Conheça os 27 convocados de Portugal para o Mundial 2026

Taça Mundial
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O Mundial de 1966 continua a ser a melhor participação de sempre de Portugal. Sessenta anos depois, a Seleção Nacional tem a oportunidade de escrever história e honrar os nomes do passado. Roberto Martínez já assumiu acreditar na numerologia e na tese que a sustenta, mas para passar uma crença em realidade é preciso mais.

As casas de apostas colocam Portugal fora do Top 5, como é possível verificar na Placard.pt. Ainda assim, o que muitos especialistas sentem, é que estamos perante uma seleção portuguesa que nunca esteve tão perto, pela qualidade do seu plantel. E se for mesmo este ano? Sugerimos a quem queira apostar a página Placard bónus da Sportytrader, para beneficiar de uma aposta grátis que poderia dar algum jeito…

De qualquer forma, os 27 jogadores que convocou para o Campeonato do Mundo de 2026 permitem a Portugal apresentar-se com várias opções para todas as posições de campo: desde a baliza ao ataque. E todas com uma qualidade que nos permite sonhar… Vamos conhecer cada um deles.

Guarda-redes: baliza está bem entregue

Esta pode ser a posição onde, de facto, há menos excesso de qualidade. Ainda assim, a baliza deverá ficar bem protegida, nomeadamente com os titulares dos dois últimos campeões nacionais…

Diogo Costa (FC Porto)

É o principal candidato a assumir a titularidade da baliza de Portugal, tal como aconteceu nas últimas três grandes competições que a Seleção Nacional portuguesa disputou: Mundial’2022, no Qatar, Euro’2024, em França, e Liga das Nações 2024/25.

Chega ao Campeonato do Mundo deste ano como Campeão Nacional pelo FC Porto, depois de uma temporada histórica dos dragões, onde acabou por ter uma grande preponderância, não só como capitão mas como uma autêntica muralha que se mostrou intransponível nos momentos mais difíceis.

Rui Silva (Sporting)

Será o segundo da hierarquia na baliza de Portugal para este Campeonato do Mundo. Apesar das poucas internacionalizações que ainda tem pela Seleção principal, Rui Silva acrescenta experiência ao balneário de Portugal. 

Amadureceu enquanto guarda-redes depois da passagem por Granada e Real Bétis e isso notou-se logo na última época, quando foi contratado pelo Sporting para assumir desde logo a baliza e levar a equipa à conquista do tão desejado bicampeonato.

José Sá (Wolverhampton)

Apesar da estreia ter surgido já no final de 2023, José Sá está há praticamente 9 anos na Seleção Nacional principal. Mesmo sendo uma segunda opção na baliza, nunca abdicou de fazer parte do grupo e de ser uma parte importante para a coesão do balneário.

Aos 33 anos, o guardião do Wolverhampton é uma das figuras inquestionáveis na Seleção de Portugal, mesmo tendo apenas quatro internacionalizações.

Ricardo Velho (Gençlerbirligi)

Um pouco à imagem do que José Sá é para o grupo, embora com muito menos tempo de Seleção, Ricardo Velho é também uma peça importante para o balneário. 

Foi convocado para o Mundial’2026 por precaução e para ajudar os três guarda-redes convocados a manter um nível elevado nos treinos, de modo que cheguem ao Campeonato do Mundo preparados para enfrentar todas as adversidades. Um salto para um ‘grande’ em Portugal poderia elevá-lo para um outro patamar.

Laterais: polivalência e qualidade

Os corredores defensivos da Seleção Nacional são dos mais apetrechados do mundo, e outros nomes poderiam cá estar, como são os casos de Nuno Tavares (Lazio) ou de Alberto Costa (FC Porto), entre outros. Entre os escolhidos, a polivalência é de facto a característica que mais salta à vista, além da qualidade técnica e até da ‘fisicalidade’.

Diogo Dalot (Manchester United)

Titular indiscutível no Manchester United, onde vai já a caminho das três centenas de jogos pelos Red Devils, Diogo Dalot dificilmente será a primeira escolha de Roberto Martínez no lado direito da defesa. Isto acontece muito por ‘culpa’ da excelente época e rendimento que João Cancelo teve ao serviço do Barcelona, onde esteve emprestado pelo Al Hilal.

