Paróquia

Liturgia Familiar: 5.º Domingo da Páscoa – Ano B

Vide

“Eu sou a verdadeira vide…”

Que belos são os dias da Páscoa, que agora se desconfina, neste maio do coração, mês de Maria. Peçamos a São José e à Virgem Maria, Mãe de Jesus e Mãe nossa, que nos ensinem a centrar em Jesus Cristo a nossa vida, a vivermos a nossa fé nos gestos do amor concreto de cada dia e a reservarmos mais espaço ao Senhor, a quem servimos e adoramos na nossa vida.

LITURGIA FAMILIAR

Saudação

Guia: Em nome do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo.

Todos: Ámen.

Pedimos perdão

Guia: Sem ti, nada podemos fazer, mas tantas vezes vivemos por nossa própria conta e risco. Senhor, misericórdia!

Todos: Senhor, Todos: misericórdia!

Guia: Deixastes o mandamento do amor, mas tantas vezes o reduzimos a um vago sentimento. Cristo, misericórdia!

Todos: Cristo, misericórdia!

Guia: Queres que a Igreja viva do Espírito, mas tantas vezes a queremos à nossa medida. Senhor, misericórdia!

Todos: Senhor, misericórdia!

Acolhemos a Palavra

Leitura dos Atos dos Apóstolos – 9, 26-31

Naqueles dias, Saulo chegou a Jerusalém e procurava juntar-se aos discípulos.
Mas todos o temiam, por não acreditarem que fosse discípulo.
Então, Barnabé tomou-o consigo, levou-o aos Apóstolos
e contou-lhes como Saulo, no caminho, tinha visto o Senhor,
que lhe tinha falado, e como em Damasco tinha pregado com firmeza em nome de Jesus.

Leitura do Evangelho segundo São João – 15, 1-8

Naquele tempo, disse Jesus aos Seus discípulos:
“Eu sou a verdadeira vide e Meu Pai é o agricultor. […]
Permanecei em Mim e Eu permanecerei em vós.
Como o ramo não pode dar fruto por si mesmo,
se não permanecer na videira, assim também vós,
se não permanecerdes em Mim. Esou a videira, vós sois os ramos.
Se alguém permanece em Mim e Eu nele, esse dá muito fruto,
porque sem Mim nada podeis fazer. […]
Se permanecerdes em Mim e as minhas palavras permanecerem em vós,
pedireis o que quiserdes e ser-vos-á concedido.
A glória de meu Pai é que deis muito fruto.
Então vos tornareis Meus discípulos”.

Partilhamos a palavra

O amor não acusa nem condena. O amor é perdão e paz, proximidade e misericórdia, presença e cuidado, respeito e comunhão. As obras da caridade são o principal fruto de uma vida ressuscitada. O trecho do evangelho de hoje explica-o através da imagem da videira e dos ramos. Somos convocados a dar fruto, a dar o melhor de nós mesmos unidos a Jesus Cristo.

A força da nossa vida não está fora de nós, numa lei ou numa doutrina; está dentro de nós, está no amor que corre nas nossas veias pela ‘assistência’ do Espírito Santo, a presença viva do Ressuscitado.
Este ‘episódio’ mostra-nos um desses ‘ramos’ enxertado na ‘videira’, de modo a ser capacitado para dar fruto em abundância. Trata-se de Paulo. Apesar de não ter contactado fisicamente com Jesus Cristo, também ele figura entre as primeiras ‘testemunhas da Páscoa’.

A experiência pascal, no caminho de Damasco, aonde ia para perseguir os cristãos, transformou-lhe a vida, e fez dele um dos maiores evangelizadores. Passou de feroz perseguidor dos cristãos a perseguido por se ter tornado fervoroso cristão. Saulo demonstra como a experiência pascal, ou seja, o encontro pessoal com Jesus Cristo ressuscitado transforma a vida, por inteiro, provoca uma profunda conversão. O seu testemunho faz-nos compreender que “também nós precisamos de uma conversão; precisamos de passar de um estado estático de ser cristão para um estado dinâmico de tornar-se cristão”.

