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APDL concluiu primeira operação de proteção no quebra-mar Norte do Porto de Leixões após danos provocados pelo mau tempo.
A APDL – Administração dos Portos do Douro, Leixões e Viana do Castelo concluiu esta terça-feira, 23 de fevereiro, a primeira operação de proteção do Posto A do quebra-mar exterior Norte do Porto de Leixões, na sequência do agravamento dos danos registados no muro-cortina da estrutura.
Segundo a autoridade portuária, a intervenção consistiu na colocação de 61 Antiferes — blocos de betão especialmente concebidos para dissipar a energia das ondas — com o objetivo de reforçar a estabilidade e a capacidade de proteção do molhe. A medida pretende travar a progressão da deterioração da infraestrutura, considerada essencial para a segurança do porto e da navegação.
O reforço surge depois de a APDL ter confirmado um agravamento dos estragos, na sequência das recentes condições de forte agitação marítima e atmosférica que se fizeram sentir em todo o país. De acordo com a entidade gestora, o impacto continuado do mau tempo intensificou danos anteriormente provocados pela tempestade Kristin, contribuindo para a degradação do muro-cortina do quebra-mar exterior Norte.

Apesar da evolução da situação, a APDL assegura que, até ao momento, não estão comprometidas as condições de segurança nem a navegabilidade da barra de Leixões. A autoridade portuária garante que a monitorização da estrutura continuará a ser permanente, com atuação preventiva sempre que necessário, salvaguardando as operações portuárias e as infraestruturas.
As intervenções estruturais de reposição definitiva deverão decorrer durante a primavera e o verão marítimo de 2026, período em que as condições de mar tendem a ser mais favoráveis à realização deste tipo de trabalhos.
O quebra-mar exterior Norte desempenha um papel determinante na proteção do porto contra a agitação marítima, assegurando a operacionalidade de uma das principais infraestruturas portuárias do país. A conclusão desta primeira fase de proteção representa, segundo a APDL, um passo essencial para estabilizar a estrutura enquanto se prepara a intervenção estrutural de maior dimensão prevista para os próximos meses.