Dá versatilidade às duas alas da defesa, uma vez que também joga no corredor esquerdo, uma característica que o selecionador de Portugal aprecia bastante nos seus jogadores.

Matheus Nunes (Manchester City)

É uma das principais revelações da Premier League… e a atuar como lateral direito no Manchester City. Matheus Nunes chegou à Seleção Nacional como médio interior e agora é convocado fruto do seu desempenho numa outra posição. 

Foi uma solução que Pep Guardiola encontrou quando precisava de alternativas à direita e Matheus Nunes provou ter qualidade suficiente para segurar até a titularidade na posição. Apesar da qualidade, dificilmente será o primeiro nome a surgir à direita da defesa de Portugal neste Mundial.

Nélson Semedo (Fenerbahçe)

Este será o primeiro Mundial para Nélson Semedo, um jogador que Roberto Martínez parece admirar bastante as suas qualidades – mais do que alguns portugueses. Ao contrário do que se diz na Internet e também por alguns comentadores nas televisões portuguesas, Nélson Semedo jogou sim com regularidade no Fenerbahçe, onde esta época disputou 40 jogos e contribuiu com um golo e três assistências. 

Apesar da idade (32), acrescenta velocidade e fisicalidade ao corredor direito de Portugal e também versatilidade, uma vez que pode jogar mais à frente, como ala, e também como lateral pela esquerda.

João Cancelo (Al Hilal/Barcelona)

Tendo em conta o que mostrou no Barcelona, João Cancelo será muito provavelmente a primeira escolha de Roberto Martínez para a lateral direita de Portugal neste Mundial. Mas bem que poderia jogar à esquerda, onde esta temporada se destacou na Catalunha, não estivesse esse lado ‘reservado’ para Nuno Mendes, o convocado que se segue. 

Aos 31 anos, quando já o davam por ‘perdido’ depois de uma transferência para o futebol árabe, João Cancelo reinventou-se, reencontrou o amor pelo futebol num dos clubes do seu coração e chega a este Mundial como uma certeza e não como uma dúvida para os portugueses.

Nuno Mendes (Paris Saint-Germain)

Independentemente de existirem muitos (e excelentes) nomes, Nuno Mendes é neste momento um dos melhores laterais esquerdos do Mundo e esta é, à partida, uma das posições que diríamos que está praticamente fechada – desde que não exista uma lesão. 

O defesa do Paris Saint-Germain reúne a fisicalidade necessária para uma Seleção que gosta de jogar um futebol ofensivo, mas também para lidar com um contra-ataque ou alguns dos melhores extremos do Mundo. Mas também reúne velocidade, qualidade técnica e capacidade de remate, com exploração de espaços exteriores e interiores. Oferece muita variabilidade a Roberto Martínez – embora não faça o corredor contrário -, sobretudo pela sua qualidade no global.

Defesas centrais: qualidade ainda por muitos anos

£Outro setor onde Portugal tem alguma qualidade, embora apenas um seja um jogador consagrado, normalmente titular de um grande europeu. Antonio Silva (Benfica) ficou de fora, mas este e a maioria dos que foram chamados para o eixo defensivo, ainda terão as suas oportunidades no futuro.

Gonçalo Inácio (Sporting)

Tudo indica que será um dos patrões da defesa de Portugal neste Mundial. A capacidade de passe de Gonçalo Inácio (longo ou curto) acrescenta muita qualidade à primeira fase de construção de Portugal e essa é certamente uma característica que Roberto Martínez quer ver na sua equipa: a capacidade de reter a posse de bola e de sair apoiado mesmo perante adversários que façam uma pressão subida no terreno com vários elementos.

A liderança que demonstrou nos últimos anos ao serviço do Sporting revelam que é um jogador com quem o selecionador poderá contar… até mesmo na hora de ir à área contrária, pois tem uma boa impulsão e técnica de cabeceamento que poderá ser importante para Portugal neste Campeonato do Mundo.

Renato Veiga (Villarreal)

É um dos pilares da defesa do Villarreal, que encerrou 2025/26 no top-4 da La Liga quando ninguém adivinhava no começo da temporada. Apesar da experiência acumulada na Alemanha (Augsburgo), Suíça (Basileia), Inglaterra (Chelsea) e Itália (Juventus), foi em Espanha que efetivamente ganhou ‘calo’ e realizou aquela que é até ao momento a sua melhor temporada enquanto sénior.

