Grande Porto

PAN quer Proteção do Barco Rabelo e do Património Naval do Douro

Barco Rabelo - Rio Douro

O Grupo Parlamentar do PAN – Pessoas – Animais – Natureza apresentou ontem uma recomendação ao Governo para que garanta a proteção e preservação do património naval diferenciador, único e cultural que o estaleiro de Vila Nova de Gaia representa.

O estaleiro da empresa Socrenaval, localizado em Vila Nova de Gaia, prossegue a atividade de construção e reparação naval ao longo de pelo menos quatro gerações, em mais de um século, construindo artesanalmente barcos rabelos. Há cerca  de setenta anos que esta empresa usufrui do atual espaço onde tem instalado o estaleiro. 

A atividade da Socrenaval tem sido ensinada de geração para geração, focada na construção e reparação de embarcações tradicionais do Rio Douro, em madeira, nomeadamente de barcos rabelos, assim como tem preservado as artes de carpinteiro naval e de calafate, que constituem um património naval diferenciador, único e cultural.

De acordo com informações recentemente veiculadas pelos órgãos de comunicação social, a continuidade deste estaleiro encontra-se em risco após a Administração do Porto do Douro, Leixões e Viana do Castelo (APDL) denunciar a ilegalidade da permanência da Socrenaval naquele espaço e exigir que abandone esse local.

Estas alegações são contrapostas com uma licença válida para uso do domínio público fluvial, sustentada numa decisão judicial.

Falamos de um estaleiro único no país e no mundo, com um valor inestimável das práticas centenárias que ali se praticam. Uma possível candidatura para classificação do barco rabelo como Património Mundial da Humanidade, como a que foi anunciada no ano passado pela Câmara Municipal do Peso da Régua e pela Confraria dos Vinhos do Douro, pode ficar comprometida ou, no mínimo, fragilizada pela possibilidade do encerramento do único estaleiro que ainda efetua a reparação, manutenção e (re)construção de barcos rabelos”, refere Bebiana Cunha, deputada do Grupo Parlamentar do PAN, eleita pelo distrito do Porto.

A deputada acrescenta ainda que “é obrigação do Estado garantir a proteção destas atividades, até no âmbito dos Objetivos para um Desenvolvimento Sustentável, face ao papel ímpar na economia circular, no património cultural, naval e etnográfico da nossa região.”

O projeto de resolução pode ser consultado na íntegra aqui.


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