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Siza Vieira e Lionesa Group trazem exposição do Pavilhão do Vaticano para o Porto

Bienal de Veneza

A ligação entre o arquiteto portuense e a marca Lionesa Group continua a produzir efeitos desta vez num dos maiores eventos mundiais de design e arquitetura.

Graças ao mecenato do Lionesa Group o Porto vai poder receber parte das obras do arquiteto que vão estar expostas na Bienal de Veneza 2023. Foi através do cardeal Dom Tolentino de Mendonça, responsável pelo Pavilhão do Vaticano que os destinos do Lionesa Group e do arquiteto Siza Vieira se juntaram novamente.

Ao pavilhão faltava apenas um mecenas e foi durante a apresentação do seu projeto “Caminho da Arte” no Vaticano que o Lionesa Group foi convidado, abraçando de imediato o tema da exposição “Amizade Social: Encontro no Jardim”.

Da criação do arquiteto nasceram 12 esculturas em madeira e mármore que viajaram até à exposição e que serão colocadas nos edifícios do Mosteiro Beneditino e nos jardins da Abadia de San Giorgio Maggiore.

O “Caminho da Arte”

É através do projeto “Caminho da Arte” que será possível trazer parte destas esculturas para Portugal, após a Bienal. São 5 as esculturas do arquiteto que primeiramente ficarão expostas no Balio, no Porto, para depois ficarem afetas ao projeto. Também no Balio se encontra outra das mais recentes obras de Siza Vieira, o “Templo”, que parte de uma ambição de acrescentar arte contemporânea ao património já existente dos Caminhos de Santiago.

Álvaro Siza Vieira
Álvaro Siza Vieira

O “Caminho da Arte” é um projeto transfronteiriço que ambiciona ser a mais bonita estrada de arte do mundo, introduzindo obras de arte contemporâneas ao longo dos + 260kms que ligam o Porto a Santiago de Compostela. Um caminho para a espiritualidade e para o desenvolvimento pessoal Foi com esta visão de encarar a “arte como um caminho para a espiritualidade” que tanto o arquiteto como o Lionesa Group abraçaram estes desafios.

O “Templo”, de Siza Vieira

O Templo é uma obra do arquiteto Siza Vieira que se encontra dentro do projeto Balio e que surge na sequência da reabilitação urbana do antigo Mosteiro do Balio. De um Mosteiro esquecido e fechado à comunidade há vários séculos, o Balio resgatou o seu reconhecimento como Monumento Nacional outorgado em 1910, e apostou na sua requalificação entregando também a responsabilidade artística da sua recuperação ao arquiteto Siza Vieira e abrindo desta forma um caminho para a arte rumo a Santiago de Compostela.