Chega ao Mundial com rotação (42 jogos) e isso é muito importante para dar ao selecionador a possibilidade de experimentar perfis de jogadores diferentes mediante os adversários que surjam pela frente ao longo da competição. Estará a lutar com Gonçalo Inácio pela titularidade no lado esquerdo da defesa.

Rúben Dias (Manchester City)

É uma das incógnitas de Portugal para este Mundial. Não pela sua qualidade (essa é inquestionável), mas principalmente pela falta de ritmo com que chegará ao torneio.

Apesar de ter estado presente em 32 dos jogos realizados pelo Manchester City esta temporada, Rúben Dias sofreu com lesões e esteve afastado das opções de Pep Guardiola desde meados de março, quando os cityzens foram eliminados pelo Real Madrid na Liga dos Campeões.Em condições físicas normais, é um dos ‘intocáveis’ do onze de Portugal, até pelo papel de líder que também desempenha no balneário. Resta saber como chegará ao Mundial.

Tomás Araújo (Benfica)

Apesar da menor utilização que teve em relação à última temporada (disputou 44 jogos em 2024/25 e 38 em 2025/26), Tomás Araújo acaba por ser uma escolha natural por parte de Roberto Martínez para este Mundial. Fez parte do grupo que conquistou a Liga das Nações 2024/25 e tem características que os outros três defesas-centrais que constam nesta convocatória não possuem: velocidade.

Tomás Araújo é o mais veloz dos quatro centrais e isso poderá ser importante em alguns momentos específicos do jogo. Também tem um bom jogo aéreo e poderá ser, eventualmente, uma opção à direita caso Roberto Martínez queira alinhar com um defesa direito e não com um lateral. Numa defesa a três, também desempenha a função de central pela direita. Versatilidade.

Médios: muito ‘miolo’ e um perfil diferente

Ficaram de fora nomes importantes como João Palhinha (Tottenham), ou grandes esperanças como Mateus Fernandes (West Ham) ou ainda Rodrigo Mora (FC Porto), que deverão estar presentes nas próximas convocatórias. Ou jogadores nem sequer integraram o debate em Portugal, quando seriam excelentes opções noutros países, como Florentino Luís (Burnley).

Rúben Neves (Al Hilal)

Mesmo não tendo conquistado o tão desejado título de campeão da Arábia Saudita, Rúben Neves assinou uma excelente temporada ao serviço do Al Hilal, onde estabeleceu um novo recorde pessoal de golos marcados numa só época (12).

Para além dos golos marcados, o médio defensivo de 29 anos também contribuiu com 10 assistências, mostrando capacidade para pisar terrenos mais adiantados também se Roberto Martínez assim desejar. A ausência de João Palhinha deixa-lhe a porta da titularidade aberta.

Samu Costa (Maiorca)

É muito provavelmente um dos nomes mais questionados da lista de convocados de Portugal para o Campeonato do Mundo, mas sem justificação. Apesar de ser um ‘8’, que na Seleção Nacional desempenhará mais funções de ‘6’, Samu Costa termina esta temporada como o melhor marcador do Maiorca na La Liga e isso diz muito sobre a sua capacidade finalizadora.

Foram sete os golos que este médio, de barba rija e meia quase sempre em baixo, apontou esta época – sem esquecer as duas assistências. Roberto Martínez elogiou a sua capacidade de combate e a energia que trouxe ao grupo na última convocatória. Nós agradecemos-lhe pela entrega e raça.

João Neves (Paris Saint-Germain)

Se nada de estranho acontecer, será juntamente com Vitinha e Bruno Fernandes um dos ‘donos’ do meio-campo de Portugal neste Mundial. Desde as primeiras vezes que pisou o relvado do Estádio da Luz, ainda com a camisola do Benfica, poucos foram os olhos que não se aperceberam da tamanha qualidade de João Neves.

