Juventudes Partidárias

Juventude

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Joaquim MonteiroFrequentemente ouvimos criticas às juventudes partidárias, as «jotas», nomeadamente que são um «poleiro» para o salto aos cargos públicos e que apenas servem para abanar bandeiras e fazer barulho nas campanhas eleitorais.
Estou totalmente em desacordo com estas críticas. Conheço vários jovens que integram as juventudes partidárias – e de variadas cores – para saber que são injustas. Também não sou naïf ao ponto de afirmar que nenhum dos jovens que integram as juventudes partidárias o faz por questões pessoais e como tentativa de «assegurar» o futuro. Mas como diz o velho ditado popular “não se deve tomar a árvore pela floresta”, ou seja, não é só olhando a amostra que se pode retirar conclusões gerais, até porque nem sempre “onde há fumo há fogo”.

Os jovens das juventudes partidárias, na sua esmagadora maioria, são jovens atentos ao que se passa no seu país, no seu distrito, no seu concelho, na sua freguesia. E para além de serem atentos, são jovens que analisam os problemas, estudam soluções e as defendem. Não se acomodam à abstenção, têm a coragem de ter opinião.

Alguns exemplos que ilustram a minha posição.

Em 2009 foi publicado a Lei n.º 8/2009, de 18 de fevereiro, que cria o regime jurídico dos conselhos municipais de juventude. Nessa Lei era determinado que «os municípios que à data de entrada em vigor da presente lei não se encontrem dotados de um conselho municipal de juventude devem proceder à sua instituição, nos termos da presente lei, no prazo máximo de seis meses» (cf n.º 2, art. 27º). Em Matosinhos apenas havia o Conselho Consultivo da Juventude, um órgão de consulta da Câmara Municipal, o que não correspondia ao determinado na Lei.

Passaram-se anos e nada se fez até que jovens matosinhenses, elementos duma juventude partidária, fizeram da criação do Conselho Municipal da Juventude uma bandeira. Foi difícil mas conseguiram que a atual vereadora da Juventude da Câmara Municipal de Matosinhos, ao contrário do vereador seu antecessor, desse seguimento ao processo e já se encontra devidamente aprovado o Regulamento deste órgão.

O parque infantil Florbela Espanca estava num estado de degradação tal que colocava em risco a segurança dos utentes. Também aqui os jovens de uma juventude partidária vieram para o terreno, ouviram os utentes do parque e apresentaram sugestões de remodelação do parque e alertaram a autarquia para a necessidade urgente de obras.

Agora, sei que uma nova luta se aproxima. Sabendo que em Matosinhos existe um elevado número de jovens universitários e que recorrem frequentemente à Biblioteca como local de estudo, uma juventude partidária vai defender o alargamento do horário de funcionamento da Biblioteca Municipal, à medida do que já se passa com as Bibliotecas de algumas faculdades da Universidade do Porto.

Até à próxima semana.

Saudações leceiras
Joaquim Monteiro


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