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Daqui a poucas semanas, a Seleção Nacional subirá ao relvado do Houston Stadium para o seu jogo inaugural no Campeonato do Mundo de 2026, frente à RD Congo. Os adeptos em casa, incluindo os fervorosos simpatizantes do Leça, estarão a apoiar a equipa no pontapé de saída desta caminhada rumo à conquista do troféu.
A equipa das Quinas tem sido apontada como uma das grandes candidatas à vitória final, ainda que outras seleções europeias, como Espanha, França e Inglaterra, recolham maior favoritismo junto das casas de apostas. Os adeptos podem consultar os melhores sites de apostas em Portugal para perceber como se comparam as odds de sucesso da nossa seleção com as dos adversários, na antecâmara daquele que promete ser um torneio memorável.
Apesar de os adeptos do Leça não terem qualquer jogador do atual plantel a representar as cores nacionais neste verão, não são alheios a ver antigos craques do clube brilhar num Mundial. Duas figuras que pisaram o relvado do Estádio do Leça viriam a disputar a fase final da prova, tornando-se peças incontornáveis da equipa nacional.
Sérgio Conceição
Durante a década de 1990, o FC Porto cedia frequentemente alguns dos seus jovens talentos por empréstimo ao Leça, entre os quais Sérgio Conceição. Após a sua primeira experiência no futebol sénior ao serviço do Penafiel, o extremo passou a época de 1994/95 no Estádio do Leça, onde se afirmou como um jogador de eleição.
Essa equipa revelou-se uma das mais célebres da história do clube, ao terminar no primeiro lugar da Segunda Liga e garantir a ambicionada subida à Primeira Divisão. Conceição apontou quatro golos em 26 jogos nessa temporada e, após nova cedência ao Felgueiras, assumiu-se como uma peça-chave no bicampeonato do FC Porto em 1997 e 1998, bem como na Seleção Nacional.
O extremo somou 56 internacionalizações pela Seleção, tendo participado no Mundial de 2002, onde a equipa comandada por António Oliveira acabou eliminada na fase de grupos. Hoje um dos treinadores mais titulados e bem-sucedidos do país, Conceição teceu rasgados elogios à sua passagem pelo Leça em 2022, após um jantar com elementos dessa equipa campeã de há quase 30 anos, descrevendo como o clube desempenhou um papel determinante no seu desenvolvimento enquanto jogador e na moldagem do treinador que é hoje.
Ricardo Carvalho
Ricardo Carvalho é unanimemente considerado um dos melhores defesas que Portugal produziu nos tempos mais recentes. Contudo, muito antes de se tornar um esteio da equipa nacional, o central deu os primeiros passos da sua afirmação futebolística em Leça da Palmeira.
Formado nas camadas jovens do FC Porto, Carvalho foi emprestado ao Leça FC para a temporada 1997/98, onde cumpriu a sua primeira aparição a nível sénior no principal escalão do futebol português. Depois de se estrear frente ao Vitória de Setúbal, apontou o primeiro dos seus dois golos pelo clube logo no seu segundo jogo no campeonato, diante do Coimbra.
Carvalho acabaria por disputar 25 jogos em todas as competições com a camisola do Leça, lançando os alicerces para o que viria a ser uma carreira longa e recheada de êxitos. O seu então treinador, Vítor Manuel, recordou mais tarde como, mesmo com apenas 18 anos, já demonstrava uma liderança e qualidades inatas que o levaram a comparar o jovem central à lenda alemã Franz Beckenbauer.
Com um impressionante registo de 89 internacionalizações pela Seleção, que incluíram 10 partidas em dois Mundiais — em 2006 e 2010 —, Carvalho continua a guardar o Leça num lugar especial do seu coração. Atualmente a exercer funções como treinador adjunto de Portugal, visitou o clube recentemente e esteve reunido com o Presidente José Luís Santos, tendo sido presenteado com uma camisola comemorativa nesta reta final de preparação para o Mundial de 2026.