Em Paris é idolatrado – tal como os seus compatriotas – e não é muito difícil perceber o porquê. O Parque é o lugar perfeito para este Príncipe com um comportamento de ‘pitbull’ dentro de campo. Pelo menos, é assim que os seus companheiros lhe chamam em Paris…

Vitinha (Paris Saint-Germain)

Eleito um dos melhores do Mundo no último ano, Vitinha será o mágico que colocará o meio-campo de Portugal a sobrevoar os seus adversários neste Mundial. A qualidade técnica, de passe, de visão de jogo e também de remate fazem de Vitinha um dos melhores médios do mundo e Portugal tem muita sorte por tê-lo. 

Dificilmente não estará no onze inicial desde o primeiro ao último jogo de Portugal neste Mundial. Atrevemo-nos a dizer que seria ‘crime’, apesar da muita qualidade que tem esta Seleção.

Bruno Fernandes (Manchester United)

O senhor ‘Magnífico’ de Old Trafford chega ao Mundial mais mortífero do que nunca. Assiste como ninguém na Premier League (não é à toa que é dono do recorde de passes para golo na história do campeonato inglês, com 21 passes determinantes) e promete deixar tudo e todos boquiabertos quando começar a pegar na batuta do meio-campo da Seleção portuguesa.

Tem capacidade de remate de longa distância, é exímio na cobrança de bolas paradas, nos cruzamentos… É um ‘8’ ou ‘9,5’ completo que dará muito a Portugal, sobretudo no último terço.

Bernardo Silva (Manchester City)

Pep Guardiola chama-o de cérebro e não é despropositado. Bernardo Silva pensa e sabe o jogo como poucos. É um dos médios que mais quilómetros percorre em campo na Premier League e não é porque esteja constantemente em alta velocidade durante os 90 minutos, mas sim porque está sempre à procura de espaços onde possa desequilibrar os adversários ou descobrir alguns metros quadrados para servir os seus companheiros de equipa com qualidade e deixá-los na cara do golo. 

É um dos mais experientes da Seleção Nacional e também uma das vozes mais respeitadas no balneário. A convivência com Pep Guardiola tornou-o num ‘animal’ competitivo e Portugal só tem a agradecer.

Extremos: perfis para todos os gostos

Este é um setor em que existe de facto maior diversidade em termos de características. E muitos outros jogadores ficaram de fora e puderam sentir-se injustiçados, com Ricardo Horta (Braga) à cabeça. Pote (Sporting) é outro nome que também foi deixado de fora.

Francisco Trincão (Sporting)

Apesar da excelente temporada que fez ao serviço do Sporting, Francisco Trincão muito dificilmente será titular neste Mundial. A sua utilização dependerá muito do estilo de jogo do adversário, mas também do quão aflito Portugal possa estar em alguns momentos em termos de resultado e tem sido precisamente nessas fases de maior aperto que Francisco Trincão tem demonstrado ser uma excelente ‘aquisição’ da Seleção Nacional.

Fortíssimo no jogo entrelinhas e no apoio a um estilo de jogo mais apoiado e interior, Francisco Trincão tem ainda uma excelente capacidade de remate quando faz as tão características diagonais da esquerda para o centro. Pode ser importante.

Francisco Conceição (Juventus)

Menos fulgurante na Juventus esta época do que foi na temporada transata, Francisco Conceição acaba, ainda assim, por integrar esta convocatória de Portugal para o Mundial de forma justa. 

Em 41 partidas disputadas, o esquerdino da Vecchia Signora contribuiu com quatro golos e outras tantas assistências, mas a presença nos eleitos de Roberto Martínez deve-se mais à sua irreverência e estilo de jogo únicos, que fazem de Francisco Conceição um jogador com muita utilidade no grupo. A alcunha de ‘abre-latas’ pode voltar a soar nos ouvidos dos portugueses durante este Mundial e, se assim acontecer, será um bom sinal.

Pedro Neto (Chelsea)

Dos esquerdinos deste grupo, Pedro Neto parece ser aquele que reúne mais probabilidades de jogar de início por Portugal neste Mundial. Não porque jogue no Chelsea, mas porque ao contrário dos dois nomes anteriores também é capaz de jogar no corredor esquerdo sem perder a ‘personalidade’ do seu jogo.

Se jogar pela direita, irá privilegiar o espaço interior, a combinação 1-2 e o remate à baliza. Se jogar pela esquerda, será um extremo mais aberto, com maior capacidade de exploração do jogo em largura e da profundidade. É um jogador de ataque versátil e essas qualidades são admiradas por Roberto Martínez (e não só).