Apresentamos as nossas preces

Guia: Ao nosso Deus, que conhece todas as coisas e é maior que o nosso coração, confiemos as nossas preces, invocando: Escuta a nossa oração!

Um dos membros da família

  • Pela Igreja: enraizada e unida a Jesus Cristo, a videira verdadeira, dê frutos de amor concreto e de vida nova, nós Te pedimos:

Todos: Escuta a nossa oração!

  • Pelos que governam as nações: priorizem a valorização do trabalho, garantia de vida digna para todos, nós Te pedimos:

Todos: Escuta a nossa oração!

  • Pelas mães, sobretudo pelas que vivem os dramas da pobreza, da doença, do desprezo e da solidão: sejam amadas e reconhecidas no trabalho silencioso e permanente do amor, nós Te pedimos:

Todos: Escuta a nossa oração!

  • Pela nossa família: à imagem de José e Maria, vivamos unidos a Cristo, para frutificarmos na alegria do amor, nós Te pedimos:

Todos: Escuta a nossa oração!

[acrescenta a tua intenção], nós Te pedimos:

Todos: Escuta a nossa oração!

Guia: Rezamos como Jesus Cristo nos ensinou:

Todos: Pai nosso…

Assumimos um compromisso

Maio “convida-nos à oração do terço, no aconchego familiar, verdadeira ‘Igreja Doméstica’, ou na nossa comunidade cristã, família de famílias. Não deixemos de, ao longo deste mês de maio, nos lembrarmos de Maria Mãe de Jesus e Mãe nossa.

Guia: Bendigamos o Senhor!

Todos: Graças a Deus! Aleluia! Aleluia!

Bênção da mesa (para rezar antes da refeição em família)

Senhor Jesus, (neste Quinto Domingo de Páscoa e Dia da Mãe, mês de maio,) queremos dizer-Te: “Obrigado, por nos dares Maria, como Mãe. Obrigado pela mãe que nos deu à luz. Obrigado por todo o seu imenso trabalho de amor por nós”. Abençoa a nossa mesa com todos estes alimentos, frutos da terra e do trabalho humano, e faz com que, unidos a Ti, dêmos fruto abundante de amor para sempre.

Todos: Ámen.


DIA DA MÃE

No mais fundo de ti, eu sei que traí, mãe
tudo porque já não sou
o retrato adormecido no fundo dos teus olhos.

Tudo porque tu ignoras
que há leitos onde o frio não se demora
e noites rumorosas de águas matinais.

Por isso, às vezes,
as palavras que te digo são duras, mãe,
e o nosso amor é infeliz.

Tudo porque perdi as rosas brancas
que apertava junto ao coração no retrato da moldura.
Se soubesses como ainda amo as rosas,
talvez não enchesses as horas de pesadelos.

Mas tu esqueceste muita coisa;
esqueceste que as minhas pernas cresceram,
que todo o meu corpo cresceu,
e até o meu coração ficou enorme, mãe!

Olha – queres ouvir-me?
– às vezes ainda sou o menino que adormeceu nos teus olhos;
ainda aperto contra o coração rosas tão brancas
como as que tens na moldura;
ainda oiço a tua voz:
Era uma vez uma princesa no meio de um laranjal…

Mas – tu sabes – a noite é enorme,
e todo o meu corpo cresceu.
Eu saí da moldura, dei às aves os meus olhos a beber.
Não me esqueci de nada, mãe.
Guardo a tua voz dentro de mim.
E deixo-te as rosas.

Bom dia (tarde/noite), mãe.
Eu vou com as aves.
Mas, sou teu! Sempre serei teu!
E tu? Tu! Tu nunca deixarás de ser minha! Minha mãe!

Por: Padre Francisco Andrade
Pároco de Leça da Palmeira


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