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INDAQUA investe em inteligência artificial para tornar ETAR mais eficientes

ETAR Matosinhos - INDAQUA

Otimizar os processos de tratamento das Estações de Tratamento de Águas Residuais (ETAR) é o objetivo da inovadora solução tecnológica que a INDAQUA pretende desenvolver, recorrendo à inteligência artificial. Este é um dos 10 projetos na área da Investigação & Desenvolvimento em que a empresa investiu mais de 2,6 milhões de euros desde 2016.


Um investimento adicional na colocação de sensores e um extenso estudo sobre os dados do processo da ETAR de Matosinhos, com registo de operações ao segundo, foram alguns dos passos necessários para concretizar o projeto da INDAQUA que quer tornar mais eficiente o tratamento de águas residuais. A análise da informação recolhida será fundamental para o desenvolvimento de uma ferramenta inovadora que, através de um conjunto de algoritmos baseados em inteligência artificial, permita reduzir consumos de energia e reagentes, a produção de resíduos, assim como aumentar a segurança nos processos de tratamento das águas residuais.

Pretende-se que a nova solução, por meio do reconhecimento avançado de padrões, promova a capacidade de as equipas operacionais gerirem os processos de tratamento de forma automática e inteligente, em tempo real, tratando anomalias e identificando desvios e situações críticas proactivamente.

O projeto, que conta já com um investimento da INDAQUA próximo dos 100 mil euros, começou em 2019 e vai estender-se até ao final de 2022. Estando concluída a primeira fase de sensorização e recolha de histórico de dados operacionais, os próximos passos passarão pela seleção e teste de diferentes ferramentas de reconhecimento avançado de padrões que permitam a aprendizagem das variáveis envolvidas e da sua inter-relação.

Este é apenas um dos 10 projetos na área da Investigação & Desenvolvimento (I&D) que a INDAQUA tem vindo a desenvolver, nos últimos cinco anos, num investimento que supera os 2,6 milhões de euros. Estas iniciativas foram alvo de candidaturas ao Sistema de Incentivos Fiscais à I&D Empresarial (SIFIDE), que apoia as empresas portuguesas através da dedução à coleta do IRC das despesas feitas nestas duas áreas. No caso da INDAQUA, a comparticipação do SIFIDE aproximou-se dos 1,6 milhões de euros.

“Estes projetos reforçam a aposta em inovação que a INDAQUA faz, de forma transversal, em todas as suas áreas de operação. Concretamente, estas iniciativas levam, com investimentos controlados, ao desenvolvimento e aplicação de novos mecanismos que, através da tecnologia, permitem monitorizar melhor e operar de forma mais eficiente as redes de águas residuais e de abastecimento de água”, explica Pedro Perdigão, CEO do Grupo INDAQUA. “Tanto os projetos com apoio do SIFIDE como outros que temos desenvolvido têm permitido à INDAQUA alcançar resultados de eficiência que estão ao nível das melhores práticas internacionais do setor”, acrescenta.

Entre os 10 projetos da INDAQUA já comparticipados pelo SIFIDE, destaca-se uma iniciativa de controlo da qualidade da água em tempo quase real, permitindo intervir de forma mais célere em situações de emergência e mitigar eventuais contaminações. Há ainda projetos dedicados ao controlo de afluências indevidas na rede de saneamento, à criação de um sistema autónomo de controlo de estações elevatórias ou à deteção, localização e reparação de fugas na rede de abastecimento de água. Está ainda em curso o desenvolvimento de vários modelos analíticos relacionados com a identificação das melhores condições para descargas de emergência ou para otimização dos investimentos relativos à redução de perdas de água.

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