Rafael Leão (AC Milan)

É o verdadeiro velocista do ataque de Portugal. Tem características de jogo únicas que podem ser muito importantes para a Seleção Nacional neste Mundial, especialmente nos jogos contra seleções teoricamente mais difíceis ou favoritas à conquista do troféu.

É um jogador extremamente perigoso quando se vê com espaço para acelerar. Apesar de preferir o corredor esquerdo do ataque, também já mostrou ser capaz de desempenhar as funções de avançado-centro se assim for necessário. Dentro dos possíveis avançados, Rafael Leão é o que apresenta um perfil mais único.

João Félix (Al Nassr)

Mudou-se para a Arábia Saudita e ajudou Cristiano Ronaldo a conquistar o título de campeão. As excelentes exibições que teve ao longo de toda a temporada no Al Nassr valeram-lhe o prémio de Jogador do Ano do campeonato saudita e a parceria com Cristiano Ronaldo no ataque do emblema de Riade poderá dar-lhe um bilhete dourado para a titularidade na Seleção portuguesa neste Mundial.

Para além do toque refinado, João Félix acrescenta capacidade de último passe, triangulação e colocação de remate. Atua preferencialmente da esquerda para o centro, mas também pode jogar como falso ‘9’ ou até mesmo na direita, embora perca algumas das suas principais características.

Avançados: Quem acompanha Ronaldo?

Cristiano Ronaldo parte para aquele que será, sem sombra de dúvida, o seu último Mundial. Para o acompanhar, apenas havia um ‘homem golo’ mais óbvio (Gonçalo Ramos), mas Paulinho também tinha hipóteses legítimas. Finalmente, a outra vaga foi para um perfil diferente, para quem pudesse fazer de Diogo Jota, jogador quem faz de facto muita falta…

Cristiano Ronaldo (Al Nassr)

É o Cristiano Ronaldo e isso basta. É o melhor marcador da história de Portugal, o melhor marcador ao nível de seleções, o jogador mais internacional por Portugal e o capitão do grupo. Faltam adjetivos para falar sobre Cristiano Ronaldo, um dos melhores futebolistas da história do futebol. 

Aos 41 anos, continua com a mesma ‘fome’ de vencer que tinha quando deixou o ‘seu’ Sporting para rumar ao sonho de jogar em Old Trafford pelo Manchester United. Terminar o seu percurso na Seleção Nacional com a conquista do Mundial seria, mais do poético, justo por tudo o que fez e ainda continua a fazer pelo futebol português.

Gonçalo Ramos (Paris Saint-Germain)

O facto de não ser titular indiscutível no Paris Saint-Germain deixa-o em desvantagem para com Cristiano Ronaldo na luta pela titularidade no ataque de Portugal.

 No último Mundial, mostrou o porquê de estar num dos melhores clubes da atualidade e também o porquê de ser já uma escolha natural para o selecionador Roberto Martínez. Deverá arrancar o Mundial no banco de suplentes, mas poderá ‘roubar’ o lugar a Cristiano Ronaldo se o desempenho do capitão assim o permitir. 

Tem instinto ‘matador’, sabe explorar bem os corredores e a profundidade, para além de acrescentar a capacidade física para pressionar alto os adversários. Será certamente uma peça fundamental neste Mundial. Não temos dúvidas disso.

Gonçalo Guedes (Real Sociedad)

Dentro de todos os nomes de ataque desta convocatória, o de Gonçalo Guedes é provavelmente o que levanta mais dúvidas quanto à sua presença. Para quem não acompanha a Real Sociedad ou o campeonato espanhol, Gonçalo Guedes é o terceiro melhor marcador do clube na La Liga, com oito golos marcados e quatro assistências.

No cômputo geral da época, o avançado português leva nove golos e outras tantas assistências. São registos que lhe valem a sua segunda época mais produtiva em termos de contribuições diretas para golo. Marcou o golo que deu a Portugal a sua primeira Liga das Nações, no Estádio do Dragão. 

Pode atuar como extremo pela direita ou pela esquerda, pode funcionar como um falso ‘9’ e também como avançado-centro, apesar de ser muito mais móvel. O seu perfil adapta-se facilmente ao estilo de jogo que Portugal possa eventualmente precisar.



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