lo à PJ [Polícia Judiciária], que está a investigar”, descreveu Rui Santos Amaral, em declarações à agência Lusa.

A ocorrência foi registada na segunda-feira cerca das 16h30 na praia do Titan, em Matosinhos.

De acordo com a mesma fonte, “de imediato foi estabelecida a relação com a situação de uma cidadã brasileira que se encontra desaparecida desde o início do ano”.

“Corresponde na idade [31 anos] e na nacionalidade [brasileira] a um caso que a PJ está a investigar”, acrescentou o capitão do Porto de Leixões.

A agência Lusa contactou a PJ, que confirmou estar a investigar. “Informa-se que por razões óbvias de interesse processual, não se podem prestar esclarecimentos sobre investigações policiais em curso”, disse fonte da PJ à Lusa.

O “Jornal de Notícias” noticiou na quarta-feira que estavam em curso buscas na praia de Matosinhos depois de terem sido encontrados os objetos pessoais de Angelita Seixas Alves Correia, de 31 anos, brasileira, transexual, que havia desaparecido após ter ficado incontactável na madrugada de 2 de janeiro.

De acordo com o site brasileiro Globo News, Angelita foi encontrada morta depois de relatar nas redes sociais que estava a ser ameaçada.

“À noite, eu vi uma notificação no Instagram dela fazendo uma live. Ela disse que estava sendo ameaçada, mas que não tinha medo. Em seguida, a live pausou. Minha sobrinha chegou a ligar para ela depois e contou que a Angelita estava muito nervosa, olhando para os lados e pedindo para ligar para o marido dela”, contou a irmã Suzana, citada pelo Globo News.
Angelita vivia em Portugal desde 2016 e casou dois anos depois. Morava na zona de Matosinhos, com o marido, e desapareceu depois de dizer que ia visitar uma amiga.

RR


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